ESPECIAL ELEIÇÕES 2010: Verney Martins / MGU

Em mais uma entrevista para a série especial sobre as eleições tricolores de 2010, cheap os moderadores do Blog GRÊMIO SEMPRE IMORTAL  apresentam a manifestação do novo presidente do Movimento Grêmio Unido, buy o tricolor Verney Martins.

Ficamos aguardando apenas o retorno por parte dos movimentos Grêmio Sempre, view Sem Fronteiras e Menino Deus para encerrarmos esta primeira parte de entrevistas sobre os processos eleitorais que viveremos neste ano.

Leia, comente e recomende.

SI – O ano de 2010 será importante para o Clube também fora do campo. Em 2010 teremos 03 eleições importantes para o Grêmio – renovação do Conselho, eleição da mesa do Conselho e eleição da Diretoria o Clube). Qual a sua expectativa para esses 3 processos eleitorais?

VM – A expectativa é das melhores, já que voltaremos a exercer o direito do voto, democraticamente, isto é, vamos todos nós , associados, a definir novos rumos ao Grêmio.

SI – A última eleição para a renovação do Conselho Deliberativo – 2007 – foi muito disputada, tendo a chapa 3 garantido a sua representação no Conselho por pouquíssimos votos. O senhor acha que essa situação possa se repetir com uma chapa polarizando os votos dos associados ou teremos uma eleição mais equilibrada?

VM – Ao assumir o Grêmio Unido, no meu discurso, salientei, que é chegada a hora de todas as correntes gremistas se unirem, sem abrirem mão de suas opiniões, isto é, sem ferir os princípios que norteiam cada grupo político, portanto vamos tentar fazer o mínimo possível de chapas, quem sabe chapa única.

SI – Na condição de presidente de um importante grupo político gremista, o senhor considera possível imaginarmos uma eleição para o Conselho com apenas 2 chapas registradas ou teremos a repetição do cenário da última eleição com 3 chapas?

VM – Possível é, porém vamos tentar desta vez, uma única chapa, algo que não ocorre há muito tempo, requer muita diplomacia e concessão  por parte dos grupos políticos.

SI – Muito se tem falado, discutido, escrito sobre a questão das ausências dos conselheiros nas reuniões convocadas pelo Conselho, onde uma forte cobrança recai sobre o presidente do Conselho Deliberativo quanto a não aplicação do art. 66 do Estatuto Social do Clube. O senhor não acha que seria uma excelente oportunidade para que os atuais grupos políticos existentes iniciassem uma “depuração” dos quadros do Conselho, excluíndo de suas chapas aqueles conselheiros que são reconhecidamente ausentes, repartindo essa responsabilidade quando da montagem de suas chapas?

VM – Ao meu ver, é esta a grande oportunidade de se elaborar a depuração, levando em conta o que preve o disposto no Estatuto, por isso foi que eu disse, vai ter que haver muita diplomacia (jogo de cintura por parte dos representantes do grupos políticos).

SI – Qual a sua opinião quanto a possibilidade da presença de “figuras folclóricas” integrando chapas que irão concorrer para o Conselho Deliberativo?

VM – Não gosto do termo “figuras folclóricas”, isto faz parte da política existente, não para um Clube Centenário como o Grêmio, pois temos que ter o cuidado para não surgirem aproveitadores , que somente se preocupam com o seu próprio umbigo, não com  a instituição gremista.

SI – O movimento que o senhor preside participará desse processo eleitoral de que forma? Já existe alguma articulação política para isso? 

VM  – Sim, já estamos nos reunindo neste sentido, e também já iniciamos contatos com outros grupos políticos.

SI –  Quantos conselheiros ligados ao seu movimento estarão renovando em setembro?

VM – Temos vários conselheiros a renovarem o seu mandato no Conselho dentro do nosso Grupo.

SI – Se fosse citar, quantos novos nomes o Grêmio Unido irá apresentar ao associado na eleição do Conselho Deliberativo?

VM –  Não gostaria de citá-los, porque isto faz parte das negociações com os demais grupos, que também irão certamente oferecer nomes para serem analisados numa única possível chapa.

SI – Em 2008, quando da eleição do Presidente Duda Kroeff, surgiu o G-6, grupo que tem trabalho diretamente na atual gestão do Clube. O senhor considera possível que essa união que surgiu em torno do nome do Pres. Duda possa se manter para as eleições que se seguirão neste ano?

