Sobre Fardamento, Material Esportivo e Manto Sagrado

Antes de escrever o que vou escrever quero deixar claro que essa é minha opinião, healing não necessariamente a opinião do Mesa de Bar do Grêmio como um todo, apenas a opinião de um membro integrante que pode ou não coincidir com os outros participantes. Como o espaço é democrático, venho usar a democracia.

O Grêmio é um clube grande, tanto que evito usar a palavra time de futebol, porque time são os onze jogadores que pisam em campo. E já que estou falando de jogadores, deles espero que quando pisam em campo tenham a hombridade de defender o time, ou seja eles mesmos, e o clube, ou seja o Grêmio, minha religião.

 

O povo é curioso por natureza. Não importa em que parte do globo, todos possuem curiosidades. Em consequência da curiosidade é que surge a expectativa e ela é o nosso parâmetro para quando surgem as coisas novas. Existem coisas que nos decepcionam, que ficaram abaixo da expectativa. E existem coisas que nos emocionam, que superaram a expectativa.

Assim é o processo anual de troca de fardamento do Grêmio. O povo cria seu conceito, sua expectativa e quer que ela seja suprida. Colocando dessa maneira pode parecer infantil, mas futebol não é um esporte muito maduro.

Há um bom tempo vários torcedores oportunamente se especializaram em especular e criar graficamente suas expectativas baseado em lógicas que eles observaram aqui e acolá. Mais que isso, criaram suas preferências por marcas X, Y e Z justificadas por teorias que passam até por numerologia. E eles não aceitam coisas, ideias e pensamentos diferentes.

A antiga fabricante de fardamento, mundialmente conhecida, perdeu força, foram 3 anos fazendo uniformes que não agradavam os fãs gremistas, a maioria gritava pelos ventos “não dá mais!”. Há quem pense “que se dane o design da cruz, o que importa é o jeito de rezar”, mas muitos se importam. No caso do Grêmio a camisa é a representação da nossa fé, faz parte do nosso símbolo religioso e ninguém quer andar com um visuavelmente feio por aí. Queremos mais que ser Gremistas, mostrar que somos gremistas!

Veio a nova empresa, humilde, cheia de conversa e boa vontade.

Vou dar uma volta para explicar o meu ponto. Aqui perto de casa existe o mercado do Juca, um cara simpático e esforçado. Ele não tem tudo que eu quero, mas com conversa nos entendemos. “Juca, to precisando de um abacate“, “Em estoque não tenho, mas posso te conseguir para amanhã“. Além de me vender os produtos, Juca me informa sobre as redondezas e sempre me atende com educação.

Não muito longe, mas não tão perto existe o super-hiper-duper mercado. É um lugar grande, cheio de gente e com muitos produtos. Também vou lá de vez e quando, sou cliente do Juca, mas preciso avaliar todas as propostas. Lá tinha o abacate, mas ele não estava muito bonito. Meio machucado, como não era bem a época de abacate, meio caro. Perguntei para um rapaz, que provavelmente não era dono do local gigantesco e ele me disse que o estoque estava todo ali. Não fez menção de conseguir para mim no futuro, nem me deu uma opção.

Minha conclusão, o Juca não é o maior local para eu comprar algo, mas é o mais esforçado a me vender algo que eu quero e faz um ótimo trabalho nisso. Juca não vende tanto quanto o Super-hiper-duper, mas vende melhor.

É assim que vejo o atual material esportivo. Que já tinha observado os problemas, conversou com o clube e fez algo com a cara do clube. Assim como o Juca fez com o abacate, que para minha surpresa era um ótimo abacate, porque o Juca me conhece e sabia o que eu queria.

Antes o Grêmio tinha um uniforme, os equipamentos de treinamento atrasavam e os fãs não se interessavam em adquirir um dos símbolos do clube. Agora o clube adquiriu um manto, possui o material para treinamento, essa empresa reconhece o torcedor e ele pro sua vez tem orgulho de usar o que para muitos é apenas uma camisa de futebol do Grêmio, mas para nós torcedores é um manto sagrado.

Tem os que fecham o a cara e julgam inapropriado um clube trabalhar com uma empresa assim, tão aberta e comunicativa (quase ingênua). Querem a grandiosidades que todas prometem e nenhuma jamais fez. Sonham em ter o ego amaciado e com o Grêmio vendendo até no Japão. Não entendem que as vezes o acerto e o sucesso depende apenas das pequenas coisas e o resto é pura consequência.

 

Dia dois de abril é o dia de conhecer o novo manto gremista. No último ano do Grêmio no Olímpico o que vai ficar mesmo é a despedida do velho Casarão. Portanto, não vamos perder tempo pensando já em 2013, temos todo 2012 para viver ainda.

Publicado por Fane Webber

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