Mensagem Cifrada?

No dia 28 de janeiro de 2010, generic o jornalista Hiltor Mombach publicou em sua coluna no Correio do Povo um parágrafo do Estatuto Social do Grêmio.

Passado alguns dias, ask como nada mais foi dito, cialis trazemos o texto para a leitura de todos, questionando a “mensagem cifrada” do colunista:

“Artigo 66, parágrafo 5º, do estatuto do Grêmio: “Não poderá fazer parte do Conselho Deliberativo o associado que: a) seja arrendatário do Grêmio ou exerça atividade remunerada nas dependências do Grêmio; b) receba do Grêmio qualquer tipo de remuneração, seja como prestador de serviço, seja como funcionário assalariado…”

(fonte: http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=115&Numero=120&Caderno=0&Noticia=91377)

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10 comentários

  1. Pois o jornalista devia dizer quem é se é que tem quem seja. Não gosto deste tipo de comentário, deixa todo mundo sob suspeita. Ou o cara dá a notica e dá o nome se existe ou não dá. Esta noticia não tem nome de quem praticaria o ato e nem da fonte. Então duvido da noticia. Até me darem o nome. Ou os nomes.

  2. Bom, num post anterior eu comentei uma denuncia do jornalista Ricardo Vidarte de que tinha conselheiro ganhando remuneração dentro do Grêmio, mas como ninguém deu importância, fiquei quieto.

  3. Isso não é novidade. Tem dirigente que saiu e foi dar consutoria em outros clubes e que era sabido que ganhavam um troco forte por aqui. Na festão ISL isso aconteceu tambem, mas as contas sempre são aprovadas.
    Alias, as contas da gestão odone foram aprovadas num pacotão de final de ano, todas juntas. Daquele jeito de sempre, quem for contra levante-se e no final a maior parte dos conselheiros aplaudiu… como de contume.

  4. Espero que a noticia seja em duas partes ! E que confirme algo com nomes.
    Nilton: tens toda a razão. Eu me recusei a ir nesta reunião. E ainda me questiono se agi certo, penso que deveria ter ido e protestado. Agora,pensando melhor, reconheço, falhei.

  5. Gostei da idéia/cobrança feita por alguém (passou, assim, em branco) que se deveria divulgar quem votou como na aprovação das contas da gestão Guerreiro e na comissão de ética.

    O barulho deveria ser maior do que na questão de emenda estatutária.

    CAMPANHA APOIADA! SENHORES MODERADORES. VAMOS CONSEGUIR AS ATAS OU AS RELAÇÕES DE COMO VOTARAM OS CONSELHEIROS NESSES DOIS EPISÓDIOS.

  6. Infelizmente, o nepotismo e o favorecimento a amigos pessoais e a parceiros comerciais de conselheiros deve mesmo ocorrer. Afinal de contas, se isso ocorre em empresas, clubes sociais e em qualquer esfera de governo, por que haveria de ser diferente?

    Embora não seja advogado, já li teorias e estudos de caso em Ciências Sociais e em Psicologia Social suficientemente críveis e bem embasados para concluir que há mecanismos e práticas absolutamente legais que criam um mecanismo de remuneração de integrantes da diretoria ou do Conselho (falo aqui de uma maneira geral, não do Grêmio em si) que não soe nem desonesto, nem antiético.

    Há uma série de perguntas e de observações que envolvem a aceitação ou não dessa prática. Vejamos:

    1) Quando a melhor equipe profissional, o preço mais vantajoso e as pessoas mais confiáveis para defender os interesses do clube e alavancar o seu crescimento em um setor específico pertencem ao CD ou estão diretamente ligadas a um ou mais conselheiros, deve-se abrir mão da inteligência dessas pessoas dentro do CD ou, então, contratar-se um servíço semelhante de qualidade e vantagens inferiores?

    2) O que, quem, por quem, por quantos e como deve(m) ser avaliado(s) na hora de se optar ou pela permanência no CD, ou pela saída do CD a fim de exercer trabalho remunerado para o Grêmio?

