ESPECIAL ELEIÇÕES 2010 – Jorge Bastos / MGN

Após contato mantido com o conselheiro gremista Jeferson Thomas, viagra integrante do Movimento Grêmio Novo, malady que prontamente se colocou a disposição dos moderadores do Blog GRÊMIO SEMPRE IMORTAL para que os questionamentos a cerca do tema ELEIÇÕES 2010 chegasse até o seu grupo, estamos publicando as respostas às questões apresentadas ao presidente do MGN Jorge Bastos.

Boa leitura a todos.

SI – O ano de 2010 será importante para o Clube também fora do campo. Em 2010 teremos 03 eleições importantes para o Grêmio – renovação do Conselho, eleição da mesa do Conselho e eleição da Diretoria Executiva do Clube). Qual a sua expectativa para esses 3 processos eleitorais?

JB – Acreditamos que será uma grande oportunidade para consolidar a participação dos associados na vida política do Grêmio. O debate deve ser focado em projetos e propostas, evitando discussões de caráter pessoal. A primeira eleição (renovação do Conselho) deverá influenciar nos dois pleitos seguintes. Para o Grêmio Novo que nos últimos 10 anos lutou por eleições diretas para Presidente e proporcionais para o Conselho Deliberativo é a consolidação da democracia no clube. 
 

SI – A última eleição para a renovação do Conselho Deliberativo – 2007 – foi muito disputada, tendo a chapa 3 garantido a sua representação no Conselho por pouquíssimos votos. O senhor acha que essa situação possa se repetir com uma chapa polarizando os votos dos associados ou teremos uma eleição mais equilibrada?

JB – Não temos dúvida que esta eleição será mais equilibrada. As condicionantes de 2007 são diferentes das de 2010. Em 2007 a chapa 1 da situação era composta pelo MGN, MGI, Sempre, Mulheres Gremistas, Menino Deus, Sem fronteiras e Escolinha. Havia um bom número para renovação na nominata. Além disso, houve um amadurecimento político dos movimentos e dos sócios do Clube. Também temos um incremento na população de votantes. Lamentavelmente os índices de barreira (30%) são muito altos, porém, estaremos novamente em 2011 protocolando proposta de alteração estatutária visando à redução destes limitadores para 20 ou 15%.
 
SI – O senhor considera possível imaginarmos uma eleição para o Conselho com apenas 2 chapas registradas ou teremos a repetição do cenário da última eleição com 3 chapas?

JB – Acreditamos que teremos no mínimo 3 chapas. Os conselheiros que renovam em 2010 são os eleitos em 2004, última eleição para o Conselho pelo sistema antigo onde a chapa com a maioria dos votos vencia as eleições e ocupava todas as vagas. Após a reforma do estatuto foi modificado para eleições proporcionais com índice mínimo de 30%. Estes dias eu fiz uma análise dos conselheiros com mandato 2004-2010 eleitos pela chapa Grêmio Vencedor e percebi que mais de 70% são conselheiros integrantes ou simpatizantes dos movimentos que hoje compõem o G6. Como existe uma forte movimentação com vistas à renovação e maior participação de representantes dos associados é muito difícil termos uma chapa representando todo o G6. Gostaria de frisar que esta é uma opinião pessoal. É uma leitura do processo político com base na minha percepção podendo eu estar totalmente equivocado. Já os movimentos que hoje não estão na gestão do clube ( MGN, MGI e sem Fronteiras) renovam apenas cerca de 20 conselheiros. Se neste momento me perguntassem quantas chapas teríamos na eleição para o Conselho Deliberativo, eu responderia em 4 chapas.
 
SI – Muito se tem falado, discutido, escrito sobre a questão das ausências dos conselheiros nas reuniões convocadas pelo Conselho, onde uma forte cobrança recai sobre o presidente do Conselho Deliberativo quanto a não aplicação do art. 66 do Estatuto Social do Clube. O senhor não acha que seria uma excelente oportunidade para que os atuais grupos políticos existentes iniciassem uma “depuração” dos quadros do Conselho, excluíndo de suas chapas aqueles conselheiros que são reconhecidamente ausentes, repartindo essa responsabilidade quando da montagem de suas chapas?

