ESPECIAL ELEIÇÕES 2010: RAUL RÉGIS DE FREITAS LIMA

Os moderadores do Blog GRÊMIO SEMPRE IMORTAL iniciam hoje uma série especial de entrevistas que tem como tema principal os três processos eleitorais que teremos ao longo de 2010.

O calendário eleitoral tricolor inicia em setembro, site com a eleição para renovação de 150 conselheiros deliberativos, check seguido do pleito para a presidência do próprio órgão deliberativo gremista, site finalizando com a eleição do Conselho de Administração em outubro.

Dando início a esta série de entrevistas, estamos conversando com o Presidente do Conselho Deliberativo gremista, Dr. Raul Régis de Freitas Lima, que responde a uma série de questionamentos sobre as 3 eleições deste ano.

Na sequência, estaremos apresentando a manifestação dos presidentes dos principais movimentos políticos do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

Boa leitura.

RR – Antes de tudo, gostaríamos de expressar a nossa satisfação em participar da presente entrevista, levando, transparentemente, ao conhecimento de todos os gremistas, conselheiros, sócios e torcedores, o nosso entendimento acerca dos  assuntos questionados, como segue:

SI –  O ano de 2010 será importante para o Clube também fora do campo. Em 2010  teremos 03 eleições importantes para o Grêmio – renovação do Conselho, eleição da mesa do Conselho e eleição da Diretoria Executiva do Clube). Qual a sua expectativa para esses 3 processos eleitorais? 

RR – Importante enfatizar, até mesmo para manter uma respeitável tradição do Clube  – quem dá o pontapé inicial para o processo eleitoral é o Presidente do Conselho de Administração do Grêmio -.  Assim, nos parece prematura a abordagem   dos episódios eleitorais previstos  para este ano de 2010, a realizarem-se nos ainda distantes meses de setembro e outubro (1ª e 2ª quinzena). 

Inobstante, como estamos, desde o início da nossa gestão, preconizando e incentivando um processo de entendimento político (“pacificação” ), com  a participação e o comprometimento de todos os conselheiros, grupos e movimentos políticos  em torno de uma pauta única que assegure e preserve os superiores interesses do Grêmio, não necessariamente uma unidade política,  mas sim uma maturidade que permita que os pontos convergentes e de alto interesse do Clube, façam parte de um compromisso comum de todos os envolvidos no processo político, a entrevista oportuniza abordar o assunto, sob outros aspectos. 

Nesse sentido,  a nossa expectativa é de que os 03 (três) episódios eleitorais  transcorram em clima de absoluta  tranquilidade,  concórdia, cordialidade  e  lealdade, compatíveis com a grandeza do Grêmio, com   propostas e discussões de temas que  visem, unicamente,  ao bem  e aos interesses do clube, e que, ao final dos pleitos, possamos estar todos juntos, unidos, vencedores e vencidos, servindo ao Grêmio.


SI – A última eleição para a renovação do Conselho Deliberativo – 2007 – foi muito disputada, tendo a chapa 3 garantido a sua representação no Conselho por pouquíssimos votos. O senhor acha que essa situação possa se repetir com uma chapa polarizando os votos dos associados ou teremos uma eleição mais equilibrada? 

RR – No nosso sentir, as duas situações são possíveis. O Grêmio está hoje, indiscutivelmente, mais aberto, mais democrático, mais próximo de seus  torcedores e associados, e estes, certamente, saberão como melhor escolher. Embora cedo para abordar o tema, como já se disse,  melhor seria que tivéssemos uma eleição, para renovação do Conselho Deliberativo,  respeitando e observando, democraticamente, a maior pluralidade possível.

SI – Considerando a sua experiência de Presidente do Conselho Deliberativo, onde o convívio com todos os grupos políticos se faz quase de forma diária, é plausível imaginarmos uma eleição para o Conselho com apenas 2 chapas registradas ou teremos a repetição do cenário da última eleição com 3 chapas?

RR – O cenário político  atual  ainda  não permite uma conclusão. Dentro do processo de entendimento político almejado, com a participação e o comprometimento de todos, não podemos  afastar, nem mesmo,  a possibilidade, quem sabe, de uma eleição com apenas uma chapa, que  represente os anseios  de todos os grupos,  movimentos políticos, conselheiros e sócios  do Clube. Aqui, no nosso modo de ver o clube, o mais  importante  é que os interesses  da instituição, do Grêmio,  estejam acima de qualquer coisa, e sejam sempre preservados.   

