O Sempre Imortal achou por bem publicar excelente texto de Lênio Luiz Streck (Ex-Procurador de Justiça-RS – Doutor e Pós-Doutor em Direito), diagnosis postado originalmente no blog Corneta do RW. Segue:

A arbitragem do campeonato e a necessidade de um Observatório da Imprensa Esportiva.

ricardo

Uma sociedade democrática funciona (melhor) na medida em que possui mecanismos de controle das instituições. Contemporaneamente, help não é difícil perceber a importância, mormente na divulgação dos defeitos congênitos do sistema democrático, sendo o maior deles a corrupção. Sem a imprensa, estaria muito dificultado o trabalho dos agentes responsáveis pelo combate aos crimes em uma República.

Pois bem. Mutatis, mutandis, isso se aplica ao futebol. Quanto mais controle por parte da imprensa, mais condições temos de pressionar os clubes, as federações e até os governantes. Saber sobre malandragens e mal feitos de dirigentes, das mutretas envolvendo nomeações de auditores, escalações de arbitragens, trucagens nos sorteios, enfim, quanto mais imprensa livre e imparcial, mais condições temos de colocar a boca no trombone.
O problema é quando, indisfarçavelmente, parcela considerável da imprensa torce para um determinado clube, e, com isso, fecha um (ou os dois) olho(s) para o que acontece na arbitragem. Já há algum tempo, toda a imprensa – inclusive a que não torce para o Internacional – quedou-se silente com o estilo de apitar de Leandro Vuaden, deixando o jogo correr frouxo e incentivando que jogadores talentosos e franzinos sejam caçados em campo, além de propiciar que grandalhões pernas de pau façam fama e sucesso nos campos do esporte que deveria ser ludopédico.

Veio a Copa do Mundo e o fiasco da arbitragem internacional parece que convalidou a ruindade dos árbitros brasileiros. Os próprios jogadores da “selecinha brasileira” bateram a vontade nos chilenos, mexicanos e colombianos. Quando enfrentaram os alemães, se cagaram os de bagé, como se diz na minha terra.
Quem assiste aos jogos do brasileirão deve ficar estarrecido com o baixo nível da arbitragem. Ao ponto de o “grande filosofo” contemporâneo Arnaldo Cesar Coelho ter a cara de pau, ao defender o autêntico decisionismo (vale tudo) dos juízes de futebol, dizer, sobre um determinado caso em que o arbitro deu cartão amarelo quando deveria ter dado vermelho que “o juiz acertou dando o amarelo…mas não teria errado se tivesse dado o vermelho”. Bingo. E bingo mais uma vez. É assim que é a arbitragem no Brasil. Apita qualquer coisa e receberá o beneplácito dos comentaristas de arbitragem (argh) e da imprensa em geral, que só chia quando foi o seu clube de coração o prejudicado.
O jogo Gremio e Cruzeiro foi patético. O arbitro aos poucos foi “operando” o Grêmio. Dudu foi caçado em campo. O jogador grandalhão Nilton bateu o tempo todo e não recebeu cartão amarelo. Bastou uma entrada de um jogador do Grêmio e lá estava o amarelo. Pensei: como faz falta ter em campo um segundo árbitro como Dalessandro! O Grêmio, incompetente, não tem ninguém que faz o que Dalessandro faz (e muito bem, registro). Mas não li uma linha sobre a atuação do árbitro. Quem olhar o jogo de novo na TV constatará o que estou dizendo. Mas deve ver com os olhos de ver.

Veio o jogo do Gremio e Corintians. Desde o início que o arbitro mineiro foi cozinhando o Grêmio no bafo. O bandeirinha foi preciosista marcando o impedimento no gol anulado de barcos. E em outros lances. O mesmo bandeirinha que marcou o pênalti de Fabio Santos. Sim, um pênalti tão escandaloso que o bandeirinha marcou. E o arbitro consultou o jogador. Pasmem. Mas isso não é nada. Isso passa. Ser garfado acontece para qualquer time ( o Inter foi prejudicado em um ou dois jogos e, agora, foi beneficiado em dois jogos seguidos). Em tempos de juízes ruins, sobra para todo mundo.