JB – Com certeza é um ótimo momento para realizar esta avaliação e renovar. Nas eleições de 2007 fizemos um exercício neste sentido. Não incluímos na nominata da chapa um bom número de conselheiros ausentes. É claro que a reação contra o MGN foi muito forte, com reflexo até hoje, porém, mantivemos este critério. 

SI – E falando na não aplicação do art. 66 do Estatuto, como se justifica o apoio que o seu movimento deu ao então candidato a presidência do Conselho Deliberativo, Luis Madeira, que sabidamente não comparece as reuniões do CD e que ja deveria ter sido excluído do mesmo no caso de termos a aplicação do mencionado artigo?

JB – Quando o MGN iniciou as discussões com vistas à eleição para Presidente do Conselho Deliberativo consignamos 2 nomes: Adalberto Preis, já que era vice e o Raul Régis de Freitas Lima, que na época estava na Europa. O nome escolhido foi o do Régis. Ocorre que as conversas não evoluíram e surgiu o nome do conselheiro Madeira. Posteriormente, quando o Régis voltou da viagem foi lançada sua candidatura pelo Imortal , porém, já havíamos firmado compromisso com o Madeira. Na véspera da eleição, eu e mais alguns integrantes do MGN, almoçamos com o Régis, Renato Moreira e Juliano Ferrer. Explicamos nossa simpatia pela candidatura do Raul Régis, porém, já havíamos nos comprometido com o candidato Madeira. Todos, inclusive o Régis, entenderam nossa posição. Importante aproveitar este momento para elogiar a atuação do nosso Presidente do Conselho Deliberativo. É um democrata e esta conduzindo as discussões no âmbito do Conselho com maestria.        
 
SI – Qual a sua opinião quanto a possibilidade da presença de “figuras folclóricas” integrando chapas que irão concorrer para o Conselho Deliberativo? O senhor acha que pode ocorrer uma contribuição ao Clube ou isso não passaria de um apelo politico-eleitoral?

JB – Não tenho nada contra “figuras folclóricas”, sejam elas ex-jogadores, políticos, pessoal da mídia, entre outros. O importante é que queiram e possam colaborar com o Grêmio.
 
SI – Como o senhor avalia a presença, ou melhor, a ausência no Conselho de conselheiros eleitos mas que estão licenciados na forma do Estatuto.

JB – Se for por questão de saúde e/ou profissional; ser provisória  e estiver enquadrado estatutariamente, não vejo problemas. 
 
SI – Na sua opinião, o associado eleito para ser conselheiro e não possui condições de se fazer presente nas reuniões (seja por razões profissionais e/ou particulares) e que se licencia da condição de Conselheiro não deveria renunciar e abrir a vaga para outro gremista que realmente queira e tenha interesse e condições de ajudar o Grêmio?

JB – É uma questão de fórum íntimo. Eu, Jorge Bastos, nas condições apresentadas na pergunta, renunciaria.  

SI – Em 2008, quando da campanha do conselheiro Antonio Vicente Martins, foi formado o bloco de oposição Grêmio Novo/Grêmio Independente/Grêmio Sem Fronteiras. O senhor acredita na repetição desse bloco para as eleições deste ano?

JB – Antes disso, em 2007, formamos uma chapa da situação para eleição do conselho com MGN, MGI, Sem fronteiras, Núcleo das Mulheres, Grêmio Sempre e Grêmio Menino Deus. No ano seguinte, nas eleições para Presidente, estiveram juntos, apoiados pelo Presidente Odone, por isso, a meu ver, representando a situação, MGN, MGI e Sem Fronteiras. A formação das coligações entre os movimentos para as eleições em 2010 dependem da unificação das propostas no caso do Deliberativo e de um plano de governo, no que tange ao executivo. Hoje seria uma tendência a formação de uma chapa com estes 3 movimentos. Contudo estamos abertos para a participação de outros movimentos, desde que haja similaridade entre os projetos e proposições. 