SI – Muito se tem falado, discutido, escrito sobre a questão das ausências dos conselheiros nas reuniões convocadas pelo Conselho, onde uma forte cobrança recai sobre o senhor quanto a não aplicação do art. 66 do Estatuto Social do Clube. O senhor não acha que seria uma excelente oportunidade para que os atuais grupos políticos existentes iniciassem uma “depuração” dos quadros do Conselho, excluíndo de suas chapas aqueles conselheiros que são reconhecidamente ausentes, repartindo essa responsabilidade quando da montagem de suas chapas? 

RR – Não se pode negar as lamentáveis e frequentes ausências  de alguns conselheiros titulares em sessões, circunstância que provoca enorme decepção.  Mas, por outro lado, não se pode esquecer que este tema é muito mais complexo do que parece, transcendendo uma simples análise de presença ou não dos conselheiros efetivos em reuniões,  ainda que a freqüência  seja um dos fatores importantes para apreciação da atuação de um membro do conselho deliberativo.  

De qualquer forma, é uma questão que está sendo vivenciada e tratada  cautelosamente como convém, sobretudo por envolver, ao longo de muitos anos, conselheiros que independentemente de suas presenças nas sessões prestaram ou prestam importantes serviços ao Grêmio . Acerca do tema em questão, a par de uma conscientização que já vem sendo efetivada,  já tramitam no órgão  propostas de alteração estatutária  referentemente ao artigo 66, objetivando a participação dos conselheiros suplentes com direito a voto, depois de verificada, ao início da reunião, a ausência de titulares. Outras sugestões,  igualmente, estão sendo examinadas, no sentido de  que as reuniões do Conselho Deliberativo sejam convocadas com um número maior  de dias de antecedência, e  que  seja confeccionado um calendário anual das reuniões ordinárias para ser encaminhado aos conselheiros, no início de cada ano, como forma de facilitar a participação dos membros mais compromissados ou que não residam em Porto Alegre e que necessitam de um prazo maior, a partir do anúncio,  para poder se fazer presentes nas sessões. 

Ainda sobre o assunto, muito se tem falado no dispositivo constante do artigo 66 do Estatuto vigente, ocorrendo-nos, a propósito, lembrar que ele existe, seguramente, há mais de 30 (trinta) anos e tem, igualmente, um viés de salvaguarda  dos interesses do Grêmio. Nesse particular, tal regra estatutária  funciona tanto como meio de preservar conselheiros que prestam relevantes serviços ao Grêmio fora do ambiente do Conselho, como também aqueles que eventualmente justificam suas ausências por motivos particulares ou profissionais.      

Hipótese realmente diversa é aquela que refoge à salvaguarda dos interesses do Grêmio, ou seja, a dos conselheiros inadimplentes à obrigação do Estatuto Social, artigo 66, sem qualquer justificativa. Quanto a estes, deveria ser aplicada a penalidade estatutária, ou deveria ser feita a “depuração”,  que, a bem da verdade,  não vem ocorrendo ao longo dos anos. Aliás, pensamos que a “depuração” poderá ocorrer como um fenômeno natural, gradativo e importante para o órgão, efetuada com a mesma coragem que tivemos na abertura política do Clube, possibilitando, deste modo,  uma maior  participação de sócios, que, preenchendo as condições estatutárias, queiram prestar seus serviços ao Grêmio.  Estamos convencidos,  que a montagem da chapa ou das chapas  para as próximas eleições deverá levar em muita conta não só a questão da presença,  com a inevitável exclusão dos que se ausentam, sem justificativa, mas,  também  e principalmente, a  qualidade  do “candidato” ao conselho, e o que este poderá agregar ao clube.

SI – Qual a sua opinião quanto a presença de “figuras folclóricas” concorrendo para o Conselho Deliberativo?

RR – O questionamento não nos parece suficientemente claro.  Entendemos, no entanto, que para integrar o Conselho Deliberativo do Grêmio, o importante é poder contribuir (colaborar) para com o Clube desprendidamente. Uma pessoa dita “folclórica” poderá ser um excelente conselheiro ou não, mas não é isso que deve justificar a sua presença no Conselho.
 
SI – A segunda eleição do ano será da Presidência do Conselho Deliberativo. O senhor considera a possibilidade de concorrer a uma reeleição havendo uma unidade de todas as tendências em torno do seu nome?

RR – Reforçamos, mais uma vez, o sentimento  de que estamos ainda muito distantes do pleito para a Presidência do Conselho Deliberativo, não sendo recomendáveis, por ora,  quaisquer manifestações  a respeito,  por  absolutamente inoportunas. Por outro lado, a questão da possibilidade de reeleição esbarra em  conhecido “chavão”  político no sentido de que “ ninguém é ou deve ser candidato de si mesmo”.  Assim, quando oportuno, os conselheiros,  grupos políticos e movimentos do Grêmio  escolherão o nome e/ou nomes de eventual (is) candidato(s) para concorrer dentre os inúmeros  gremistas existentes no Clube, que preencham as condições estatutárias e que estejam em condições de ocupar  tão alto e significativo  cargo.