VM  – Não vejo nenhuma dificuldade em apoiar o Pres. Duda em uma reeleição, porém é muito cedo para se falar neste assunto.

SI –  O “sonho” de todos os gremistas é ver uma grande união dos grupos políticos tricolores. O senhor avalia isso como sendo apenas um sonho ou algo possível de ocorrer na prática ainda em 2010?

VM – É esta a minha bandeira, a união de todas as correntes políticas em prol do Grêmio.

SI – Para finalizar, considerando os quórum das últimas eleições e o número de associados aptos a votar, como fazer para que o eleitor tricolor com direito a voto vá até o Olímpico exercer o seu direito em uma número realmente expressivo?

VM – O torcedor do Grêmio, exigente como tal, cada vez mais se faz presente nos destinos do Grêmio, certamente dará um banho de democracia nos proximos pleitos tricolores, pois ele sabe quem é que faz verdadeiramente a diferença.

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22 comentários

  1. Um raro depoimento. Simples, objetivo e claro. Tudo que eu gostaria de ter ouvido de todos os entrevistados, sem meias palavras. Em primeira mão, nos dá ciência das articulações que por iniciativa de seu grupo já estão em andamento visando uma aproximação com os demais, na busca de uma chapa de consenso. Se vai dar certo, não sabemos. Esperemos que sim. “O começo é sempre difícil, Cordélia Brasil, vamos tentar outra vez”, já dizia o teatrólogo Antonio Bivar nos idos tempos do regime militar.

  2. Destaco a resposta sobre o número de chapas:
    SI – Na condição de presidente de um importante grupo político gremista, o senhor considera possível imaginarmos uma eleição para o Conselho com apenas 2 chapas registradas ou teremos a repetição do cenário da última eleição com 3 chapas?
    VM – Possível é, porém vamos tentar desta vez, uma única chapa, algo que não ocorre há muito tempo, requer muita diplomacia e concessão por parte dos grupos políticos.

    Penso o contrário, se a atual conjuntura, apresenta um universo cada vez maior de chapas; estas que se apresentem para o CD de forma independente sem “Gês”ou coligações e proporcionalmente ocupem os lugares, sem cláusulas de barreira. Depois para o CA sou favorável a mais ampla composição e inclusive chapa única. Que se debata o clube de forma plural e que se administro-o de forma consensual.

  3. Respostas claras e objetivas.
    Isso sim foi uma boa entrevista. Sem medo de responder.
    O grande problema de ter várias chapas pro CD é o amldito percentual mínimo de 30% de votos. Isso derruba muita gente.
    Tomara que se chegue a um consenso e se tenha uma chapa única com os melhores de cada grupo e que se mude a clausula de barreira. Depois, vamos todos bater chapa.

  4. A maldita clausula de barreira não era para impedir que um aventureiro de chegar a presidência do Grêmio? e agora todos querem derrubar a clausula, estranho não?

  5. A proposta do Verney, ou Maguila como também é conhecido, é de se pensar.
    Será que entre as 180 vagas [150 titulares e 30 suplentes] não se consegue harmonizar todos os nomes dos grupos realmente interessados no melhor pro Grêmio?
    BASTA AS VAIDADES SEREM DEIXADAS DE LADO. CHEGA DE RANCOR, DE ÓDIOS, DE INTRIGAS.

  6. E erro é a clausula de barreira, o argumento do aventureiro, é apenas para justificar o conservadorismo do conselho. Há outros mecanismos para se barrar isso: tempo de sócio, tempo no conselho, ter feito parte da mesa do CD, por exemplo…
    Chapa única para o conselho cheira a GOLPE, reserva de mercado, ação entre amigos como os amigos queiram chamar. Com isso teremos renovação efetiva?
    Nesse momento defendo como ideal que os grupos criem identidade, disputem e se estabeleçam no CD, já para o CA nas atuais circunstâncias o melhor é a composição.
    O que necessitamos mesmo é de uma reforma eleitoral.

  7. Ao invés da cláusula de barreira de 30%, defendo 15% + pelo menos 5 anos como sócio patrimonial ou proprietário em dia para candidatar-se e maioridade acima de 21 anos. As chapas devem ter entre 50 e 150 nomes, que não podem se repetir nas demais chapas.

    Nas atuais regras, podemos ter até 4 chapas. Caso mantenham quase todos os artigos eleitorais do estatuto iguais e apenas reduza-se a cláusula de barreira para 20%, é possível formar até 5 chapas.