O que é que importa, então? O que importa é o aspecto simbólico. O silencio eloquente da imprensa gaúcha, que incrivelmente, mesmo olhando o lance na TV, não viu a mão na bola do Fabio Santos. Até o bandeira viu. Mas a imprensa não viu e nem o comentarista de arbitragem viu. Como não viram que a bola que originou o gol do Corintians fora invertida. Uma observação: vamos dar de barato que a bola tenha batido na cabeça do Fábio. Mas então não deveria a imprensa discutir a atitude subsequente do árbitro que, antes de consultar o bandeira, consultou o jogador? E o árbitro que fica atrás do gol? Ele não viu nada?

A imprensa deveria fazer o papel de constrangimento epistêmico aos maus árbitros (explico o que é constrangimento epistêmico: quer dizer que, com a critica, você força que haja mudanças de atitude; é como no ocorre no direito, quando, por exemplo, um juiz ou tribunal erra em decisão; vem os juristas especializados e descascam o juiz…para ele não fazer de novo!). Mas, como a parcialidade campeia, como foi contra o Grêmio, é mais fácil dizer que o Grêmio está colocando a culpa na arbitragem. Claro que o Grêmio é culpado. Quem perde para o Curitiba ou o Criciuma ou o Vitoria pateticamente, não pode chorar no final do campeonato. Quem deixa o Cruzeiro virar do modo como virou é incompetente. Mas dois erros não dão um acerto. Nada justifica a má arbitragem. Nada justifica o silencio eloquente de fortes setores da imprensa em relação ao péssimo nível dos juízes. Isso para dizer o mínimo, porque pode até haver manipulação. Qualquer um sabe que o arbitro pode minar uma partida invertendo faltas, dando perigo de gol etc. Nada justifica que um jogador leve sete faltas seguidas e isso fique por isso mesmo. Rodizio de faltas é igual a rodizio de apito. É pizza no apito.

O que falta, efetivamente, é um controle público das arbitragens. Falta mesmo é um observatório da imprensa gaúcha. E nacional. Falta um ombudsman da imprensa esportiva. Abri os jornais de segunda-feira depois do jogo do Grêmio e esperei ver uma crítica à péssima arbitragem do jogo do Gremio. Não só do lance do pênalti, mas uma análise global. Nada vi. É um péssimo sinal. Ou apenas a confirmação de que, de fato, tem muita gente comprometida que só berra quando for contra o Internacional.

Claro. Ninguém é santinho nesse jogo de emoções. Há também um setor (gremista) que age desse modo quando os erros são ao contrário. Mas é bem menos gente, convenhamos. Por isso, precisamos colocar o dedo na ferida. Sem falsos moralismos. Em São Paulo e Rio os jornalistas se assumem torcedores. Por que no Rio Grande do Sul há esse farisaísmo de “isentos” ou “neutros”, que qualquer um sabe que não é verdadeiro?

Penso que todos os jornalistas sedizentes neutros deveriam sair do armário e, finalmente, poderíamos fazer um censo de quantos somos vermelhos e quantos somos azuis. E, então, completar o time que está com menos. Para termos uma equiparação, certo? Não como é hoje.

Lênio Streck

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31 comentários

  1. NENHUM veículo de comunicação esportiva apontou o MAIOR ERRO que beneficiou ao SCI no jogo que o classificou para a LA2015: um impedimento mal marcador, no final do jogo, antes de o SCI fazer o segundo gol. IMPOSSÍVEL que o bandeira não tenha visto que o jogador do Atlético saiu detrás (bem detrás) da zaga do SCI. Iria entrar dentro do gol…….
    GRÊMIO: sim, no balanço da má arbitragem do BR2014, fomos prejudicados, E MUITO, mas não creio que esse fator tenha sido o principal para mais um ano de pequenês. O maior responsável por esses DOIS anos de diminuição do GRÊMIO foi a péssima gestão em todas as áreas, especialmente no FUTEBOL (não se planejou futebol – filosofia de jogo -, não se contrataram jogadores com critérios técnicos e ou de sistema de jogo, não se pesquisou talentos de forma “autônoma”,….enfim, não existiu DIREÇÃO DE FUTEBOL). DOIS diretores juntos conseguiram ser “menos capazes” do que Meira!!!!! ISSO É O “FIZ DA VÁRZEA”! E um desses “sem perfil” continuará no biênio seguinte. Pior: junto com outro, que apesar de ser um cara sensacional, um gremista fora de série, NÃO É DO RAMO DA BOLA. POBRE GRÊMIO!!