SI – Qual a sua avaliação dos 2 primeiros anos de sua gestão? Quais os avanços obtidos e quais dificuldades foram encontradas? 

RR – Embora seja difícil avaliar, até porque quem está no comando acaba sempre  exigindo mais,  querendo mais, e, além disso  percebendo aquilo que eventualmente ainda não foi feito,  pensamos ter  evoluído bastante como, em síntese, se verá.  

Terminada a eleição,  aproveitando o que já havia sido construído na gestão anterior (Mauro Knijnik/ Adalberto Preis), com o inestimável apoio e participação do Vice-Presidente,  André Krieger,  e dos Secretários, Juliano Rodrigues Ferrer  e Rui Costa dos Santos,  e, igualmente, com a efetiva participação de todos os conselheiros, grupos políticos e membros dos movimentos, avançamos muito, notadamente nos  trabalhos desenvolvidos pelas diversas Comissões Permanentes do Conselho, hoje compostas por membros de todos os grupos políticos do clube, indistintamente.    

 O resultado disso se percebe  não só no estudo do denominado  “Projeto Arena”, no qual nomeamos, inclusive, uma Comissão Especial para o seu acompanhamento, como, também, no exame de outros inúmeros temas abordados e analisados por todas as  08 (oito)  Comissões Permanentes do Conselho Deliberativo,  em suas respectivas áreas de atuação. Isto trouxe, indiscutivelmente, um maior comprometimento e um melhor relacionamento dos Conselheiros,  uma maior união e unidade de propósito de todos, ainda que respeitadas eventuais e salutares divergências.  

Nas reuniões ordinárias e extraordinárias que  realizamos ao longo do período,  todas as questões sempre foram ampla e transparentemente debatidas, com seriedade, respeito,  lealdade e qualificadas com a efetiva participação de todos os conselheiros presentes. Ao longo destes dois anos de mandato, realizamos 21 (vinte e uma) reuniões do Conselho, ou seja, quase uma reunião por mês, sendo que 07 (sete) delas (1/3)  para levar ao conhecimento do órgão e discutir todos os assuntos relacionados com o  “Projeto Arena”, em face da sua  relevância e magnitude. 

Levamos para apreciação do Conselho Deliberativo, por 02 (duas) vezes, as propostas de redução de 30% para 20% do percentual mínimo de votos necessários, na Assembléia Geral, para eleição proporcional de uma chapa para o Conselho Deliberativo do Grêmio e do percentual mínimo de votos necessários no Conselho Deliberativo, para aprovação prévia de uma chapa para concorrer ao Conselho de Administração do Grêmio. Tais propostas não foram aprovadas por não alcançarem o quórum qualificado exigido para alterações estatutárias.       

Encaminhamos,  para a Comissão de Assuntos Legais e Estatutários, durante o ano de 2009, várias propostas apresentadas para alteração do Estatuto Social vigente, que estão sendo examinadas e serão debatidas e apreciadas durante o corrente ano,  e, se aprovadas, serão adotadas para os episódios eleitorais posteriores aos do corrente ano. 

Retomamos,  juntamente com o Conselho de Administração do Grêmio e a Comissão de Planejamento Estratégico, já com enfoque no “Projeto Arena”,  a estruturação do planejamento estratégico do Grêmio (2009/2013), vital para o desenvolvimento, o crescimento e os interesses do clube, inclusive com a realização de um Workshop sobre o assunto, no dia 14/11/2009,  no Hotel Deville.  

Concluímos, através da Comissão para Assuntos Eleitorais, o Regimento Eleitoral do Grêmio, ora em fase de adaptação ao Estatuto vigente, para reger as eleições que se realizarão no corrente ano.  

Por fim, temos participado, sempre que possível, das reuniões dos movimentos políticos, com o objetivo de congregar, trocar idéias, ouvir sugestões e anseios,  objetivando construir, juntamente com os grupos e principais lideranças, o já referido  processo de entendimento político com a agenda de assuntos convergentes e de  interesse do Grêmio, condição essencial para assegurar a continuidade política e administrativa do Clube e êxito nas futuras gestões.

SI – O “sonho” de todos os gremistas é ver uma grande união dos grupos políticos tricolores. O senhor avalia isso como sendo apenas um sonho ou algo possível de ocorrer na prática ainda em 2010?

RR –  A divergência faz parte e é boa para a convivência política, desde que se tenha como foco e objetivo sempre o bem do Grêmio e não deste ou daquele grupo político. A razão de existir dos grupos deve ser o Grêmio. E só o Grêmio. Com este entendimento, se a unidade que  estamos perseguindo, como anteriormente visto, é o melhor caminho para o Clube,  nada será somente um “sonho”.  
 
