Hoje conversei durante uns 30 minutos sobre futebol e GRÊMIO com dois amigos gremistas e colegas de trabalho. Juro que não acreditei no que eu estava a escutar: eles creem piamente que o Tricolor vem vencendo os seus jogos na base da sorte. Indignei-me com aquilo. Revoltei-me e comecei a elencar fatos reais atrás de elementos verossímeis. Ora, como atribuir à “simples sorte” uma baita de uma campanha com 45 pontos, com o clube isolado na segunda colocação? Isso não existe! Estou saturado de dizer e comprovar: futebol é competência, não sorte. Quando a sorte aparece, ela vem para ajudar aos vencedores, àqueles que buscam incessantemente a consolidação de suas metas, doa a quem doer. Exemplo? O Cruzeiro de Belo Horizonte. Nos dois primeiros gols feitos ontem ante a Portuguesa de Desportos a bola bateu na trave e sobrou limpa para os atacantes cruzeirenses apenas empurrar para o fundo das redes, gize-se, sem goleiro. Quando a Portuguesa acertou a trave, a pelota foi afastada. Futebol é competência. Quando surgem as oportunidades, tem de matar, aniquilar, não ter dó.

No jogo realizado ontem na Arena, o Imortal Tricolor começou vacilante, mas passou a ganhar confiança, gradualmente, a chutar mais a gol (duas vezes com Ramiro, uma vez com Kleber e outra com Riveros), até que tomou conta da partida. Um excelente primeiro tempo coroado com um golaço do paraguaio guerreiro Riveros, o qual deslocou o arqueiro do Atlético Paranaense, com categoria e frieza, através de um simples toque de cobertura. Golo de quem sabe. Aliás, grande atuação de Cristian Riveros, juntamente com Rhodolfo. Isso foi sorte? JAMAIS! Futebol é competência.

Na segunda etapa, como era de se prever, o Furacão veio pra cima. Kleber vestiu o manto tricolor como se fosse uma armadura, enfrentou bravamente os violentos defensores atleticanos, deu dribles desconcertantes, provocou os adversários, chamou a responsabilidade, até que conseguiu a proeza de expulsar os toscos Luiz Alberto e Pedro Botelho. Kleber Gladiador não pode sair do time. Vargas dava demonstrações de que não estava com a cabeça no lugar, tendo revidado uma entrada de Léo e levado, em razão disso, cartão amarelo. A sua expulsão foi pura infantilidade do jogador, e falta de atenção de Portaluppi, o qual deveria ter substituído o chileno por Zé Roberto ou Elano. Aí está outra questão que irei discorrer num próximo post, pois não ando entendendo o glorioso Portaluppi ao ‘defenestrar’ dois jogadores tão experientes e importantes para o grupo. Rhodolfo haveria de salvar um gol certo debaixo da linha e Pará perderia ‘o gol que nem Pelé conseguiu fazer’, só que sem goleiro. Ao final, vencemos mais uma peleia braba, no peito e na raça. Sorte? Ora, por favor! Os fatos falam por si. Futebol é competência.

Uma pena o Cruzeiro de Belo Horizonte seguir destrinchando seus inimigos. O título está distante da gremistada, porém estamos felizes com nosso desempenho. Se vencermos o Botafogo de Niterói, arrebatamos à guisa incontroversa a vaga na Copa Libertadores da América de 2014. Indubitavelmente. Só não podemos perder o nosso FOCO NA COPA BR. Essa é uma meta que está bem ao nosso alcance. Ah, e é um torneio que costuma consagrar o que o Grêmio tem de melhor atualmente: a competência.

Tchüss, fussballteigers!!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.