NÚMEROS

Há cerca de semana e meia a Rede Globo fez uma matéria sobre os números nas camisas. O que me espantou foi o depoimento de um torcedor carioca dizendo que para ele tinha que ser o tradicional 1 a 11. Meu Deus! Será que ele tinha noção do que significa isso? O Brasil está pelo menos uma década atrás da Europa em matéria de exploração comercial de talentos futebolísticos no que tange às vendas de camisas. Só agora começa a explorar númerações fixas e e nome de jogadores nas camisas. Na Itália, purchase temos já cerca de uma década que isso é regra. Aqui no Brasil, no rx os clubes de primeira divisão podem adotar numeração fixa, capsule mas poucos adotam.

A maioria que não faz apóia-se nos custos extras de se adotar tais medidas e por causa da grande rotatividade nos elencos. Mas, mesmo rodando, pode-se tornar um jeito de se lucrar com uma grande fase de um jogador e a numeração fixa ajuda na identificação do jogador pelo torcedor, pela arbitragem, pela televisão e pelos órgãos disciplinares. Os custos extras podem voltar sob a forma da venda de camisas, pois torcedores mais abastados costumam comprar mais de uma camisa de um modelo só pela diferença do número e do nome do jogador. Os nomes e números fixos também podem servir de termômetro de popularidade dos atletas do clube e designar algumas táticas de comunicação que podem ser seguidas como utilizar tal jogador como símbolo do time e analisar os possíveis impactos de uma transferência.

Muitos que são contra a numeração fixa alegam que isso é coisa de basquete americano, de futebol americano e até de bingo (principalmente se a camisa fosse do modelo da Nike de algum tempo atrás). São argumentos similares aos dos que eram contra o advento dos números, o que aconteceu no Brasil por volta do final da década de 40 do século passado. Pode-se imaginar o quanto era duro cuidar de uma partida naquela época, assim como é inimaginável o perrengue que era expulsar um jogador em jogo internacional antes do advento dos cartões (procure ver Inglaterra X Argentina na Copa de 1966).

LEONARDO BONASSOLI

Fonte: http://www.futebolefritas.blogger.com.br/

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27 comentários

  1. Não gosto de numeração fixa. Sou meio antiquadro nesse sentido! Gosto de ver o avante com a 9, lateral com a 2 e etc. Mas, nos dias de hoje, não ter numeração fixa nada mais é que uma senhora burrice!! Os motivos já foram amplamente expostos e debatidos aqui no blog. Embora eu não goste, entendo que são outros tempos e que precisamos captar recursos de todas as formas possíveis.
    Bueno, só o Hélio já falou sobre esse assunto aqui “n” vezes!! Mas, como isso tudo depende do MKT…
    Abraçoss

  2. André,

    Em princípio, parece que é a direção do futebol atual que não quer. E esse é um pensamento que sobrepassa o fato de ser da gestão Duda ou da gestão Odone, de ser de situação ou de oposição, pois a onda de utilizar numeração fixa já é relativamente antiga no mundo inteiro – diria há cerca de uma década.

    Porém, não nego que o marketing tem, sim, a sua parcela de responsabilidade. Afinal de contas, trata-se de um departamento que é visto apenas como um órgão feito pra trazer mais receitas (o que é também verdade) como se fosse uma empresa terceirizada que atua dentro do Olímpico.

    Com isso, não quero dizer JAMAIS que o marketing é de pessoas alheias ao clube mas, sim, que o departamento não é conhecido e não se faz reconhecido também por não concentrar esforços nesse setor.

    Por exemplo: comentamos aqui há poucos dias o caso do torcedor com problema na perna que virou colorado porque o Grêmio o enrolou e porque o T.A. deu-lhe uma camiseta oficial, certo? Pois bem: se, por um lado, é óbvio como lembrou o Brunetto que muitos aproveitadores seriam beneficiados. Todavia, é preciso que se justifique o porquê de não conceder a gentileza sendo gentil e prestativo como o atendimento de qualquer empresa deveria ser.

    O que quero dizer com isso? Que se deve explicar diretamente para o solicitante que não é possível por isso e mais aquilo ao invés de passá-lo de um atendente a outro e ficar alimentando uma falsa esperança.