SI – Na sua opinião, a existência de 10 grupos políticos é salutar ou essas divisões prejudicam o Clube? 

RR – A existência  de grupos políticos  é salutar, desde que o Grêmio esteja sempre acima de tudo. É certo que existem divisões, mas identificamos também muita afinidade entre os grupos em matérias importantes e de interesse do Grêmio, circunstância que facilita o trato dos temas em debate. O importante, no nosso sentir, e como já se disse, é que terminada a eleição, estejamos todos juntos, ao lado dos eleitos, trabalhando para tornar o clube cada vez maior e bem sucedido no campo esportivo. 

SI – Para finalizar, considerando o quórum das últimas eleições e o número de associados aptos a votar, como fazer para que o eleitor  tricolor com direito a voto vá até o Olímpico exercer o seu direito em um número realmente expressivo?  

RR – Acho que o quórum da última eleição para Presidente do Conselho de Administração do Grêmio foi significativo, haja vista que compareceram 5.365 sócios votantes, segundo apurado pela Comissão Eleitoral.   Cremos que uma efetiva  atuação dos  dirigentes executivos e conselheiros motivará mais ainda o comparecimento dos associados, aumentando consideravelmente o número de votantes. Por outro lado, os associados precisam se conscientizar da realidade hoje existente.

São eles que, juntamente com o Conselho Deliberativo, definem o futuro do Grêmio e  têm o dever e a responsabilidade de bem analisar as propostas apresentadas nas campanhas eleitorais, votando com consciência.  

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47 comentários

  1. Excelente a iniciativa dos moderadores em iniciar essa série de especiais.
    O Sempre Imortal sai na frente e vai pautar muitas conversas de bastidores.
    E Régis está de parabéns pela forma como respondeu essa entrevista, respostas boas.

  2. O Raul Régis de Freitas Lima é uma das pessoas que mais admiro na história parlamentar e administrativa do Grêmio desde que me entendo por gente. Na minha adolescência, o conheci como o Dr. Grenal. Pouco depois de terminar a faculdade, fiquei embasbacado com o fato de o nome dele não ter estado na nominata de nenhuma chapa durante algumas eleições. Até hoje não descobri os motivos dessa inaceitável falha de TODOS os movimentos e – obviamente – também da noss Câmara Alta (Conselho Consultivo) sem exceção.

    Parabéns aos moderadores pelo pontapé inicial nessas questões.Também acho, a exemplo do Luís, que as eleições devem ocorrer SEMPRE no sábado imediatamente seguinte à última rodda do Brasileirão do ano em questão. Estou ciente de que o período de contratações já estará em andamento nesse instante. Porém, questões como pré-temporada, comissão técnica e dirigentes de futebol (se houver necessidade de troca nessas funções) – a mmeu ver, a parte mais delicada do processo – terão prazo de sobra.

    Fora o natural silêncio protocolar que faz parte da liturgia do cargo quando surgem questões que exigem respostas taxativas antes da hora, creio que foi esclarecedora a entrevista: o projeto da redução da cláusula de barreira foi apresentado DUAS vezes ao CD… DUAS!!!

    Espero que a apreciação da demanda pela possibilidade de os suplentes disponíveis virem a poder votar em substituição dos conselheiros titulares ausentes seja relativamente rápida e traga resultados positivos.

    []’s,
    Hélio

  3. O Raul Régis é uma das pessoas mais lúcidas da política do Grêmio.
    Esse merece ser reeleito presidente do Conselho e numa nova gestão dar um basta nas faltas dos conselheiros.
    E o Sempre Imortal tá de parabéns em trazer esse assunto antes que a demagogia dos movimentos entrem em campo.

  4. ACONSELHO A TODOS OS ( MOVIMENTOS POLITICOS ) DO GREMIO A SE ” REUNIREM ” , E VOTAREM TODOS PELAS — ELEICOES EM GERAL DO CLUBE APOS , O FINAL DO BR . OKKKKK . ASSIM TODOS GREMISTAS FICARIAM FOCADOS NO TIME NEEEEEEE .

  5. Marcos,

    Até onde sei, não é inscrição mas, sim, indicação. Quem já está no CD define a nominata das chapas. Se haverá uma, duas ou três chapas; quem define os nomes e em qual ordem, isso pra mim é um mistério.

    Mas creio que os presidentes dos movimentos e os próceres sejam quem define a lista.

    Pessoalmente, o que me causa estranhamento não é esse processo fechado de indicações mas, sim, o fato de o mesmo nome poder constar em todas as chapas.

