Motivos para não deixar de acreditar na virada

O dia após a derrota do Grêmio para o Palmeiras, cialis em pleno Olímpico, order é um bom momento para reflexões. Só agora, passadas muitas horas depois que o atacante palmeirense Barcos marcou o segundo gol, em uma falha de Victor, é que consigo ponderar o que aconteceu e o que virá pela frente. Como disse um amigo meu: “nunca foi fácil contra eles”. Começando pelo que deu errado: a estratégia montada por Felipão deu certo, Luxa errou na escalação do ataque (deveria ter entrado com Miralles e André Lima, que já vinham jogando), Victor tomou um frango, o meio de campo não articulou e o que vinha dando certo não funcionou.

Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Resumida a ópera de ontem, vamos olhar para frente. O jogo da volta na próxima quinta-feira, em Barueri, está cheio de motivos que nos fazem acreditar que uma virada é possível. Se não vejamos: o Palmeiras não é nenhuma seleção brasileira. No papel o Grêmio é melhor que o adversário e vinha jogando bem mais. O rival é um time aplicado na marcação, mas não tem tanta força ofensiva. Marcou os gols em erros do tricolor. A defesa de Parque Antártica, se bem pressionada pode vazer logo no início do jogo. É bem possível que alguns jogadores possam até entrar “relaxados” pela vantagem obtida aqui em Porto Alegre.

Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

O contexto de um jogo com esta característica, um time com desvantagem de dois gols, pode mudar a qualquer momento. Já diziam os mais antigos que 2×0 é um placar perigoso, pois dá a falsa impressão de que está tudo resolvido. Se o Grêmio fizer um gol logo de cara, vai colocar uma carga de responsabilidade que o time do Palmeiras pode não saber lidar. A calma, por incrível que pareça, terá que ser nossa aliada na hora de fazer tudo aquilo que não aconteceu no primeiro jogo. A torcida palmeirense, também, é conhecida pela sua famosa falta de calma. Felipão mesmo já os chamou genialmente de “a turma do amendoim”.

Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

A escalação é outro ponto que merece atenção. Kléber e Marcelo Moreno estão visivelmente sem ritmo de jogo e Luxemburgo poderia ter começado com a dupla de ataque que vinha jogando. Marco Antonio é uma incógnita no meio de campo. Não articula, erra passes, é desligado e não chuta a gol. O garoto Rondinelly ainda é muito verde para um jogo deste tamanho. Aqui talvez seja o momento de Luxa ousar, criar algo novo, tirar o coelho da cartola e fazer com que o quarteto de meio jogue mais. A direção errou ao não contratar um camisa 10 à altura do Grêmio para jogar a principal competição do semestre.

Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

E por fim, a imortalidade. Este conceito tão filosófico e abstrato da vida cotidiana, mas tão presente em nós gremistas acostumados a momentos de glória e sofrimento e vice-versa. A imortalidade pode e deve entrar em campo na próxima quinta-feira. Mas enganam-se os que pensam que ela surge do nada. A imortalidade tem uma receita simples: muita transpiração e alguma inspiração. Lembremos as batalhas de La Plata, Aflitos, Morumbi, Tóquio, Medelín, etc. Ninguém pode prever o que vai acontecer em São Paulo, mas uma coisa é certa: não ta morto quem peleia!!

Vamo Tricolor!!!

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