    O desinteresse é notável, pois nem o lado positivo de ações semelhantes é divulgado: anteontem (terça-feira), a convite do Vitor Ruschel e do Cristiano do Grêmio Democrático, fizemos juntos uma breve visita ao Cesar Pacheco. Ele nos mostrou uma camiseta oficial novinha em folha em um tamanho gigantesco, que será doada a um torcedor bastante humilde que é extremamente obeso e tem feito o pedido há muito tempo, é uma pessoa muito querida e bem recomendada, etc.

    Então, o Grêmio POR SI PRÓPRIO carrega o rótulo de elitista e de incompetente porque sequer divulga as suas mínimas ações.

    []’s,
    Hélio

  3. Sendo um defensor da utilização da numeração fixa e dos nomes dos atletas nas camisetas, fico faceiro em ler mais um post sobre o assunto.
    Realmente não dá pra entender que essa medida não seja aplicada.

  4. Tô ouvindo agora no Sala o Cacalo falando que o Mário vai pro banco. Se isso for verdade eu larguei…
    Abraçoss

  5. Considerando que a numeração fixa seria coisa para o MKT resolver … só na próxima gestão. Esqueçam !

  6. Muita calma nesta hora: em princípio, o histórico de Silas o condena acerca da sua péssima capacidade de se expressar aliada a uma direção de futebol e a uma assessoria de imprensa pouco afeitos a se antecipar a um mal-entendido.

    Lembram que ele pôs Adílson lesionado no Grenal e Hugo com febre umou dois jogos depois? Lembram que os dois jogaram mal e foram queimados pela mídia e pela torcida?

    Pois é: vem a mim agora a questão do preparo físico e da necessidade de pôr determinados jogadores para descansar. Afinal de contas, Mário Fernandes dificilmente consegue terminar uma partida sem cãibras.

    Se não for isso, aí, sim, temos um problema real e sério a ser resolvido energicamente.

    []’s,
    Hélio

  7. Josias:
    enquanto isso, na reunião de 3a f. o G-6 deu OK prá administração Duda [ incluindo futebol e mkt ]?
    ( segundo lí no HM. )
    quem tá inteirado disso?
    se for verdade: acho que a cooperação com o governo inclui discordar, isso ajuda o governante.

    cbimbi

  8. q pegação no pé de jogadores bons, ( excelentes ) como Leandro, Borges e Hugo, hein amigo Helio? só prá informar, onde eles menos jogaram ( em tempo ) foi no S Paulo.

    cbimbi

  9. OS MACACOS SE SUPERARAM APRSENTARAM UM UNINFORME RESERVA NO SITE QUE É AZULLLLLLLLLLLLLLL. AGORA O PRÓXIMO PASSO VAI SER O FARDAMENTO OFICIAL.
    MAS AI ENTRA O AVANCINI NO SALA DE REDAÇÃO E DO ALTO DA SUA POSE ESCLARECEDORA ADUZ QUE: A COR NÃO É AZUL, TALVEZ SEJA A ILUMINAÇÃO DO COMPUTADOR, A COR É CINZA QUE TÁMBÉM É COR DO SC.

    AAHHHHHHHHHHHHHMNMMMMMMMMMMMMMMMMM

    ELES AGORA SÃO TRICOLORES: VERMELHO, BRANCO E CINZA………. SENHORES O MKT COMEÇOU A AFUNDAR…………

    obs.: nada sei do G6 fechar com o Duda, mas não poderia se esperar outra coisa, foi o grupo de apoio, tem que fechar mesmo, isto é politica, o que não impede de criticar ou tentar corrigir rumos, mas o apoio é politicamente normal, não vejo nada demais; tanto quanto não veria em grupos oposicionistas, se tudo tivessem as mil maravilhas, não fechar apoio ….. as idéias é que se discutem, se não fica fácil, apoia, dando errado, cai fora …. ou não apoia, dando certo, adere …

  10. Chego a seguinte conclusão:
    1- Como já se cogitou e pesquisou, o SCI realmente foi fundado por pessoal expurgado do Gremio
    2- O nome é homenagem ao Inter MIlan que é azul e preto
    3- Como azul e preto, junto ao branco, formam nossa bandeira, eles optaram pela cor oposta ( verme-lho ), mas de tempos em tempos emerge uma vontade loca de ser azul
    4- Esse é o trauma que move as declarações dos dirigentes do lado de lá, que parecem se preocupar mais com o Gremio do que qualquer outra coisa

    cbimbi

  11. Mario no banco só se for pra preservá-lo fisicamente, não há outra explicação plausível.
    Contra o Inter-SM no Olimpico até acho que é interessante poupar alguns jogadores, como o Mario, que vem jogando direto.
    Não vamos esquecer que quarta tem jogo pelo campeonato que realmente interessa.