    3) Infelizmente, o paternalismo, o clientelismo, o amadorismo e a falta de prestação de contas e do cumprimento das obrigações de parte a parte nesse tipo de relação não é predominante no Brasil. Todavia, deve-se generalizar sempre pensando no pior?

    4) Existe uma estatística para se prever o quanto se perdeu em relação ao quanto o clube ganhou sempre que realizou esse tipo de prática mesmo quando ela era estatutariamente permitida? E após a inclusão dessa cláusula no Estatuto?

    5) Em caso de revisão dessa premissa (isto é, a de que não se pode exercer atividade remunerada pelo Grêmio para poder permanecer no CD), qual seria um percentual de votos plebiscitários suficiente para evitar que:

    – Todas as propostas nesse sentido fossem aprovadas;
    – Todas as propostas nesse sentido fossem rejeitadas;
    – Se evite a troca de favores entre movimentos políticos?

    É fundamental lembrar que tudo depende da interpretação de quem propõe, aprova, reprova, arbitra, julga e delibera. E esse conjunto de atos depende necessariamente da articulação entre grupos para ser validado ou não. Portanto, este processo é 100% subjetivo e não tem como ser diferente.

    Digamos o seguinte: menos de 70% dos votos seria temerário, assim como 80% ou mais tornaria qualquer decisão praticamente incontestável (com maior facilidade de cometer injustiças).

    Então, pergunto: a opção é sempre por garantir a segurança nessa questão – mesmo que o clube possa mais perder do que ganhar – ou seria necessário repensá-la sem esquecermos de todos os problemas relacionados à ética acarretados pela subjetividade?

    É bom lembrar que o T.A. terá presidentes remunerados a partir da primeira eleição após 2011. E que o Grêmio já teve diretores de futebol remunerados.

    Talvez o Grêmio peque mais por não saber escolher profissionalmente o perfil dessas pessoas do que seja propriamente um pecado ou um prejuízo cero o fato de ter que pagá-las para deixarem de ser abnegadas e poderem ter dedicação exclusiva ao clube, prestando-lhe as devidas satisfações daquilo para o qual foi contratado.

    []’s,
    Hélio

  7. Corrigindo:

    1º parágrafo 3ª linha: “…Por que aqui ou entre nós tal prática haveria de ser diferente?”

    Item 3: “Infelizmente, o paternalismo, o clientelismo, o amadorismo e a falta de prestação de contas e do cumprimento das obrigações de parte a parte nesse tipo de relação é predominante no Brasil”

    Finalmente, um assunto que eu deixei de fora: é absolutamente normal entrar no CD por ser amigo, vizinho, parente, médico, advogado, contador, professor ou aluno de alguum conselheiro mais antigo. EM princípio, não vejo isso como problema.

    Contudo, acredito que cada movimento deveria depurar a sua futura relação de nomes enviada a alguma chapa futura não indicando nomes que entraram no CD apenas para terem essa distinção como status ou como currículo, bem como para apenas realizar negócios com pessoas influentes porém sem contribuir em nada com o clube.

    Por exemplo: muita gente pode contar comigo apenas como intermediário para contatos que sejam vantajosos para ambas as partes sem me pagar comissão, sem me dar presentes e sem me convidar pra ser sócio deles. Aliás, tampouco iria querer. Isso não acarretaria em inimizade nem em afastamento dessa rede social.

    Creio que evita-se tomar decisões aparentemente excludente muito em função de melindres desnecessários.

    []’s,
    Hélio

  8. Josias, não é questão de falha. Isso acontece. O importante é que tens posição e questiona muitas coisas que estão erradas.
    Se conselheiros tivessem a postura que tens (e tem alguns que questionam, mas são poucos) as coisas mudariam.
    O importante é que tens a grandeza de reconhecer algumas atitutes, diferente de muitos que não mostram a cara.
    Parabens pela atitude de reconhecimento e grandeza.

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