Comentando brevemente o que achei do primeiro jogo das quartas-de-finais da Copa do Brasil contra o Fluminense no Maracanã dia 23 de Setembro de 2015. (Mais contextualizado que isso, troche impossível).

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Vou começar falando do ataque, salve depois do jogo li nos comentários aqui do blog alguns falando sobre preferir Fernandinho ou Pedro Rocha no lugar do Bobô. O argumento usado foi que o Luan é modificado de posição e joga em um lugar que é menos interessante para o jogador.

De fato, decease agora que a partida passou, deu para observar bem esse fato. Luan chegou bem menos na área que normalmente e ficou com uma função mais criativa. Antes da partida achei que Bobô seria mais interessante que Fernandinho, porque estou cansado deste jogador iniciando a partida. Na minha opinião o Fernandinho é um ótimo jogador para segundo tempo no atual momento do Grêmio, um jogador que usa muito o recurso pessoal e de talento que o time precisa mais para o segundo tempo.

Por isso defendo que o Grêmio deva voltar a usar Pedro Rocha. O garoto redeu muito bem e tem uma ótima presença de área e na minha opinião o tricolor gaúcho rendia muito bem com ele em campo. Então, acho interessante que essa minha opinião um dia fosse considerada. Os três jogadores são bons, não deixem que falem o contrário, mas para o atual esquema do Grêmio, Pedro Rocha é o mais indicado na minha opinião.

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Quero dar parabéns ao Erazo pelo jogo, teve muita frieza de não espancar o atacante número 9 do Fluminense, o guaravita Fred. O malandro tentou de todas as formas tirar a paciência do equatoriano e ele se manteve. A foto é emblemática, Fred chegou a rasgar a camisa do jogador.

Rafael Thyere também foi bem, mas usa muito o recurso da ligação direta. Coisa que o Grêmio felizmente já perdeu o costume. Precisa ser instruído nisso.

O empate sem gols no Rio de Janeiro foi melhor pro Fluminense que para o Grêmio, a primeira vista. Mas devo dizer que o trabalho para o clube do Rio não está fácil também. O Grêmio é uma equipe que faz gols (seis partidas seguidas marcando) e o Fluminense uma equipe que toma gols.

Enfim, o empate foi bom. Mas a vitória não ficou distante e por isso ficou um gosto amargo. O jogo na Arena será muito importante e nossas chances são muito boas, mantendo a seriedade e concentração a semi-finais ficam mais próximas.

 

Antes de terminar o texto quero deixar o recado do podcast do Mesa de Bar do Grêmio. Na edição 165 conversamos sobre a reforma do estatuto que será votada dia 27 de setembro, nesse domingo. Se você não sabe o que é isso, tem dúvidas ou simplesmente quer ouvir mais coisas do Grêmio… ouça e passe para outros gremistas interessados.

 

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Publicado por Fane Webber

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9 comentários

  1. O Luan não é apenas o melhor jogador do Grêmio na função de falso centro avante e goleador da equipe. Luan é simplesmente o melhor atacante brasileiro. Ora, se o Grêmio tem o melhor atacante, tem o goleador da equipe, porque mudar a sua função dentro do campo. Não tem lógica, não tem sentido, não tem nada que justifique. Até poderia ser deslocado numa emergência, mas não era o caso, porque estavam no banco, o Fernandinho, Pedro Rocha e Everton, que são jogadores de flanco, por onde o Grêmio está acostumado a jogar e tem dado bons resultados. Todos os analistas de futebol dizem que alguém deve chegar no fundo e tocar a bola para trás. Isto é primário no futebol, mas quem vai chegar no fundo se os três jogadores que sabem fazer isto estavam no banco. Eu não sou contra um centro avante de ofício, acho até que toda a equipe deveria ter o seu, mas o Grêmio tem um time de atacantes, e nenhum sabe jogar no meio. Os que dizem que sabem, foram contratados como tal, não jogam absolutamente nada. Bobo é certamente o melhor, mas já está na hora de entrar e decidir.

  2. Fluminense jogará com o regulamento em baixo do braço. Primeiro, não tomar gol e se possível fazer um.

    O jogo de volta será muito perigoso. O Grêmio terá que ter força ofensiva. Vai ter que jogar com toda intensidade possível como fez contra o Corinthians aqui.

  3. A grande dúvida na notícia, é que se dizia que o negócio tinha sido fechado em São Paulo e o Presidente estava em Porto Alegre. Esclarecido o embrólio, todas as partes envolvidas no negócio estavam em Porto Alegre, e com a presença da CEF que até aqui não era parte do negócio, e não se falava nela, mas que é a maior credora da OAS no complexo da Arena. A OAS teria dado o Olímpico como garantia de empréstimo junta a CEF, ser sem dona do terreno, dentro daquelas facilidades que nós todos estamos tomando conhecimento, dia a dia, na Operação Lava Jato. Certamente um telefona foi suficiente para tomar o dinheiro, sem apresentar a garantia, que era a escritura do terreno. Agora a CEF deve ser a maior interessada em resolver o problema e isto parece que está sendo favorável ao Grêmio. Parece que tudo conspira a favor do Grêmio e o negócio poderá ser sacramentado na próxima semana. Vejo este negócio como a maior conquista do século, vai dar novo ânimo a torcida, os sócios inadimplentes que são milhares, devem retomar os pagamentos e novos sócios deverão entrar, tornando o clube viavel economicamente em pouco tempo. Oremos, para que tudo de certo.´

  4. Tinha um cidadão aqui que defendia com unhas e dentes o negócio anterior alinhavado pelo presidente Odone. Deve estar decepcionado com o desfecho.

