Um Manifesto pela Volta da Morte Súbita

Hoje não venho analisar exclusivamente o Grêmio. Venho fazer um manifesto, cialis uma crítica ao sistema de desempate implementado nos últimos anos pelas entidades futebolísticas, malady um verdadeiro DESABAFO, medical suplicando pelo fim das decisões na forma de penalidades máximas.

Ora, Senhores, a final da Taça Piratini (e ou primeiro turno do Campeonato Gaúcho) é a mais clarividente amostra de que o futebol perde o seu romantismo, perde a sua mola propulsora, perde a sua grande emoção, quando é decidido o desempate de um jogo nos pênaltis: a incessante disputa pelo gol. É inadmissível que o campeão do primeiro turno do Gauchão tenha levantado a taça sem derrotar seu adversário na semifinais e na final. Obra pura desse regulamento “anti-futebol”. Ou alguém tem dúvidas que o Grêmio poderia vencer o Caxias, caso houvesse prorrogação ou morte súbita? O próprio Novo Hamburgo, vice-campeão da Taça Piratini, jogando em casa com o apoio do seu torcedor, tinha plenas condições de derrotar o Caxias COM A BOLA ROLANDO.

Para não ficar apenas nesta exemplificação, lembremos da Seleção Paraguaia na última Copa América. Pasmem, mas o Paraguai classificou-se para a segunda fase COM TRÊS EMPATES EM TRÊS JOGOS. Na fase de quartas-de-final empatou pela quarta vez em quatro jogos (0 a 0), vindo a derrotar o Brasil nas penalidades máximas. Não obstante, o Paraguai voltou a empatar nas semifinais, num chatíssimo 0 a 0 com a Venezuela, vindo a derrotar a Selección Viño Tinto nos pênaltis. Somente na final, depois de tanto empatar e encher o saco do torcedor pelo mundo todo, o Paraguai levou o que merecia: uma goleada do Uruguai por 3 a 0. Por Deus, será que ninguém na cúpula da FIFA percebe isso? Uma seleção de futebol chegou até uma final apenas empatando. Isso é ridículo. Repugnantemente sistemático, metódico.

Salta aos olhos a evidência de que as cobranças de pênaltis favorecem os times menos qualificados, dando força catalisadora ao anti-jogo, à matação de tempo, à catimba exacerbada. Tudo isso vai contra os princípios do futebol bem jogado e competitivo.

Recordo-me de assistir a peleias históricas, como Brasil e Camarões nos Jogos Olímpicos, nos quais a emoção urgia à flor da pele quando se jogava uma morte súbita (“the golden goal”). Com a prorrogação seguida de morte súbita (ou apenas com a morte súbita), o jogo de futebol ganha ares de filme dramático, os atletas transformam-se em personagens de um filme de guerra, a torcida enlouquece onde estiver – seja frente à televisão, seja no estádio -, percebe-se quem realmente tem preparação física de qualidade, mas acima de tudo, não quebra o romantismo de raça do futebol, a mágica que norteia a modalidade esportiva mais apaixonante do planeta, concedendo a vitória (COM A DEVIDA JUSTIÇA) ao time mais competente.  Enfim, vence aquele time que conseguiu colocar a bola na rede durante o tempo de jogo e dentro do campo.

Portanto, CHEGA DE DECISÃO NOS PÊNALTIS, POR FAVOR! Volta, morte súbita!! Pelo bem do futebol…

Tchüss, fussballteigers!!

 

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