  2. Bom texto. Só que faltou frisar algo importante sobre quem deveria fazer o cerco sobre a arbitragem e a CBF: os clubes. Há pouco tempo os clubes cometeram a atrocidade de acabar com o Clube dos 13, que, se por um lado tinha seus próprios interesses, ao menos era uma entidade que representava o poder que os clubes tinham de, unidos, fazer oposição à CBF.

    Mas aqui no Brasil as coisas são assim. Não se questiona nada a menos que seja algo que tenha prejudicado você. É assim com todos os clubes. É assim com o Grêmio. Não há mocinho nessa história.

    Há pouco tempo vimos um dos casos mais escandalosos já ocorridos na justiça desportiva, que rebaixou a Portuguesa e manteve o Fluminense. O Grêmio chiou? Não. No início do ano nosso presidente foi lá se reunir com os de outros clubes (inclusive do Fluminense) e a CBF assinar um termo de compromisso de que não entraria na justiça comum caso uma decisão do STJD lhe desfavorecesse, passando não só a mensagem de que pra eles estava tudo bem, mas como que desaprovando também o gesto da Portuguesa. As decisões do STJD passaram a ser da nossa conta só depois do caso com o goleiro do Santos.

    É assim o futebol. Reclamamos, reclamamos, reclamamos e o que fazemos? Porcaria nenhuma. Nem mesmo temos coragem de peitar a CBF criticando o péssimo calendário. Nem mesmo nosso técnico, árduo crítico da arbitragem, o faz. Diante disso, se nem nós, que somos diretamente interessados no assunto, fazemos algo, querer que nossa covarde imprensa faça isso seria esperar demais.

    Como eu já disse antes, nossos dirigentes são raposas sagazes em lidar com seus adversários políticos de dentro do clube, mas morrem de medo dos de fora. Mesmo que nem tivéssemos, a simples ideia de nos indispormos com alguns está fora de cogitação, como é com muitos clubes. Não demonstramos ter força política sequer pra imprensa isenta nos respeitar. E nosso insucesso no futebol com certeza tem responsabilidade nisso.

  3. Não sei se o pessoal aqui do blog notou, mas, senti um certo desânimo nas declarações do Romildo, de que vai ser muito difícil para o Grêmio o ano de 2015 sem a Libertadores. Acho que este lamento deveria ser endereçado a seus companheiros da atual direção, que lhe deixaram uma “batata quente” nas mãos. Ainda não está consumado, definitivamente, nosso afastamento, mas, quando o presidente eleito praticamente “joga a toalha”, o que mais de ruim devemos esperar?
    Afinal, até quando ficaremos vivendo de promessas? Sempre há um empecilho, sempre há uma desculpa, sempre as coisas no Grêmio dependem disso ou daquilo, sempre são empurradas com a barriga. Nada acontece. Tudo fica para depois.
    Tem sido muito duro ser gremista!

    1. Imagina com o Dudinha “Pedro Bó” Kroeff, o ano inteiro falando sandices? Meu Deus! Quanto mais rezo, mais o capeta segue na volta!

  4. A primeira providência a ser tomada é arrumar a casa, chega de ficar levando de qualquer maneira para frente, para na sorte tudo se resolver. Não adianta querer se classificar para a Libertadores, ‘montar’ um time para ser campeão da Libertadores e, estranhamente, esta equipe não ter condições de vencer nenhum título. Precisa repensar a maneira de fazer futebol, mandar embora os incompetentes da direção, do plantel e da comissão técnica, visando a médio prazo ter um plantel de jogadores com a cara do Grêmio vencedor: garra, força, luta e alguma qualidade técnica.
    Bom texto, subscrevo-o. Mas falar de cbf, arbitragem, justiça esportiva e imprensa na expectativa de que minimamente cumpram suas funções e pedir demais. A mudança só virá com dirigentes de opinião forte e contundente, que, como o Impzone escreveu, não interessando qual clube é o interessado, mantenham a coerência e a opinião forte.
    Como diria o Mino Carta, tenho uma dúvida cá com meu botões: a ‘nova aquisição’ do caquético sala de redação, da ‘isenta’ gaúcha/rbs, seria a institucionalização do churrasco de pauta da imprensa esportiva da província?

  5. LA não fará falta se o Grêmio apresentar time na Copa do Brasil e Sula.
    O mesmo serve para o brasileirão.

    E no final ganhar um campeonato.

  6. Temos que montar time pra ganhar o gauchão!
    Depois focar no brasileiro pra começar bem já no início e não precisar fazer campanha milagrosa no 2º turno.
    Copa do Brasil e Sula serão consequências de um time vencedor do início do ano.