  5. O ex presidente Paulo Odone não alinhavou negócio nenhum, ele fez o negócio, construiu a Arena, e agora a atual gestão está fazendo um negócio melhor ainda. Este negócio só saiu porque tinha um anterior.

  6. Disse tudo Marcelo. Se não tivesse o primeiro modelo de negócio, não haveria Arena.

    O modelo de negócio foi aprovado pelo conselho e, naquele momento, o negócio foi aprovado como um bom negócio. E essa avaliação foi realizada por empresas especializadas contratadas pelo clube.

    O sistema político do Grêmio se assemelha aos Governos dos partidos políticos. Vejam o exemplo do Governo Sartori. Se fosse o Tarso, os salários dos servidores não atrasariam. A pressão do PMDB para aumentar os impostos sob o pretexto de que a partir daí estaria tudo resolvido.

    No caso do Grêmio a mesma situação. O modelo de negócio assinado pelo clube não garantia a entrada gratuita dos sócios, exceto se houvesse ressarcimento antecipado.

    A gestão Odone negociou a entrada. Se Odone fosse reeleito e não Koff, cumpriria o contrato. Já a gestão Koff disse que era impossível. Claro, gastou horrores em contratações e comprometeu todas as finanças do clube. Ainda, defendeu que a Arena não era do Grêmio.

    O Grêmio escolheu um modelo de negócio que envolvia o seu patrimônio. O Grêmio buscou investidores. Fez uma permuta de terreno e uma parceria, onde a gestão do Estádio ficava com o parceiro por 20 anos e sob sua responsabilidade.

    O clube não teria nenhuma preocupação a respeito dos prejuízos que poderia ocorrer. O Estádio pagaria os 45% de financiamento.

    Se a OAS gastou 600 milhões, R$ 270 milhões seria de financiamento. Não sei se a OAS tirou todo esse valor. A área do Olímpico foi avaliada em R$ 180 milhões, segundo alguns setores da imprensa, isso com aumento dos índices construtivos, sem colocar os custos de demolição.

    Como o Estádio pagaria o financiamento, em tese, isso significa que 65% seria pago pelo Grêmio e 35% seria dinheiro da OAS.

    Se houvesse prejuízo ou se o Estádio não conseguisse as receitas para pagar o financiamento, a responsabilidade seria 100% da OAS.

    A razão do modelo de negócio foi para o clube não colocar seu patrimônio em risco. Entre o modelo da OAS e o da Odebrecht a diferença estava que o clube participaria do financiamento, sendo devedor solidário com a Odebrecht.

    Após o prazo do negócio, o clube passaria a ter a propriedade plena do objeto construído.

    A qualquer tempo, o Grêmio poderia adquirir a Construção e indenizar a OAS.

    É o que está fazendo agora. Provavelmente, a indenização pode girar em torno de 180 milhões. E, ainda, o clube assumiria o financiamento.

    Por que o clube acha interessante os riscos de assumir esse compromisso? Pois, o dinheiro dos sócios faziam parte do capital de giro. E o clube perdeu isso, sendo que teria que esperar a distribuição do lucro líquido.

    Na prática, a situação não muda. Os sócios patrimoniais continuarão a ingressar de graça. A despesa do financiamento será a mesma. E o clube, ainda, terá as receitas de televisão como garantidor do pagamento da dívida que será assumida.

    Em contrapartida, a gestão e a autonomia será do clube.

    A Arena pode ser uma máquina de gerar receitas se bem administrado.

    A oposição de Fábio Koff questionou a situação do Estádio ser o garantidor do financiamento no modelo atual que ainda existe. O Grêmio entregaria uma área desonerada e receberia uma área onerada.

    Correta observação. Ora, se era para onerar um bem do clube, então, que o Grêmio corresse os riscos e assumisse a gestão. Além disso, a oposição minoritária sempre questionou participação do clube nos negócios do entorno. Esse questionamento também foi importante, porque a OAS usaria a imagem do clube de graça para realizar vendas de seus empreendimentos.

    Algumas situações do atual modelo eram questionáveis. Isso não implicaria que o negócio era de todo ruim, mas que poderia resultar numa vantagem demasiada apenas uma das partes. E, pela grandeza do Grêmio, isso era inconcebível.

    As indagações não podem por si só diminuir o modelo assinado pelo clube em razão da própria complexidade do negócio, da duração do contrato, enfim, ocorreriam situações que teriam que ser reequilibradas.

    O problema que algumas pessoas possuem uma visão superficial de que se houve alterações contratuais ou questionamentos contestatórios posteriores, significa que o contrato ou o negócio era ruim, o que não é verdade.

    Eu me incluo numa das pessoas que defendeu o negócio Arena aqui. E qualquer modificação que pudesse melhorar para o clube, sempre foi motivo de comemoração.

    Para melhorar ou criar situações mais favoráveis contratualmente ao clube, desnecessário é diminuir o que foi feito ou assinado. Isso porque todos os grupos políticos participaram da aprovação. E criar discórdia e discussões políticas é mais prejudiciais do que benéficas ao clube.

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