    Porém, com o regramento que eu proponho, a quantidade de pessoas aptas a fazer parte de uma chapa praticamente repetiria o máximo de 5 chapas – de uma maneira que pretende-se mais qualificada e menos corporativista.

    []’s,
    Hélio

  8. O time do Grêmio já não anda empolgando, ainda botam 6 jogos durante a semana, querem acabar com a torcida!
    Grêmio X Avai, quarta, 19:30
    Grêmio X Vitória, quarta, 19:30
    Grêmio X Guarani, quarta, 19:30
    Grêmio X Atlético-MG, quinta, 21:00
    Grêmio X Santos, quarta, 21:50
    Grêmio X Vasco, quarta, 21:50

    Ainda por cima nenhum desses é um jogo de grande apelo popular, só timeco!
    O único jogo decente com horário decente é Grêmio X Corinthians, domingo, 16:00

    Onde está o Fábio Koff nessas horas???

  9. Entrevista com respostas claras e diretas.
    Parabéns ao entrevistado por estar na presidência do Grêmio Unido.

  10. Era só o que faltava agora, defenderem o velho e bom conchavo, através do tenebroso chapão.

    Cadê aqueles que defendiam a pluralidade de idéias e a diversidade de chapas em uma eleição?

  11. Eu gosto da idéia de conchavo, mas entre os movimentos novos, capazes de produzir renovação na gestão, propostas modernas, etc. Estes movimentos deveriam se unir,

    Mas fazer um chapão é um atraso MONUMENTAL. Deixar de lado as vaidades e os interesses pessoais, para unir movimentos similares em uma chapa só, é algo elogiável, mas deixar de lado convicções, visão estratégica, e o desejo pela renovação, para formar um chapão que une o moderno ao obsoleto, me desculpem, mas penso que é legitimar a politicagem.

    Fiquei realmente sem entender a aprovação à esta entrevista demonstrada neste blog, pois quando a li, preparei-me para ver aqui uma enchurrada de críticas. Para mim, de todas as entrevistas foi a que demonstrou o mais alto índice de politicagem.

    Não há nas entrelinhas nenhuma ambição por mudanças. Não há uma visão de que coisas necessitam ser mudadas no Grêmio. Procurem na entrevista. NÃO VÃO ENCONTRAR. Só aparece a velha ambição política: Fazer política. A política, neste caso, tem um fim em si mesma. Não visa um bem maior. Não tem ambições de uma gestão superadora. Nada. A não ser fazer o conchavo. A união pela união – dos que vão permanecer no poder, é claro.

    Nem a mais reles sugestão que outros deram, de permitir a votação pela internet, o Sr Verney Martins pode dar. A pergunta simples: “O que fazer para que o sócio tenha maior interesse em votar?” – Resposta: “O torcedor gremista dará um banho de democracia”. Ô respostazinha politiquiera, sô. O Grêmio necessita ser urgentemente liberado deste tipo de gente.

    Minha expectativa quanto à política no Grêmio é de que haja, sim, uma grande unidade. mas esta, entre aqueles que são capazes de produzir a renovação e modernização que se fazem necessárias.

    Alguns aqui se calaram. Penso que para não comprar novas brigas ou acirrar ânimos. Eu, como não faço parte de movimento nenhum, me sinto à vontade para dizer o que vi.

    E dá-lhe Grêmio.

  12. Votar é bem diferente de ratificar.

    Marcos Moraes tu exposição vai ao encontro do que expus acima.

    Na minha visão a eleição para o conselho deveria ser uma briga de foice no escuro, terminada a peleia acenda-se a luz e os que mantiveram a cabeça teriam o dever de compor a gestão do CA. Nessa instância cabe a composição de forças, o momento pede isso.
    Mas a clausula de barreira é uma ducha de água fria. Muito melhor se tivéssemos todos movimentos elegendo conselheiros de forma proporcional, uns com 50, outros com 40, 30, 2….

  13. Eu tenho um profundo respeito pelo meu amigo Maguila, mas entendo que chapa única é um retrocesso. O eleitor tem o direito de “incluir” e “excluir” o conselheiro. Qual a opção se a chapa já vem pronta. Aí não precisa nem eleição. Todo o associado tem o direito de votar e ser votado. Este é um dos princípios básicos da democracia. A renovação do conselho, o surgimento de novos dirigentes, só está ocorrendo em razão do surgimento dos grupos políticos e de eleições proporcionais. Não tenho absolutamente nada contra os velhos conselheiros, mas os tempos são outros e todos nós temos que ter os mesmos direitos.

