O adeus de um (quase) ídolo

As grandes entidades de um clube de futebol, medical seres humanos que fizeram a diferença e ajudaram a construir a história da agremiação, são divididas em três grandes categorias: deuses, ídolos e identificados. Os deuses estão acima de qualquer coisa. Falar deles é relembrar grandes momentos, vitórias e títulos. Mas além disso, deuses são intocáveis e possuem uma identificação ímpar, quase sanguínea com o Grêmio. Os ídolos são figuras emblemáticas, os pedreiros na construção da uma história vencedora. São amados e idolatrados. Já os identificados passaram e deixaram boas lembranças, porém, sem marcar época. São quase ídolos.

Foto: Diego Vara

Na semana passada o jogador Anderson Simas Luciano, mais conhecido como Tcheco, anunciou sua aposentadoria aos 36 anos e após 16 deles dedicados aos futebol profissional. Ele passagens pelo Paraná Clube, Coritiba, Al-Ittihad (Arábia Saudita), Santos, Corinthians e, claro, Grêmio. O meio campista chegou ao Olímpico, em 2006, após a volta do clube a primeira divisão. Em duas temporadas (2006-2007 e 2008-2009) participou de 182 jogos, marcou 43 gols e foi campeão gaúcho duas vezes. Mais do que isso, foi capitão da equipe nas duas conquistas e, ainda, participou da campanha do vice campeonato da Libertadores, em 2007, e do vice do Brasileirão, em 2008.

Foto: Fernando Gomes

Em seu comunicado de despedida, Tcheco publicou um texto emocionado em sua página do Facebook, agradecendo aos que torceram por seu sucesso durante toda a trajetória:

“É com muita tristeza que venho anunciar minha aposentadoria dos gramados. É muito difícil descrever o que sinto nesse momento, mas chegou a hora. Prefiro não falar muito para não me emocionar mais do que estou e sim agradecer a todos os FÃS, TORCEDORES DOS TIMES QUE DEFENDI E SIMPATIZANTES COM MEU FUTEBOL. Obrigado de coração a todos pelo carinho e apoio que sempre tiveram comigo. Um agradecimento especial aos torcedores do Al ittihad (Saudi Arabia), Grêmio e Coritiba, pelos momentos inesqueciveis que tive nesses clubes. Agradeço a minha FAMÍLIA em geral e principalmente a DEUS!!!”

Foto: Jefferon Botega

Agora que o jogador pendurou as chuteiras, fica a pergunta: Tcheco pode ser considerado um ídolo gremista? Com 29 anos e acompanhando o Grêmio desde criança, posso dizer que o meia é uma figura fortemente identificada com o clube, porém, não é um ídolo. Muitos tricolores da nova geração podem discordar de mim, pois é indiscutível o gremismo do ex-jogador e o quanto Tcheco honrou o manto azul, preto e branco. Ele merece todas as menções por seus bons serviços prestados ao clube e com certeza vai ser sempre lembrado como um dos destaques da retomada do Grêmio como clube e instituição, após sobreviver à batalha dos aflitos. Ainda assim sigo com minha opinião de que Tcheco não teve uma trajetória tão brilhante quanto ídolos como Tarcísio, Baltazar, Yura, Dinho, Adilson, Jardel, Danrlei, Roger, Émerson, entre outros tantos ídolos.

VAMOS TRICOLOR!!!

@ottohnetto

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