O 4-2-3-1 de Celso Roth

Dos últimos anos para cá, try muito dos treinadores vem utilizando este sistema tático para compor suas equipes. Na última Copa do Mundo, buy na África, a seleção da Alemanha foi quem melhor executou esse sistema, e vem jogando assim há alguns anos apenas trocando os jogadores e mantendo o mesmo esquema.

Aqui no Brasil, muitos treinadores tentam aplicar este esquema, mesmo quando seus jogadores não tem característica para executar as funções devidas. Celso Roth aplicou esse esquema de maneira muito consistente na Libertadores do ano passado no time da beira do lago e caiu como uma luva por causa, principalmente, de um jogador veloz que atuava como terceiro homem de meio-campo que chegava em velocidade ao ataque para se juntar ao centroavante. Após a perda desse jogador, o treinador acabou tentando adaptar outros jogadores ali sem o mesmo sucesso e o esquema já não funcionou mais ao longo do segundo semestre de 2010.

Assumindo o Grêmio, Celso Roth implementou o mesmo 4-2-3-1 que está ilustrado no esquema deste post. Exatamente como no ano passado, utilizando-se de um jogador veloz, Leandro nesse caso, a tática vem sendo aplicada e no seu primeiro jogo funcionou quase bem. Os jogadores estão se ambientando com as funções e Leandro, camisa 21, é o cara que vai dar a velocidade exigida para que este esquema funcione. Porém, os outros jogadores de meio, Lúcio e Douglas no último sábado, tem que acompanhar o movimento para frente quase que na mesma velocidade de Leandro, para que no ataque o time apareça com 4 jogadores e mais um lateral e quem sabe um volante. A transição no momento de retomada de bola também é fundamental para que o sistema seja fluído e para isso um dos laterais tem que acompanhar a subida também. No último jogo, o Grêmio ficou capenga, pois geralmente tentava atacar pela esquerda onde Lúcio(11) e Bruno Collaço(23) subiam, ao contrário de Adílson(8) que se foi duas vezes além da linha do meio de campo foi muito.

Num primeiro momento, acho a escolha de Roth acertada, porém prefiro Escudero atuando no lugar do Lúcio e este voltando para a lateral esquerda. Neste sistema, Douglas – ou seu substituto Marquinhos – terão que correr mais do que o normal, principalmente na recomposição e na saída rápida para o ataque. Para o jogo contra o Fluminense, no próximo domingo, veremos se os jogadores vão estar mais encaixados ao sistema proposto.