Um clássico de futebol, treat o encontro entre dois grandes rivais, ailment é uma festa tão imponente que quando acontece mobiliza toda uma cidade, see um Estado e, até mesmo, um país. A frase clichê de que o jogo é uma festa vale na maioria dos confrontos em que a imbecilidade não superou o espírito esportivo. Nada mais bonito do que ver a rivalidade nas arquibancas amplificada pelo grito das torcidas. A visitante, geralmente em menor número, tem que se esforçar para não ser abafada pelos mandantes. E aí está a graça toda de ir torcer no estádio em dia de clássico.

Foto: Lucas Uebel

No Rio Grande do Sul sempre se debateu a possibilidade do clássico Grenal ser disputado somente com a presença da torcida do time mandante. Questões de segurança sempre estiveram a frente das ideias de quem defendeu (ou ainda defende) a tese de que só gremistas frequentem o Olímpico e só colorados possam ir ao Beira-Rio. Neste ano finalmente poderemos ter o clássico com apenas uma torcida, mas não pode culpa dos hooligans gaúchos e, sim, por causa das tão famosas e noticiadas obras para Copa do Mundo de 2014. A Brigada Militar deve, nos próximos dias, solicitar que isso aconteça no jogo do próximo dia 26 de agosto.

Foto: Fabio Berriel/Gazeta Press

Sempre achei uma falta de civilidade o fato de segregar torcidas em campo de futebol, mas parece que será isso ou assistir ao jogo em meio ao concreto destruído do Beira-Rio. O que convenham é um risco sério já que entulhos, pedras e pedaços de pau viram armas na mão de loucos disfarçados de torcedores. Vale lembrar que em 1995, uma tragédia poderia ter sido evitada se a final da extinta Supercopa de Futebol Júnior, entre São Paulo e Palmeiras, tivesse sido disputada em outro estádio ao invés do Pacaembu, que estava em obras. A batalha campal resultou em uma morte, mais de 100 feridos e cenas lamentáveis de selvageria.

Clássicos bem mais sangrentos do que o Grenal nunca foram disputados com apenas uma torcida no estádio. West Ham x Millwall, Boca x River, Peñarol x Nacional ou Celtic x Rangers nunca tiveram apenas os mandantes presentes. Muito menos por culpa de reformas em estádios. Muito provavelmente os gremistas não poderão acompanhar o tricolor no Beira-Rio devido aos atrasos do co-irmão e sua parceira construtora. O fato histórico vai marcar o fim de uma tradição de belos e sadios duelos gritados no concreto das arquibancadas entre colorados e tricolores.

Foto: Eduardo Cecconi

Paulo Odone já disse que não quer e que o Inter é que se vire para arrumar outro campo, se o Beira-Rio não tiver condições. Eu já sugiro que o Grêmio aceite, porém, com uma fundamental condição: no jogo da volta, no segundo turno, colorados não poderão adentar ao Olímpico. Sim, nada mais justo já que não poderemos ficar em meio aos escombros para assistir o Grenal. E pra completar, no derradeiro jogo do Monumental poderemos ser mais de 45 mil gremistas celebrando juntos o fim de uma era o início de outra. E sem intrusos vermelhos.

 

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