  7. Felipão pedindo Thiago Heleno pro Grêmio!

    Tenho amigos palmeirenses que falam horrores desse zagueiro, dizem ser um baita perna de pau!
    Jogador do Figueirense, que já rodou por Cruzeiro, Corinthians e Palmeiras e não confirmou, não pode ser solução.

    É por essas que não acredito nessa direção, vão trazer um monte de jogador “pra grupo” invés de dar chance pra gurizada da base, que poderia fazer essa função.

  8. não precisamos de zagueiro. dito isso, é certo que vão trazer uns 5 zagueiros, no mínimo, porque essa direção compra 500 jogadores da mesma posição, esquecendo que existem 11 posições em campo a serem preenchidas, e não somente uma…

    e só falta renovarem o contrato com a mula do pará. igual a essa naba deve ter uns 50, fora o tinga, que em vez de aproveitar emprestaram.

    e o targa tem razão, pra que base, se tu vai preencher o grupo com nabas e refugos vindo de fora? cancela a base que, pelo menos, economiza dinheiro e nos livra da presença de empresários.

  9. Hoje é dia de comemorar um milagre que salvou uma gestão ineficiente.
    Em 2015 vai fazer 10 anos do título da série B.
    Passaram-se 10 anos e o Grêmio se acostumou com a mediocridade.

  10. O time precisando desesperadamente de meias há uns 3 anos, com a defesa menos vazada, e a direção me vem com história de zagueiro? Onde essa turma anda com a cabeça? Não assistem aos jogos do Grêmio?

    Chega dessa palhaçada, por mim ignorava qualquer outra deficiência do time e focava só na meia, mas em meias de armação, não meia carregador de bola, que já deu! Enche esse time de armadores, que o resto é secundário! Se a gente tivesse um meio-campo que sabe levar perigo, ia até esquecer que nossos laterais não sabem cruzar.

    Daqui a pouco vão começar o ano contratando zagueiro e volante de novo e quando chegar na hora dos meias, vão dizer que falta dinheiro.

  11. Que o grêmio quer com Tiago Heleno? Jogador bonde. Esse tipo de zagueiro temos o bressan. Que e muito melhor que essa naba do Tiago Heleno.

    Porque nao vao atras de um baita zagueiro que era da Ponte Preta, passou pelo Conrinthians e está atualmente no Hambugo. Trata-se do zagueiro Cleber. Zagueiro jovem e rapido.

    Outra opção seria trocar o Marcelo Moreno pelo Willian. Poderia trocar também pelo Wallison que e jovem. Mas o Dudinha “Pedro Bo” Kroeff ja fez pouco caso do Moreno, nao valorizou o jogador que deve ser dado de graça aos mineiros.

  12. Eu não sei se a classificação para a Libertadores é boa para o Grêmio. Vai ter que gastar o que não tem, manter uma folha salarial alta e se desclassificar logo ali na frente. Melhor mesmo é se adequar a uma nova realidade, reduzindo a folha pela metade, utilizando a base. No meio do ano se os jogadores da base não aprovarem, reforça o time para o brasileirão. O Grêmio não tem como manter esta folha de 7 ou 8 milhões.

  13. Nós somos críticos do Grêmio, por tudo o que vem acontecendo nos últimos anos. Criticamos o time, os jogadores,o técnico, a direção e os altos salários, etc. Alguem se habilita a montar um bom time para o Grêmio, bom e barato. Tem jogadores melhores quer os nossos na segunda divisão? Quem seriam os meias e atacantes melhores que os nossos, que não estão ganhando mais de R$ 300 mil e que poderiam jogar no Grêmio. Tem lateral melhor que o Pará? Quem pode substituir o Zé Roberto? Só criticar não adianta, tem que ter a solução. Eu não sou o cara mais indicado para dar sugestões pois não vejo televisão e jogos de outros times. Só vejo os jogos do Grêmio. Agora mesmo estão jogando Cruzeiro e Atlético e eu estou escrevendo no blog.

    1. Lateral direito ex ABC Renato, 4 gols na série B. Sugeri várias vezes a direção. O Flu contratou o jogador.
      Não é nenhum Arce, Nelinho, Leandro ou Carlos Alberto Torres, mas é melhor que o Pará!
      Carlinhos lateral esquerdo está encerrando contrato com o Flu, já pode fazer pré contrato, o Cruzeiro de olho deve levar o jogador.