SI – Na gestão do Presidente Odone, dois episódios tiveram a participação do seu grupo e gostaríamos de saber como isso é explicado aos nossos leitores:
a) caso Britto, onde o Grêmio Novo apoiou o nome do ex-governador Antonio Britto para substituir o então Presidente Paulo Odone;

JB – Na época houve um consenso entre as lideranças que se reuniam para discutir o projeto Arena que o Presidente Odone deveria presidir a Grêmio Empreendimentos se afastando da Presidência do Clube. Para presidir o Grêmio foi pensado em alguém com uma visão empresarial a fim de profissionalizar a Gestão do Clube. Surgiram vários nomes: Jorge Gerdau, Alexandre Grendene, Ricardo Vontobel, entre outros, inclusive do Britto, que aceitou desde que fosse por consenso. Este assunto foi levado ao MGN e realizamos uma reunião para deliberarmos. A reunião foi acalorada e com muita discussão. Na hora de decidirmos pesou o fato de estarmos na Gestão e a maioria votou por apoiar a decisão da Direção do Clube.

b) em reunião do Conselho Deliberativo que tratava da leitura do relatório da comissão de ética relacionado ao ex-Presidente Guerreiro, o conselheiro Eduardo Antonini, nome forte do Grêmio Novo, votou pelo arquivamento do relatório. Reiteramos, como explicar isso ao associado gremista?

JB – Não somente o Antonini é nome forte do MGN, como todos que integram o nosso grupo são nomes fortes. No Grêmio Novo não temos “caciques”. Todos têm os mesmos direitos e os mesmos deveres. No que tange à pergunta estávamos prontos para ouvir o relatório da comissão de ética. Iniciou uma série de manifestações de ex-presidentes e demais conselheiros. Após houve manifestação dos advogados. Uma das teses apresentadas era a de que o Conselho não deveria tomar uma posição antes de uma decisão do judiciário. Perto da meia-noite o Presidente do Conselho, Mauro Knijnic, colocou em votação nominal a leitura do relatório. Estávamos a direita da mesa. Eu, o Maurício e o Karan ( éramos apenas 4 conselheiros titulares na época ) , votamos pela leitura. Na nossa frente observamos que o Homero, o Vicente e outros integrantes do MGI também votaram a favor da leitura. E o Antonini? Ele estava junto com o outro Vice-Presidente, César Pacheco, e seguiu a tese da Direção de aguardar decisão do judiciário. Posteriormente conversamos com o Antonini e este explicou que como não tínhamos fechado questão sobre o tema e o posicionamento da Gestão era de aguardar a justiça, ele como Vice-Presidente votou com a Direção. Esta é a explicação dos fatos. Quanto aos sócios, eles que julguem tudo que fizemos nos 10 anos de existência do MGN e depositem ou não a sua confiança por meio do seu voto.    
 
SI – Ao longo de 2009, um dos fatos negativos ligados ao seu movimento foi a publicação de uma coluna chamada De Canela, onde feita a avaliação de um dos jogos do Grêmio no Campeonato Brasileiro, tivemos a utilização de termos depreciativos ao nosso Clube, sugerindo que só ganharíamos do “Tabajara Futebol Clube” e o pior, de forma pública se “torceu pela lesão de um profissional que vestia as cores do Grêmio”. Como justificar isso perante o associado gremista?

JB – Nosso torcedor gosta de discutir futebol. Tentamos colocar um pouco daquilo que a torcida fala nos corredores do Olímpico e do nosso cotidiano. A questão do Tabajara Futebol Clube foi referente ao nosso time que tinha a pior campanha fora de casa. Acho que ganhamos somente do Náutico. No caso do Léo ele tinha se lesionado e foi insinuado pelo “de canela” que a zaga sem ele ia melhorar. Acho que nos dois casos houve um exagero, tentou-se ser hilário e ultrapassou o limite da crítica. Uma piada de mau gosto; sem graça. Quanto ao associado gremista, ele entendeu o que se quis expressar. Na verdade o associado gremista, como todo o torcedor, movido pela paixão, estava muito chateado com a performance do time em 2009. O “de canela” expressou esta indignação da torcida ultrapassando os limites da crítica.
 
SI – O movimento que o senhor preside participará desse processo eleitoral de que forma? Já existe alguma articulação política para isso?

JB – O MGN participará ativamente dos 3 processos eleitorais, seja com candidatos próprios ou apoiando determinado bloco que incorpore nossos projetos e conjunto de propostas. É uma exigência das centenas de associados simpatizantes do MGN. Sim, estamos participando de eventos e promovendo reuniões com grupos de associados e movimentos da situação e da oposição.
 