    []’s,
    Hélio

  6. Não há inscrição individual. A inscrição é de chapa cheia.

    Tudo isso está no Estatuto publicado no site do Grêmio. Com e para acesso universal. Sem senha. Livre. Aberto. Demanda um certo tempo de estudo.

    Qualquer grupo de sócios pode formar chapa. Basta preencher os requisitos estatutários que são facílimos.

    Simplicíssimos.

    Nenhum precisa ter sido conselheiro antes nem atualmente.

    O Estatuto só impede que alguém que se associou ontem vá, hoje, mandar no Clube.

  7. Código de Ética sobre divulgação de mentiras

    Art. 4º – Os destinatários deste Código, devem abster-se de divulgar, por qualquer meio, informações cuja veracidade e procedência não tenham sido confirmadas ou identificadas.

    Art. 5º – Todas as informações do GRÊMIO a serem divulgadas à imprensa devem ser precisas e transparentes, de forma a manter a relação de confiança com os meios de comunicação e a imagem positiva do GRÊMIO junto à opinião pública.

  8. Outros artigos interessantes entre as vedações

    Art. 14 – Receber vantagens indevidas, tais como doações, comissões, benefícios ou cortesias, para si, familiares ou qualquer pessoa.

    Art. 15 – Atuar ou representar, de qualquer forma, em prejuízo aos interesses do GRÊMIO.

    Art. 16 – Fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno do GRÊMIO, em benefício próprio, de parentes, amigos, atletas ou em divulgação junto ao mundo externo do GRÊMIO.

    Art. 17 – Usar funcionários, bens e serviços do GRÊMIO em benefício próprio ou de terceiros.

    Art. 18 – Vincular o seu nome ou o do GRÊMIO a empreendimentos de cunho manifestamente duvidoso, ou deixar que terceiros se aproveitem da sua boa imagem para os mesmos fins.

    Art. 19 – Fazer conscientemente promoções, comunicações ou publicidades enganosas em nome do GRÊMIO.

    Art. 20 – Valer-se do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e influências, para obter qualquer favorecimento, para si ou para terceiros.

    Art. 21 – Reter, alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar para providências.

    Art. 22 – Retirar das dependências do GRÊMIO, sem estar legalmente autorizado, qualquer documento, livro ou bem pertencente ao patrimônio.

    Art. 23 – Envolver-se na transferência de atletas, devendo abster-se de gratificações e favorecimentos ligados a valores financeiros.

  9. Em destaque

    Art. 15 – Atuar ou representar, de qualquer forma, em prejuízo aos interesses do GRÊMIO.

    Art. 16 – Fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno do GRÊMIO, em benefício próprio, de parentes, amigos, atletas ou em divulgação junto ao mundo externo do GRÊMIO.

  10. formar chapa é relativamente acessível, o problema é a clausula de barreira.

    Art. 57. As respectivas eleições dar-se-ão por
    meio de chapas, que deverão conter os nomes dos candidatos:
    a) a Presidente e aos 6 (seis) cargos de Vice-
    Presidentes do GRÊMIO; ou
    b) ao Conselho Deliberativo, na condição de
    membros efetivos e suplentes.
    § 1º. As chapas deverão ser registradas na
    Secretaria do GRÊMIO no mês de setembro do ano das eleições, no
    prazo de 5 (cinco) dias, contados da publicação do anúncio convocatório
    da Assembléia Geral.

    § 4°. O registro das chapas deverá ser solicitado
    ao Presidente do GRÊMIO, em requerimento assinado, no mínimo, por 30
    (trinta) Conselheiros com direito a voto, para a eleição do Presidente do
    GRÊMIO e dos Vice-Presidentes, e de, no mínimo, 50 (cinqüenta)
    associados com direito a voto, no caso de eleições dos membros efetivos
    e suplentes do Conselho Deliberativo, ficando os dois primeiros
    signatários credenciados a prestar esclarecimentos e tomar as
    providencias que sejam necessárias.

  11. Estamos sendo brindados neste blog com a entrevista do Dr. Raul Regis que, somada as que a antecederam (com os presidentes dos grupos), demonstram sem sombra de dúvidas que o nosso Conselho é composto por um expressivo número de gremistas sérios e capacitados. Vejo nas várias correntes, homens e mulheres prestando inestimáveis serviço ao clube, cada qual com as limitações que os afazeres pessoais lhes impõem, mas com a paixão que supera todos os obstáculos. Estes, são dignos de nossa admiração e construtores do modelo a ser seguido por todas as gerações de gremistas. Por outro lado, antes da grande discussão por nomes, há que se fazer uma pontual correção nos atuais critérios de assunção aos cargos eletivos. Suprimindo cláusulas que obstaculizam uma maior participação do associado no processo eletivo sob os mais variados argumento de preservação da instituição, ou então, revisando conceitos de sustentação de mandatos com arrazoados de carater meramente corporativos que na verdade tem servido apenas para a preservação de espaços conquistados nas relações de poder, dar-se-ia início a um grande processo de renovação. A constrangera defesa do absenteísmo por alguns dirigentes, é um exemplo claro de práticas “exclusivistas” que teimam em se perpetuar sob os mais variados argumentos. Por trás disso tudo e acima das diferenças políticas, há uma evidente defesa do “companheirismo”. Se assim não fosse, os próprios grupos se auto-depurariam em nome de um interesse maior: O Gremio Futebol Porto Alegrense.

