Vencer é sempre bom. Depois da última derrota do Grêmio, cialis para o atual campeão brasileiro, cheap o zagueiro Rodholpho (nunca vou aprender como se escreve) declarou: Odeio perder. E pelo visto odeia mesmo, site tanto que foi ele o autor do gol do Grêmio em cima do Vasco.
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A vitória era uma coisa previsível e não surpreende, Vasco na zona de rebaixamento e jogando fora. Iria tentar dificultar, óbvio, mas o Grêmio apesar dos problemas é uma equipe melhor montada e qualificada que a carioca.

Das coisas que eu fiquei surpreso é que Cris, aquele mesmo ex-Grêmio do começo do ano, ANULOU Barcos no segundo tempo. Barcos aliás que teve uma boa chance no primeiro tempo por causa de uma falha da zaga adversária, ficou tão surpreso que mal conseguiu se dar conta de chutar a gol. O posicionamento do argentino ao meu ver é todo errado em campo, ele fica atrás do zagueiro, nas bolas aéreas fica a mercê da zaga adversaria e só se livra dela quando está fora de posição – ou seja, muito longe da área. Foi nessa posição errada que ele teve a boa chance já dita no primeiro tempo e tão condicionado a não dar certo, se assustou. E ainda sim, no meio de toda essa má-fase ainda identifiquei uma evolução mínima em seu futebol. Mas posso estar errada e apenas QUERENDO enxergar a tal evolução.

Por outro lado eu tento fazer um esforço mental para entender os motivos de Zé Roberto ter começado no jogo ontem. Falei no podcast passado do MGB, mas vou registrar por escrito aqui: Zé Roberto não é armador. Não o acho um jogador ruim, mas ele não é o jogador que vocês acham que ele é, não é o jogador que nós venderam ano passado. Nunca foi. “Incansável, interminável”, diziam. Sim, no final do segundo tempo quando a equipe estava ganhando. “Ótimo cobrador de bola parada”, discordo e acho que apenas ele é melhor que os ruins que possuímos na função. Bola parada é negócio de Elano. Aliás, acho que essa mística da bola parada é que de fato colocou o meia no time contra o Vasco e mesmo assim ele se omitiu de cobrar escanteios pela esquerda, seu pé, deixando a tarefa para o Alex Telles. Estou fazendo um exercício aqui de interpretação, ok? Mas Alex já está sofrendo da maldição da lateral esquerda* e o jogador não foi ao seu auxilio. Em outra falta, ficou amarrando a chuteira e acabou deixando para o Pará e Alex a função de decidir quem cobrar. Uma falta naquela região próxima da área pela esquerda, sua região. Mas ele possui carisma com a torcida, não dá nem para entender direito esse amor por ele. Zé Roberto, hablas español?

Saiu o camisa 10 e entrou o Maxi, cedo do segundo tempo. Praticamente um milagre. jogou muito bem o jovem uruguaio e em 10 minutos fez 3 lances importantes. Maxi é praticamente nosso jogador de meio mais ofensivo, não é um armador clássico, mas para uma equipe que não tem nenhum, já faz uma diferença absurda.
Outra coisa sobre o Uruguaio, seu estilo de futebol ainda não está manjado pelos adversários e por isso dá certo, mas em 2014 ele vai precisar de alguém para jogar junto e dividir marcação.

Essas foram as minhas impressões do jogo de ontem.

(Sobre o comentário de Renato para a torcida – Geral e o resto da Arena – Geral gritava “Renato, Renato” e o resto do estádio era um misto de ranço e vaias, nada mais natural dar valor para quem apoia. Quem quer amor, dá amor.)

*Maldição do Lateral Esquerdo: Sofre sempre grande pressão da torcida, por causa disso começa a fazer erros – alguns bobos – e assim sofre mais pressão. Geralmente é jovem e perde rendimento, a torcida perde a sua cabeça como se fosse exclusivamente culpado por tudo – inclusive pelo chifre que o torcedor eventualmente possa ter levado. No final sai do clube, aliviado joga melhor em qualquer outro lugar do planeta e #todoschora por aqui.

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Publicado por Fane Webber

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1 comentário

  1. Cris anular o Barcos não é lá grandes méritos. Um cone o anularia muito bem e ainda se posicionaria melhor.
    Na bola parada, Zé Roberto também vem errando muito, raros são os escanteios que ele bate bem, e isso vem desde antes da lesão que o tirou do time.
    Quanto ao Rodríguez, ele pode não ser a solução, mas em terra de cego, quem tem olho é rei. E o Grêmio está absolutamente cego de jogadores ofensivos ou criativos. Basta ele entrar, que o time passa a ter alguma imprevisibilidade. Uma pena não ter feito o gol quando ficou cara a cara com o goleiro, isso coroaria sua atuação e quem sabia daria uma chacoalhada no Renato, como quem grita “ei, eu preciso estar no time”.

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