SI – Quantos conselheiros ligados ao seu movimento estarão renovando em setembro?

JB – Apenas 4, eu, o Antonini, Karan e o Maurício. A maior parte dos nossos conselheiros têm mandato até 2013. Vê-se, portanto, que o MGN oportuniza uma bela chance para participação de associados com liderança e que queiram contribuir com o Clube na forma de colaboradores e/ou conselheiros.
 
SI– O “sonho” de todos os gremistas é ver uma grande união dos grupos políticos tricolores. O senhor avalia isso como sendo apenas um sonho ou algo possível de ocorrer na prática ainda em 2010?

JB – A união tem que acontecer sempre. O que temos que ter é maturidade política suficiente para entendermos que o processo eleitoral é passageiro e consubstanciado na discussão de propostas e projetos. Foi dado um exemplo de união entre os movimentos na nota de apoio ao projeto Arena ( com exceção de um grupo da situação), deixando claro que sim, é permitido sonhar com uma grande união dos grupos políticos, sem precisar abrir mão dos processos eleitorais.  
 
SI – Para finalizar, considerando os quóruns das últimas eleições e o número de associados aptos a votar, como fazer para que o eleitor tricolor com direito a voto vá até o Olímpico exercer o seu direito em um número realmente expressivo?

JB – Realizando um debate de alto nível; conscientizando os associados da importância do voto e da influência do mesmo no destino do clube; facilitando o acesso ao direito de exercer o voto, seja pela disponibilização de urnas no interior do estado e/ou quiçá, com a possibilidade de votação pela Internet. Temos esperança de um número expressivo de eleitores, tornando o sócio o verdadeiro protagonista destas eleições. 

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16 comentários

  1. EXCELENTE A ENTREVISTA. Não sabia que o Jorge Bastos estava presidente do MGN, bela surpresa. Lembram que elogiei aqui a postura do MGN neste ano 2010 na oposição ? Nada é de graça, esta postura tinha um nome. Agora sei. É a maior e mais experiente expressão do Grupo, com ele estamos diante de um movimento forte e, repito, sobretudo de seriedade e postura.

    Importante revelação sobre o caso Brito: como sempre sustentei, agora a comprovação, o DR.ODONE ocultou de alguns Vices e de Grupos aliados ( no caso, de mim e do Imortal, e do G Unido ) o urdido plano Brito. Como sempre sustentei, também, ODONE É POLITICAMENTE INCONFIÁVEL ! Depois que estourou a porcaria ele me procurou a mim e querendo intermediação para chegar no Renato para pedir ajuda no ´plano`: tarde. Francamente. Ele na verdade passa por cima e troca de aliado como quem troca de cuecas, e o único aliado efetivo dele é ele próprio, e, claro, o Carioca… Um dia se juntou ao MGI, noutro o descartou – Krieger – depois se juntou de novo; não foi diferente com o próprio MGN, porque ele puxou o tapete do Antonini, mas como este depende da popularidade dele para se projetar ( na troca de ´favores` fez o que o patrão mandou no caso Guerrero que, agora se vê, não foi a posição do Grupo que capitaneado pelo Bastos tomou atitude digna ), se importou menos que a maioria do Grupo que estava indignada no dia da escolha dos representantes da GE em que o Odone, no conselho, fez somente sua própria defesa, se retirou e entregou um pirulito pro Aliado. O único que foi lá defendê-lo foi o Vicente: sem voz e sem mais influência, falou paras as paredes. Prá compensar o Pacheco lhe deu uma rasteirinha na ultima eleição ( o poder é formidável ) e ainda no jantar de lanamento da chapa subiu ao palco pegou o microfone e lascou: vivi dois anos de diatudura …. ahhhhhhhhhhhmmmmmmmmmmm ! Por que ficou ? Eu peguei minhas coisas e fui-me !

    Repito, a entrevista está excelente, rspostas objetivas e positivas. Não tenho dúvida alguma, com Bastos na Presidencia do MGN este grupo amadurece consideravelmente e ganha em credibilidade. Parabéns ao Jorge com quem tive a honra – este sim – de dividir a Vice Presidência do Clube.

  2. Um forte abraço ao Bastos, que é um cara muito especial. Gente boa, honesto, ponderado e extremamente bem informado. Isso ocorria mesmo antes de o MGN ter tido a chance de mostrar trabalho tanto em Obino como em Odone.

