Razões do Triunfo sobre a Soberba Amarga

Tal como este blogueiro que vos fala previa, o Imortal Tricolor derrotou o Clube Amargo da Beira do Lago e com uma atuação consistente. Não sou oportunista, definitivamente, basta atentarem para meu último post. Normalmente quando o Grêmio encara um Clássico Gre-nada como franco (des)favorito costuma vencer, encontrando forças sabe-se lá de onde, parecendo ressurgir das cinzas como a Ave Fênix.

São vários os fatores que conduziram o Grêmio ao triunfo sobre os amargos. Alguns críticos maldosos e mal-informados chegaram a afirmar irresponsavelmente que alguns atletas teriam feito “corpo mole” durante a Era Caio Jr., no intuito de derrubá-lo. Não. O primeiro fator que levou o Tricolor à vitória foi a mudança de posicionamento do meio de campo. Caio Jr. teve os mesmos jogadores que Roger Machado para articular o seu time (com exceção de Souza, o qual só esteve presente na última partida ante o Zequinha), contudo, nunca tentou uma formação com 2 volantes à frente dos zagueiros, 1 volante com características mais ofensivas para defender e auxiliar o articulador, e o próprio articulador para gerir o ataque. Caio Jr. tentou o 3-5-2, insistiu equivocadamente no 4-3-3 e, quando testou o 4-4-2, sempre jogou em losango ou com apenas 1 volante (dificultando a troca de passes expondo a defesa). Enquanto não tinha Souza, Caio Jr. poderia ter testado na terceira função do meio Misael, jogador jovem e que muito desenvolveu tal função nos juniores gremistas e na Seleção Brasileira.

O segundo fator que proporcionou ao Grêmio vencer o clássico 391 foi a mudança de comando. Saiu o “invencionismo” de Caio Jr. e entrou a “filosofia tática e moral” de Roger Machado. Caio Jr., em que pese pouco tempo no cargo, já apresentava irritação, desgaste psicológico, uma vez que não conseguia contagiar o grupo com o seu modo de pensar futebol. Sob o comando de Caio Jr., mesmo na vitória mais marcante (4 a 1 sobre o Santa Cruz-RS), o time não teve uma atuação consistente, apresentando sérias deficiências, fundamentalmente na defesa. Roger Machado teve forte influência através do discurso de vestiário, tal como asseverou Kléber Gladiador ao final do Gre-nada. Além disso, todos queriam mostrar serviço ao novo técnico contratado, Vanderlei Luxemburgo, um dos maiores treinadores da história.

O terceiro fator preponderante para o sucesso de Roger Machado foi extremamente significativo: o deslocamento de Gilberto Silva para a zaga. Pablo, Douglas Grolli e Saimon não convenceram e são muito inexperientes. Falta-lhes experiência e posicionamento, qualidades que sobram para Gilberto Silva. Naldo é o zagueiro menos deficiente entre todos e, por isso, merece ser titular. Com essa verdadeira “cirurgia” na defesa gremista, Roger Machado começou a ganhar o clássico.

O quarto é último elemento que perfectibilizou o triunfo tricolor, sem dúvida alguma, foi a indignação, a raiva, o poder de revolta, por conta da soberba dos amargos da Beira do Lago Guaíba demonstrada pelas ironias de D’Alessandro, mas principalmente pela imprensa vermelha liderada pelos jornalistas “Otabiano Coloradasso” e “Paulino Lires”. Tal material foi mostrado aos jogadores gremistas, os quais levaram a público na voz de Kléber e Souza ao final da peleia de quarta-feira. Ainda, deve-se pontuar que o próprio time gremista tinha consciência de que devia uma atuação nestes moldes à sua torcida apaixonada.

Espero que esse espírito permaneça imbuído nos atletas gremistas. O título da Taça Piratini é obrigação. Luxemburgo treinou o time hoje à tarde e escalou os mesmos jogadores que venceram o Gre-nada. Marco Antônio e Léo Gago finalmente fizeram as suas “estreias” em 2012, assim como o Grêmio.

Tchüss, fussballteigers!!

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