    Sobre a numeração fixa, acompanho o Josias, só na próxima gestão e olha lá!!!
    Sabe como é, da muito trabalho né…

  12. bah Rafael, daí já entro em panico pois com essa de “campeonato q realmente interessa ” já entregamos muito de mão beijada.
    pará cum isso!!!

    cbimbi

  13. Cesar,

    Eu não pego no pé de nenhum jogador ex-São Paulo e gosto de todos os que estão no Grêmio (inclusive do Souza, para desespero de alguns).

    O Anderson Paixão quis ser ético, mas deixou nas entrelinhas que eles vieram mal preparados do SPFC (principalmente Hugo, Borges e Leandro, que vieram agora em 2010 – Souza chegou bem e Rodrigo estava sem clube há alguns meses).
    __________

    Marcos,

    Discordo de ti. Aliás, penso assim desde piá em relação à numeração. Olha só o exemplo:

    – Eu gosto do Edílson e acho que ele vai dar certo. Ele é o 2. Aí, ele se lesiona, é suspenso ou é vendido em meio a uma boa campanha. É justo e correto por um pangaré qualquer com a 2 em seu lugar? Não é mais fácil saber que, se não tem o 2, não estamos falando de um jogador com a mesma qualidade?

    Claro, o oposto pode ocorrer: um jogador por quem o técnico se encanta no início da temporada, mas que perde a posição. Aí, quem assume a vaga possui um número alto. Bem… De qualquer maneira, facilita DEMAIS a identificação. Ao mesmo tempo, ajuda a torcida a acompanhar a evolução do time.

    No futebol estadunidense (estado-unidense também seria correto; me refiro assim porque americanos somos quase todos os que nascemos neste continente e porque não somos o quintal deles), os times entram em campo com 15 jogadores, mas possuem 30 no banco. Os números estão mais relacionados à posição e à função de cada um dentro de campo do que propriamente à titularidade ou não. Há um monte de técnicos especializados em ataque, defesa, contra-ataque e assim por diante; jogadores de velocidade, jogadores de força, arremessadores, chutadores, destros, canhotos… Todos de funções bem específicas que a torcida, os árbitros e a mídia conhecem exatamente pela facilidade dos números fixos.

    Principalmente na Europa, já existe uma certa lógica: um meia de ligação reserva ou de chegada mais recente no clube que não poss usar a 10 usa um somatório igual a 10: 19, 28, 37, 46, 55, 64, 73, 82, 91. Um centroavante na mesma situação, 18, 27, 36, 45, 54, 63, 72, 81, 90.

    Pode não ser “tradicional” nem “bonito”, mas é muito mais fácil.

    O que não poderia ser feito (e aí exigir-se-ia uma normatização a la NFL) seria evitar distribuir os números por ordem alfabética como fazia a Argentina nas Copas do Mundo ou ter um meia com a 4 (Fabregas no Arsenal) ou coisa parecida.

    Mesmo que não haja uma regra para isso, se o nosso clube se importar com isso, vai vender camisetas pra dedéu.

    Aliás, uma outra bobagem do marketing: o número clássico, mais importante, principal, admirado e desejado da história do Grêmio NÃO É O 10!!! É O 7!!!

    Aí, só se encontra nº 10 e, muito raramente, 9, 8 ou 5 pra vender.

    []’s,
    Hélio

  14. Pois é isso o que eu tenho falado a muito tempo, Hélio.
    É uma oportunidade impar do clube arrecadar mais recursos.
    E sobre a questão da camiseta 7, sem comentários. Das trocentas camisetas do Grêmio que tenho em casa, apenas 2 são sete. Já as nº 10…

  15. Mário, no jogo contra o Porto Alegre, caiu lesionado e, depois, por diversas vezes colocou a mão na coxa. Foi o que escrevi em comentário no outro Post, sobre o jogo. Até usei a figura de retórica inaugurada pelo treinador Silas, sobre o café da manhã.

    Isso explicará se ele ficar no banco.

  16. cesar,

    Pra mim continua tudo igual, mesmo ganhando o 1º turno, o gauchão não vale nada!!
    Agora, Copa do Brasil, não ganhamos há 9 anos, aliás, se não fosse ela, nosso ultimo título importante seria o Brasileiro 96!!!!
    Então, toda atenção tem que estar voltada pra Copa do Brasil, inclusive num jogo contra o Votoraty!
    É como aquela velha frase, quem gosta de gauchão é prenda…

    aquele abraço!

