Quem manda no vestiário gremista?

É tradição, muito gaúcha diga-se de passagem, ouvir dirigentes após os jogos para que eles façam suas análises sobre a partida. Atualmente, o Grêmio não tem tal figura.

O presidente passa mais tempo na Assembleia Legislativa do que no Olímpico, ou seja, nosso mandatário se preocupa mais com a politica estadual do que com o clube que comanda. Opa! Não vou cometer tal injustiça. O deputado é figura carimbada na Arena gremista. Domingo, no mesmo dia que tomamos quatro do Santos, ele estava lá todo pimpão falando sobre o futuro estádio tricolor.

O diretor executivo de futebol, o qual recebe um quantia deveras atrativa para qualquer trabalhador deste país, falou após o embate contra o time paulista que não é sua função falar com a imprensa. Seguindo o raciocínio, ele certamente ocupa seu tempo fazendo grandes contratações para o clube, observando a categoria de base e realizando outras funções condizentes com o seu posto.

E o vestiário, quem comanda? Quem cobra do treinador e dos jogadores resultados, empenho e atitude? Me parece que ninguém. É preciso, em algumas oportunidades, chutar a porta do vestiário e cobrar de forma ríspida o plantel. Ou alguém acredita que é pedindo ‘por favor’ que os atletas irão jogar mais?

O Grêmio está abandonado. Seus dirigentes estão completamente perdidos e estão focados em várias coisas, menos no clube. Evidente que a figura de um vice de futebol político não resolveria todos os problemas, mas este é mais um dos erros da administração do deputado.

Enquanto isso, o treinador vai fazendo peripécias em jogos decisivos, os jogadores vão dando declarações como se não houvesse comando de vestiário e a torcida segue desesperançosa.

O Grêmio de hoje – e de algum tempo para cá – só tem uma coisa: torcida.

Abração hein?!
@alemaopizoni

 

 

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