  12. Darcílio,

    Perfeito: quando crescer, quero poder escrever pouco e bem como tu!
    ______

    Marcos,

    O problema é 30 conselheiros toparem subscrever a aceitação de uma nova chapa que não possua nenhum nome conhecido deles e – aparentemente – sem um indício de articulação com eles.

    []’s,
    Hélio

  13. Marcos,

    O sistema é muito antigo e conservador. Foi pensado para que todos os novos postulantes não tenham escolha: é necessário definir-se por um movimento político qualquer. Do contrário, fazer-se conhecido, encontrar conselheiros com os quais possa se alinhar tanto “ideológica” como afetivamente e poder fazer parte de uma chapa é mais difícil do que um suposto 13º trabalho de Hércules.

    Após essa percepção, concluí que a cláusula de barreira que limita a quantidade de chapas (e, consequentemente, a pluralidade de candidaturas) é uma barreira muito menor do que a barreira de se obter a subscrição de uma parcela pouco inferior a 10% dos integrantes do Conselho Deliberativo do clube.

    Isto significa que há uma hierarquia de barreiras em curso.

    Que fique bem claro: a crítica acima é baseada em uma constatação. Sabemos muito bem o que os defensores e os acusadores desse modelo político possuem de argumentos a oferecer.

    Como eu tenho lado, digo que não vejo problema algum em fazer parte de algum movimento e que isso é até natural. Diria que é mais importante pelo espírito de confraria do que por afeto ou ideologia.

    Há, sim, o perigo dos aventureiros ou de divisões ainda mais severas do que as que tanto criticamos e não queremos ver mais. Nesse ponto, “liberar geral” tornaria o Grêmio ingovernável.

    No entanto, Sou a favor da redução da cláusula de barreira para 20% (até cinco chapas) e para a redução da necessidade de assinatura de 30 para 20 conselheiros.

    []’s,
    Hélio

  14. Senhores.
    Com todo respeito. Sem lero lero. Sem rolando lero.
    É só formar uma chapa. Sem queixas.

    É só formar uma chapa. Quem não consegue formar tem de reconhecer a inferioridade.

  15. Quem está organizado há mais tempo obviamente tem uma vantagem. Que decorre da organização.
    Novatos são novatos. Como tal têm de se portar.

    Sem queixas. Sem reclamações.

    Ou a culpa sempre é dos outros????????????????????????

    :D

  16. Diego não sou contra a regra e a acho correta mas definitivamente não é igual pra mim e pro Dourado, Obino, Cacalo….

  17. O assunto não é relativo ao post, mas é demasiado sério para esperar outra oportunidade. Agora a pouco, mesmo triste e resultado do Grenal, meu primo foi ler o blog do jornalista Ricardo Vidarte, e deparou-se um comentário muito sério do jornalista, e me avisou por msn, não acreditei que ele teria escrito tal coisa, e fui verificar, e lá está isto:

    Nome: Çaça
    eai vidarte que coisa esse time do gremio hein uam zaga fraca o silas ainda me tira o goleador ne oque tu achou da substitiçao?

    (editado: e tem conselheiro ganhando salário no Grêmio. Não pode ganhar. O cara já quebrou uma série de empresas como gerente ou administrador, e agora, está levando grana do tricolor. Assim não dá meu.)
    Data: 31/01/2010 Hora: 21:45:04

    GOSTARIA DE SABER DOS CONSELHEIROS O QUE SIGNIFICA ISTO? A PARTE ONDE DIZ EDITADO, É A RESPOSTA DO JORNALISTA AO TORCEDOR QUE COMENTOU NO POST, MAS QUE CONSELHEIRO É ESSE QUE ESTÁ LEVANDO GRANA DO GRÊMIO? E SE NÃO FOR VERDADE, A DIREÇÃO DO GRÊMIO DEVERIA RESPONSABILIZAR JUDICIALMENTE O JORNALISTA, NÃO PODE UM CLUBE COMO O GRÊMIO SER ALVO DESTE TIPO DE COMENTÁRIO E NADA SE FAZER. COMO TORCEDOR, GOSTARIA DE UM ESCLARECIMENTO.