      Opções existem….ai vão dizer que não tem dinheiro, mas para gastar milhões em Kleber, Moreno, etc, tem?

  14. Pois é, a resposta ao Mateus quem tem que dar são os que estão no comandando do clube. Os “profissionais”. Nós, pertencemos à cota dos “passionais” e como tal, nossa opinião não pode ser levada a sério.
    Nós apenas sugerimos. A decisão cabe a quem entende do assunto e nós somos apenas o meio, nunca o fim.
    Todos os questionamentos que aqui são feitos demonstram a mesma preocupação, com raríssimas exceções. Sempre me vem à mente uma frase do Dr. Josias que diz mais ou menos o seguinte: “lá dentro (no Grêmio) a vida do dirigente não é fácil”, como que a chamar a atenção para as pressões e as dificuldades inerentes ao cargo.
    A diferença, é que os que estão no comando detém o “poder” e só eles podem alterar o cenário atual.
    Tudo passa pela capacidade de bem administrar. De errar menos.
    Os títulos são consequência do trabalho e da competência dos dirigentes. Há momentos em que os “fados” estão a nosso favor. São os chamados tempos de excepcionalidade. Alguns chamam a isso de “imortalidade”(sic). No fundo, o que conta, é o planejamento, a seriedade, a transparência, o respeito, o pulso firme, a capacidade de superar as adversidades.
    Ultimamente, no Grêmio, estas coisas não se completam. Sempre falta alguma “coisinha”.
    Não seremos nós, aqui de fora e de mãos amarradas, que faremos a transformação.
    Quem sabe os dirigentes, à exemplo de Diógenes, saiam por aí em meio à escuridão, com uma lampião na mão em busca das respostas.

  15. Zagueiro que deve estar querendo voltar, pois está há muito tempo na Europa é experiente e não é tão velho. Naldo, 32 anos, atualmente no Wofsburg. Então, opções existem. Ai pensam em Tiago Heleno?!

  16. Galo tava com a vantagem e foi pro jogo com Luan, Datolo, Carlos e Tardelli. Acabou vencendo de novo.
    Fosse o Grêmio iria pra buscar um empatezinho, com 5 volantes.
    Inveja de quem joga futebol pra vencer, sem medo.
    Galo jogou duas vezes contra o Cruzeiro e não levou gols, simplesmente porque fez com que o Cruzeiro tivesse que marcar o seu ataque.

    Felipão recuou com a vantagem na Arena e deixou o Cruzeiro jogar a vontade naquele segundo tempo. Não é por acaso que vamos completar 14 anos sem nada, a cultura do medo tomou conta do Grêmio.

  17. Mateus!
    Eu sou Messias mas, ao contrário do juiz parado numa “blitz” de trânsito, não sou Deus.
    Chegamos ao ponto de procurar em outros lugares e não no campo de futebol, a resposta para tanta amargura. Tudo conspira contra nós.
    Se eu indicar algum jogador, tenho certeza que não serei ouvido. Nem lido sou. Nosso blog não está com toda essa bola e nem a minha opinião está. Tem gente mais competente no Grêmio e que ganha para isso. Vai lá fora, busca e nós começamos a rezar.
    Me resta reclamar, espernear, me indignar “y otras cositas más”(impublicável). Ah!… e continuar pagando minha mensalidade.
    Vai que Deus não seja surdo. Sempre há uma esperança. Sou gremista. fazer o que? Me engana que eu gosto!…

  18. O engraçado é ler as críticas a quem criticar por acreditar que o Grêmio DEVE sair desse marasmo de fracassos, derrotas e incompetência. Aí saltam alguns racionais para exigir de nós, passionais, soluções, como se nós fôssemos responsáveis pela administração do clube. Para esses “incautos racionais”, com total modéstia, mas provando o quanto critico e tento apresentar sugestões AFIRMO: em dezembro de 2012, após a eleição e posse do senhor Koff, o qual apoiei e votei, sugeri ao então Diretor Executivo Rui Costa DOIS NOMES: 1) Everton Ribeiro (meia do Coritiba) e 2) Bruno (lateral direito do Flu). Parêntese: conheço um dos investidores do Bruno (Zé Toldo de Caxias do Sul, meu amigo). Disse-me que gostaria de jogar no Grêmio (seu salário não era alto no Flu, nem deve ser hoje). Resposta POR EMAIL do senhor executivo: “ESTAMOS INTERESSADOS EM TODO BOM JOGADOR!” Assim, breve, “objetivo” e lacônico. Resultado: E.Ribeiro é bi campeão no CRUZEIRO (não servia ao Grêmio?) e Bruno ainda é hoje um dos melhores (se não o melhor)lateral direito em atividade no Brasil.
    Então, “racionais”, por favor: menos!!! Como eu, conheço inúmeros amigos (atuam na política do Grêmio) que não cansam de sugerir nomes……

