O pequeno gremista

Pouco antes das 9h entro no ônibus lotado.

Ao passar pela porta de embarque, ampoule logo no primeiro banco está sentada uma mulher com seu filho – de cinco, seis meses – no colo.

Ao ficar do lado do banco, o menino aponta em minha direção e começa a sorrir.

Em seguida, balança ainda mais o braço e começa a gargalhar.

Meu sorriso saiu naturalmente segundos depois da primeira manifestação do pequenino.

Com o menino ainda gargalhando e balançando os braços, a mãe pondera:

“Camisa igual a tua né, filho?”

Eu trajava uma camisa celeste do Grêmio.

O sorriso do pequeno tricolor ao me ver vestindo uma camisa igual a sua alegrou meu dia.

Dizem os sábios que a felicidade está nas pequenas coisas, sei que é clichê, mas eles estão com a razão.

Pergunto: tem como explicar essa paixão desde cedo?

Até agora não achei a resposta.

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