  18. Almeida

    É igual sim. Diferente é a história de uns e outros. É o reconhecimento de uns e outros pela torcida.

    Essa é a única diferença.

    Pelo menos, essa é a essência da questão.

    Te dedica ao Grêmio como eles fizeram e vais empatar.

  19. Parabéns ao blog por já estar “se coçando” em relação às eleições. É importante levar ao torcedor em geral este tipo de informação.

    Quanto ao último comentário do Diego sobre “reconhecimento e história”, estes são critérios meramente subjetivos. Afinal de contas, ter o Guerreiro no Conselho Consultivo do CD, ou é um reconhecimento por ele quase ter falido o Grêmio na gestão ISL, ou seus fatos se perderam na história.

    Concordo com o Marcos. O clube ainda é muito conservador com um sistema seletivo que se auto protege.

    Mais uma vez, excelente iniciativa do pessoal do SI. Parabéns!

  20. Então não te queixa.
    A regra é igual pra todos.
    Uns são mais competentes que outros ou são mais experientes ou são mais trabalhadores ou tem mais biografia ou…..ou…….ou…..

    Mas a regra é igual pra todos.

    Sem nhenhenenehnehnenenhhhhhhhhhenhen

  21. Diego,

    Não estou reclamando. Porém, a regra NÃO É igual para todos. No momento em que uma quantidade X de conselheiros precisa assinar a AUTORIZAÇÃO para que uma determinada chapa possa concorrer ao pleito, isso determina necessariamente a necessidade de NOVOS associados dispostos a ajudar o clube de maneira parlamentar que não pertençam à mesma rede social dos conselheiros antigos a terem que beijar a mão para serem aceitos.

    O método é idêntico ao da política do Café com Leite, um método informal de hegemonia a partir da facilidade da manutenção dos pares no poder e da imposição de uma série de barreiras para a entrada de novos atores no processo.

    Mesmo em tempos democráticos e pós-ditadura formal (porque, informalmente, o Brasil ainda é uma ditadura devido à manutenção da escassez e da exclusão como uma forma de manter os mesmos no poder), a lei não é feita para todos. Nenhum juiz de Direito tem como me convencer disso. Posso obedecer e propor leis, mas isso não muda nada.

    Quando a instituição é originada em castas, para fazer parte dela, enquanto não houver uma abertura verdadeira, é necessário fazer parte de um movimento, participar de reuniões, propor projetos, fazer amigos, etc.

    Esse processo não é tirano, mas também está longe de ser uma solução que contemple uma visão mais holística de aglutinação de inteligências.

    []’s,
    Hélio

  22. Desculpa, Hélio. Quando um intelectual do teu nível comete um equívoco dessa grandeza, eu digo que o sistema está muito bem.

    Há pessoas que não tem preparo para algumas coisas. São até gênios em algumas e deficientes em outras.

    Vejamos o que foi transcrito pelo ALMEIDA EM COMENTÁRIO ANTERIOR

    § 4°. O registro das chapas deverá ser solicitado
    ao Presidente do GRÊMIO, em requerimento assinado, no mínimo, por 30
    (trinta) Conselheiros com direito a voto, para a eleição do Presidente do
    GRÊMIO e dos Vice-Presidentes,

    e de, no mínimo, 50 (cinqüenta associados com direito a voto,

    no caso de eleições dos membros efetivos
    e suplentes do Conselho Deliberativo, ficando os dois primeiros
    signatários credenciados a prestar esclarecimentos e tomar as
    providencias que sejam necessárias.

    VEJAM BEM: NA ELEICÃO AO CONSELHO DELIBERATIVO, AS ASSINATURAS SÃO DE SÓCIOS e náo de Conselheiros.

    Morre toda a argumentação.

    Quem lê certo tem de ter vantagem sobre quem lê errado. E escreve teses quilométicas baseado em simples leitura equivocada.

    Com toda a simpatia.

  23. E o caso do conselheiro do relógio, do tiro, da sacanagem com o Bettiol, da briga que provocou do outro lado da geral com a Máfia … A regra para ele é igual ? Até hoje nada. O entrevistado nada falou disto. Por que ? No Grêmio como em tudo que é lugar há protecionismo, a regra não é igual não.

  24. Não, Hélio. “E”remete a uma segunda hipótese.

    1a hip – eleição para o o Conselho de Administração

    E

    2a. hip – eleição para o Conselho Deliberativo.

    Cada uma com os respectivos requisitos.

    É bonito reconhecer quando não se tem razão.