  17. Helio o São Paulo nunca esteve mal preparado fisicamente, é a melhor estrutura do futebol brasileiro o Carlinhos esta lá fazem mais de 10 anos; não se deve por a culpa assim nos outros como fez o Anderson

  18. Marcos,

    Se não me engano, o Hugo chegou a treinar em separado durante um certo tempo porque havia reclamado que não estava sendo muito aproveitado pelo Muricy. Mesmo que tenha sido pouco após o meio do ano, a gente já viu no Grêmio o que pode acontecer quando a carga máxima é executada fora do pico do campeonato.

    Não acho que tenha sido erro do SPFC quando não se sabia se haveria interesse do Ricardo Gomes em contar com um atleta dispensável. Até onde acompanho, o grupo não é homogêneo. Até aposto um café como o preparo do Chimpanzé B não é idêntico ao A, pois eles disputam campeonatos diferentes cujos ápices não se dão na mesma época.

    Lembro de um caso no próprio Grêmio: lembra quando o Cristóvão veio da “Loser” (Portuguesa)? Ele custou a engrenar no Tricolor. Depois, teve uma temporada e meia excelentes. O cara chegou no meio do ano e veio de um clube cuja ambição era muito menor.

    Fiquei impressionado: ele não é fisicamente muito parecido com o Paulo Paixão. Quem era mais parecido era o irmão que faleceu pouco antes de o Cacalo dispensar o Paixão. Mesmo assim, o Anderson tem a voz, o sotaque e o semblante parecidíssimos com os do pai.

    Aliás, essa foi a grande bobagem da vida do Cacalo: ele pode ter ajudado o T.A. a ser campeão da Libertadores e mundial por linhas tortas…

    []’s,
    Hélio

  19. NO ano final do Cacalo, 1998, segundo semestre, era treinador Celso Roth, preparador físico Schneider, Vice
    de futebol Preiss, Diretor de futebol Berdichevski.

    Foi aquele ano em que o Grêmio, em poucas rodadas saiu do último lugar para se classificar no Brasileir”ao. Fez play off com Corinthians de Luxemburgo.

    Estava em último e encarreirou uma série de vitórias seguindas Cruzeiro, S”ao Paulo e Guarani fora, e outros em casa (N”ao me lembro). A última partida foi aqui contra a Portuguesa. O jogo do flanelinha em que os coloridos tinham estado classificados todo o campeonato e o Grêmio tomou o lugar deles no último jogo.

    Paix”ao foi demitido em 2001 ou 2002 com Guerrero

  20. Ver que a passagem anterior, pelo Grêmio, foi em 2001 em plena gestão Guerreiro 1999 a 2002:
    Paulo Paixão
    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
    Ir para: navegação, pesquisa
    Paulo Paixão Informações pessoais
    Nome completo Paulo Paixão
    Data de nasc. 23/03/1951
    Local de nasc. Rio Grande do Sul, Brasil
    Informações profissionais
    Clube atual Brasil Grêmio
    Brasil Seleção Brasileira
    Clubes de juventude
    Brasil Grêmio
    Brasil Internacional

    2 Partidas e gols total pelo
    clube, atualizados até 29 de dezembro de 2009.

    Paulo Paixão (Rio Grande do Sul, 23 de março de 1951) é um preparador físico brasileiro. Notabilizou-se por integrar a comissão técnica da seleção brasileira junto ao técnico Luiz Felipe Scolari.

    É formado em Educação Física pela Faculdades Integradas Castelo Branco (FICAB) do Rio de Janeiro, com especialização em futebol e em fisiologia do exercício pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

    Em sua carreira integrou as comissões técnicas do Grêmio, do Internacional, da seleção brasileira, e do CSKA de Moscou,[1] devendo retornar ao Grêmio em 2010.[2]
    [editar] Trajetória

    * 1994 – Seleção Brasileira
    * 1995 – Grêmio/RS
    * 1996 – Grêmio/RS
    * 1999 – Palmeiras/SP

    * 2000 – Grêmio/RS
    * 2001 – Grêmio/RS

    * 2002 – Seleção Brasileira
    * 2003 – SC Internacional/RS
    * 2004 – Seleção Brasileira
    * 2005 – Internacional/RS
    * 2006 – Internacional/RS
    * 2007 – CSKA
    * 2008 – CSKA
    * 2009 – CSKA
    * 2010 – Grêmio/RS

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