Com as ausências confirmadas de ‘Turboman’ Vargas e Zé Roberto, o time do Grêmio perde bastante em termos de contundência ofensiva, certo? Não, depende. Vargas é um grande jogador, tem muita velocidade e bate bem na bola, entretanto, não é um jogador de atuações constantes e convincentes. Há peleias em que o chileno nem é notado em campo. E quanto a Zé Roberto, o capitão do time e interminável ‘motor do meio de campo’? Vejo muita mídia em cima, fundamentalmente a imprensa do eixo Rio-SP adora idolatrar nosso camisa 10. Contudo, nunca vi todo esse futebol qualificado que eles pregam quando analisam Zé Roberto. Ao meu ver, ele não é um meia de ligação, mas, sim, um bom condutor de bolas, que avança com boa velocidade, procurando driblar adversários para abrir espaços no ataque.

Onde eu quero chegar? Explico agora.

Olhando com otimismo a situação atual do Grêmio, entendo que a ausência desses dois atletas pode nos ser favorável. Maxi Rodriguez é um meia articulador, que tem ótima explosão muscular e tenta lances diferenciados. Iniciará um jogo como titular pelas primeira vez, e o melhor, justo em um Clássico Gre-Nal – o que servirá como uma verdadeira bomba estimulante ao jogador.  O futebol desse uruguaio não é bitolado, ele não faz o “feijão com arroz”, ele tenta algo diferente. Com Maxi “na ponta do losango tático de Portaluppi”, talvez tenhamos melhor acabamento nas jogadas ofensivas, passes mais apurados aos nossos atacantes – algo reclamado esta semana por nosso centroavante Hernán Barcos, em referência ao seu número desprezível de gols na temporada.

De outra banda, Kleber é um invicto em Clássicos Gre-Nais. Isso é importantíssimo. Kleber não tem o poderio técnico de Vargas, mas é brigador, é o tipo de atacante chato de marcar, pois se enrosca nos defensores, vive o jogo intensamente e sabe marcar gols. Como se não bastassem tais fatores para alentar a gremistada, Kleber vive seu melhor momento no clube, após sua saída do time titular, quando da contratação do chileno Vargas.

Acredito que, caso Souza retorne ao time, tenhamos boas chances de vencer esse Gre-Nal. As únicas coisas boas que tirei da derrota para o Corinthians Paulista no meio de semana foram as jogadas ensaiadas. Percebi que Renato treinou isso com o time gremista, algo abandonado por todos os últimos treinadores do Imortal Tricolor. Uma jogada ensaiada, por vezes, pode render uma vitória. Assim, mesmo “com um pé atrás”, confio nesse time para derrotar o Internacional de Porto Alegre neste domingo de estreia da Arena em clássicos: Dida; Pará, Werley, Bressan e Alex Telles; Souza, Riveros, Elano e Maxi Rodriguez; Kleber e Barcos. Oremos!

Tchüss, fussballteigers!!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.