  19. nunca me esqueço que eu entupia o e-mail do Grêmio com sugestões de jogadores em 2003/2004 (sério).

    daí, um dia recebo uma resposta: “aqui está o zagueiro xerife, que tu tanto encheu o saco para trazermos: capone.” (sendo que eu nunca sugeri essa naba. e sim, é sério que a resposta foi nesse sentido, mas não nesses termos).

    depois disso, nunca mais mandei nada, porque vai que seja contagiosa essa doença que aflige os nossos diretores…

  20. Eu só queria abrir um debate para ver se nós torcedores tínhamos a capacidade de apresentar soluções, sugerir nomes, montar um time melhor que este e mais barato, mas parece que fui mal entendido. Mas está provado que na segunda divisão, terceira, quarta e até na quinta, que não existe, tem bons jogadores. O próprio Grêmio foi buscar no Juventude alguns jovens jogadores, que não são nenhuma maravilha, mas estão aí dando alguma contribuição e o lateral esquerdo já está na Europa. Do Londrina veio outro lateral que jogou meia duzia de partidas e já está na Alemanha. Outros clubes brasileiros foram buscar nas divisões inferiores bons jogadores. Parece que o centro avante Henrique do Palmeiras veio da terceira.

  21. Por que criticamos? Por que nos emocionamos? Por que defendemos? Hoje faz nove anos da Batalha dos Aflitos e até hoje estamos esperando o episódio que daria o final feliz merecido ao filme que teve seu clímax no dia 26 de novembro de 2005.

    Chegamos a pensar que o teríamos finalmente nas temporadas seguintes. 2007, 2008… os anos passaram, nos decepcionamos, mas nos convencemos de que essas sequências não haviam sido autorizadas pelo diretor original e que um dia receberíamos um longa à altura da franquia. 2012, 2013, 2014… chegamos menos perto, mas ainda aguardamos. Parece que o tempo fez a franquia perder a força. Nesse período, diversos outros filmes foram exibidos e, por causa deles, outras franquias acabam recebendo cada vez mais fãs. Nós aqui ficamos esperando o retorno da nossa.

    O que somos? Fãs teimosos que se recusam a admitir a decadência da série? Será que o que presenciamos em 2005 é o que ainda nos mantém esperançosos? Não… já vimos grandes obras anteriores a essa, maiores e que não eram do gênero drama. Obras que impregnaram na nossa mente a identidade da franquia. Até hoje nos lembramos delas para dar alguma razão ao sentimento inexplicável e irracional que nos faz ainda hoje ficarmos ao lado dela.

    Mas o que é que define realmente a franquia que tanto amamos? Será que a imagem que temos dela, gerada pelas obras grandiosas a que assistimos no passado, é realmente o que a identifica? Não teria ela, depois de tantos anos, sepultado essa identidade? Desde os anos 80 nos acostumamos a ter pelo menos um grande ato por década no infinito acervo de capítulos que compõem o universo da nossa franquia. O desta década ainda não deu ar de sua graça.

    Alguns dizem que a chatice dos fãs impede a série de retomar seu rumo. Se for assim, o que estariam fazendo o diretor, o roteirista, os atores principais, os coadjuvantes, o contra-regra? Será que todo esse tempo nós é que estivemos afundando o que mais amamos? Nós, que presenciamos todas as cenas, que pagamos pelo que nos é apresentado diante dos projetores, que na maioria torcemos pelo final feliz todos os 90 minutos de cada sessão?

    Ainda queremos acreditar que no desenrolar dessa história ainda teremos nosso final feliz. Por isso criticamos, nos emocionamos, defendemos, assistimos. Queremos acreditar que o legado imortalizado nas telas, por atores como Renato, Paulo Nunes e até mesmo Anderson & cia., terá uma sequência que honre sua grandeza. Por isso o dia 26 de novembro será sempre lembrado, como símbolo que nos lembrará de que, no pior período de nossa história, fomos capazes de nos reerguer de onde nem mesmo nós acreditamos que podíamos sair.

    Vida longa ao Grêmio!

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