  14. Creio que a entrevista representa, antes de uma posição de consenso do movimento, uma posição pessoal do Maguila, que é uma pessoa respeitável com quem conversei muito brevemente. Por outros integrantes do Grêmio Unido que conheço, acredito que prefiram eleições com mais de uma chapa.

    Falando em Grêmio Unido, sinto a falta do amigo Cacaio Azambuja nos brindando com a sua sabedoria e simpatia neste blog.

    []’s,
    Hélio

  15. Não vejo nenhum problema em fazer chapa única pela qual se pode fazer uma renovação consistente incluindo boas cabeças de todos os grupos.
    Exemplos:
    Hélio Paz
    Marcos Almeida
    Darcílio
    Bernardon
    Raul
    E outros (não fiquem brabos comigo que não sou quem vai indicar e escolher). Estou só exemplificando. Desejo que esses estejam incluídos.
    Questão de maturidade política.
    Lembrem que, por 09 votos não ficaram fora Josias, Renato Moreira, Régis, Paulo Ferrer, Cbimbi e outros. É só olhar a lista da chapa que venceu a cláusula de barreira por esses 09 votos.
    A eleição com várias chapas não é um fim em si mesmo. Apenas um instrumento para ser usado com sabedoria.

  16. Agradeço os esclarecimentos. Meu entendimento sobre política beira o zero. Talvez eu tenha carregado demais em minhas críticas. Mas me ficou a forte impressão de que o entrevistado não demonstrou nenhuma ambição por mudanças – o contrário do que eu vejo neste blog.

    Espero não ter sido ofensivo ao sr. em questão, Não era a intenção. Acredito no testemunho do Hélio, de que este seja uma pessoa respeitável. Quero corrigir algo que eu disse. Em lugar de “O Grêmio necessita ser urgentemente liberado deste tipo de gente” (Ô frasezinha infeliz). O correto seria dizer: “O Grêmio necessita ser urgentemente liberado deste tipo de visão e postura”.

  17. Carlos eu particularmente não aceitaria o acesso ao conselho desta maneira, isso é retrocesso.

    Se na eleição fosse permitido ao sócio escolher nominalmente os conselheiros ganhariámos muito. Imaginem o Josias numa chapa e o Moreira na outra? Como votar?

    Além do mais os grupo é que escolhem a ordem dos candidatos no atual sistema..

  18. Depois da manifestação do Hermes, que representa o Grêmio Sem Fronteiras, acabou qualquer possibilidade de chapa única. Vamos ter confronto de gremistas.

  19. Caríssimo Luis Felipe:

    Eu não sou o dono da verdade, nem dono do Movimento Grêmio Sem Fronteiras. Eu apenas manifestei a minha opinião, num espaço em todos dizem o que pensam.

  20. Marcos
    Só que não é possível escolher da forma que consideras ideal.
    Temos de ser realistas. Existe um modelo. É dentro desse modelo que será feita a eleição.

    A pluralidade democrática – possibilidade de debate de idéias – fica preservada com a indicação de representantes por todos os grupos.

    Mas insisto: a democracia não é um fim em si mesmo. A democracia é meio, é instrumento.

    Lenin escreveu certa feita “A doença infantil do comunismo”. Alguém já falou no “porre de democracia” tudo no sentido de que não funciona querer mudar tudo de uma vez por idéias mirabolantes sem ver a parte prática, ou seja, tem de ver se funciona.

    Não sou socialmente elitista. Intelectualmente, sim. Não importando as origens, privilegio “as melhores cabeças”. Que são facilmente identifcáveis atualmente.

    Gostaria de saber qual é a “democracia” dos maiores e melhor sucedidos Clubes do Mundo e, também, das melhores empresas.

    Em uma associação como é o Grêmio esse instrumento deve ter uso diferente do que, p. ex., na política convencional com partidos políticos defensores de ideologias conflitantes tocando o patrimônio, a vida, a liberdade das pessoas. Para ficar só no lado positivo.

    Quase sempre, as criações mentais ideais, na prática, não funcionam.

    A politicagem ainda vai acabar com o Grêmio. Vai inflar e satisfazer egos, transformar os embates eleitorais num fim em si mesmo e danar o Clube.

    Me marcou profundamente a frase de que temos de parar de festejar resultados eleitorais no Barranco e cuidar mais de criar condições autossustentáveis para festejar títulos. Ser maiores do que os outros e não que os rivais políticos internos.

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