  25. ou não Diego
    o E pode ser 30 assinaturas para Presidente, E 30 + 50 para o CD…

    questão de interpretação

    o que mais me incomoda nessa discussão toda não são os numersoe regras mas o frequente aparecimento de um discurso, em que aqueles que não pertencem ao metier devem com disse o Helio beijar a mão ou então se matarem feito uns doidos em serviços pról clube…

    ou seja as pessoas valem mais pelo suor do que pela sua capacidade….

  26. “…e de, no mínimo, 50 (cinqüenta associados com direito a voto,

    no caso de eleições dos membros efetivos
    e suplentes do Conselho Deliberativo, ficando os dois primeiros
    signatários credenciados a prestar esclarecimentos e tomar as
    providencias que sejam necessárias.”

    Nunca ninguém antes, na face da terra, tinha levantado interpretação de que o “no mínimo…..no caso de……” significasse MAIS (náo escrito nem subentendido) no mínimo…

    Até porque não teria NENHUMA LÓGICA. Seria a interpretação pelo absurdo.

    São duas eleições independentes com regras independentes.

    Preenchido o NO MÍNIMO, está preenchido TUDO O QUE É NECESSÁRIO.

  27. POXA GENTE.
    COMETER UM ENGANDO DE LEITURA – PRINCIPALMENTE QUANDO NÃO SE TEM PRATICA EM TEXTOS LEGAIS – É MAIS DO QUE NORMAL.

    MAS FICAR INSISTINDO EM INTERPRETAÇÕES ESDRÚXULAS, CONTRA O QUE ESTÁ ESCRITO E CONTRA A LÓGICA – É CONSTRANGEDOR.

    É O CASO DE ENGOLIR EM SECO, AGRADECER, MUDAR O DISCURSO E PARTIR PRA OUTRA MAIS FAVORÁVEL.

  28. Às vezes a confusão é do texto. Outras vezes é da cabeça de que lê.
    Todos corremos os risco. Ninguém está livre.
    Ms a teimosia. Bem, a teimosia….

    + Escrever bem é pensar bem. Uma pessoa confusa não escreve bem, claro, já que seu texto é a expressão inevitavelmente fiel de sua mente atrapalhada. Para produzir um texto que funcione e agrade é fundamental que se tenha idéias que funcionem e atraiam. Conclusão: pense (como antes de cada ato) muito, e pensar muito é pensar bem. A vida é ritmo, continuidade. Quem reflete todos os dias (assim como quem faz ginástica todos os dias) tem uma mente saudável, ágil, (é bom recordar: e lê todos os dias) e na hora de escrever vai longe, sem cansar sua mente nem esgotar a paciência do leitor.
    texto de Paulo Betancourt

  29. Marcos:

    GARANTO

    Agora sim. Bem que sempre pensei que eras um sujeito inteligente. É por aí. Não adianta ficar teimando. Tem de ir pra parte prática.

    Por que não perguntam ao Presidente Régis ou à Comissão Eleitoral ou peçam a algum advogado experiente como p. ex. o Dr. Carlos Josias pra examinar e dar uma opinião? Perguntem ao entrevistado Dr. Fadel pra responder como jurista.

  30. Marcos: Me dei conta de uma coisa: por que não perguntar pro integrante de alguma dessas comissões.

    Legais e Estatutários: Fernando Antônio Zanella, Genaro Borges, Ricardo Seibel de Freitas Lima, André Luiz Planella Villarinho, Rui Costa dos Santos, Nilton Cesar da Silva Lima.

    Assuntos Eleitorais: Genaro Borges, Cláudio José Batista da Rosa, Renato Kliemann Paese, Francisco José Moesch, Gabriel Pauli Fadel, João Lauro Gomes Noguez, Jorge de Souza Sant’anna, Milton José Munhoz Camargo, Apolinário Krebs Cardoso, Claudio Ness Mauch, Jorge Eduardo Saraiva Bastos.

  31. EXATAMENTE: se temos que confirmar, o texto é interpretativo.

    Se é interpretativo e não deveria ser, precisa ser reescrito.

    Se estou equivocado e for por pressa ou ignorância, mea culpa. Mas se for porque a intenção é a de preservar um modelo de discurso canonizado apenas para que uma única especialidade social ou profissional seja capaz de decifrar ou de fazer valer a sua ótica, então é preciso traduzi-lo.

    Não me entendam mal: luto contra isso na área da Comunicação, na Economia, na Psicologia e na Engenharia. Quando procurar no dicionário ou conhecer gramática não basta, é sinal de que faltou pensar na possibilidade da dubiedade ou, então, foi proposital para que a interpretação varie de acordo com quem aceita ou não e de quem é aceito ou não.

    Não falo apenas sobre questões jurídicas nem apenas sobre o caso do Grêmio em si. Este foi um exemplo de dubiedade encontrado aqui. E tomara que seja o único.

    []’s,
    Hélio

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