    Falta alguém do MGN no Costela no Rolete. E há muitos caras legais nesse movimento. Não é só o Bastos!

    []’s,
    Hélio

  3. Grande Bastos, lembro que em 2005 fiz um contato via email com ele logo que surgiu o assunto de “reforma do olímpico”, em meio à segundona, que depois derivou para a Arena. Me recebeu na direção, sem sequer saber quem eu era e de onde vinha.

    Sonho em ver o consenso no clube, não o consenso burro e cardinalesco; mas uma composição que pegue o que há de melhor em cada movimento. Uma chapa única para o CA, por que não.

    No atual momento do clube a disputa política não acresecentará nada. Usem os movimentos como forma de selecionar e criar lideranças novas e não como forma de disputa ou acesso de um único grupo ao poder do clube.

  4. Não conheço o Jorge Bastos, mas se todos dizem ser uma figura diferenciada, deve ser.
    Só que lendo essa entrevista não com olhos de quem priva da amizade, encontrei alguns furos:
    – quem vai no site do GN pode ler que eles tem 2 conselheiros licenciados. Que façam como o Jorge Bastos disse, renunciem e abram lugar pra tantos gremistas que gostariam de estar lá ajudando.
    – se ele não tem nada contra os folclóricos, o próximo integrante da lista deles pro conselho vai ser o Gaucho da Copa. Pra quem tem o Greminho, o Gaúcho da Copa é um pulo. Ou então o motorista de taxi que se fantasia conforme a ocasião. Esse puxa votos.
    – votaram no Madeira, mas queriam o Régis? É um ou o outro. Os 2 não podem. Isso parece coisa do PMDB que quer sempre ser situação.
    – a disputa política tem que ser dentro da ética, nunca chamando o presidente eleito democraticamente de RAINHA DA INGLATERRA ou TORCENDO PELA LESÃO DE UM JOGADOR – De Canela.

  5. Josias.
    Tu és um baita conciliador. Parabéns.

    Luís Felipe.
    1. O J Bastos disse claramente que esta é uma questão de forum íntimo, e que ELE renunciaria. Como os dois conselheiros licenciados não são “ËLE”, não vejo aí nenhum furo.
    2. J Bastos afirmou não ter nada contra figuras folclóricas desde que queiram e POSSAM colaborar com o Grêmio. O motorista de taxi que se fantasia, pode? Se não pode então não se enquadrado na abertura que Bastos dá. Portanto não há furo nenhum aí também
    3. Concordo contigo quanto ao Madeira. Ao meu ver não está bem explicado. Explicou bem quanto à necessidade de honrar o comprometimento que havia, mas não justificou a incoerência de dar apoio a quem não comparece às reuniões do CD.
    4. Quanto à lesão do Léo, O Bastos reconheceu o erro. Não basta? E acho um erro dizerem que estavam torcendo por lesão. Isto também não é ético na disputa política: Flagar o erro de um adversário e aproveitar-se disto cunhando-o exageradamente. O De Canela foi infeliz ao dizer que agora a zaga iria melhorar. A crítica foi exacerbada. Mas daí para dizer que eles estavam torcendo por isto, também me parece bastante exacerbado.

    Em tempo.
    Não tenho motivo nenhum para estar defendendo o MGN. Ninguém de lá sabe ao menos que eu existo. E até já tive discussão acalorada com um dos integrantes do movimento que participava de uma certa lista de discussão. Manifesto-me (como já o fiz quando defendi que houvesse esta entrevista com o MGN) movido pelo mesmo pensamento manifestado pelo Marcos Almeida. Tenho, sim, expectativa (ainda que possa ser um pouco ingênua) de ver acontecer o consenso do qual o Marcos fala. Não creio que seguir levantando picuinhas vai ajudar em nada.
    Os moderadores do blog demonstraram grandeza abrindo este espaço para o MGN depois de terem sido (como dizem) de alguma forma descartados por alguém de lá. Também vejo grandeza nas respostas do Bastos.
    Encerro simplesmente copiando na íntegra o último parágrafo da mensagem do Marcos Almeida

    “No atual momento do clube a disputa política não acresecentará nada. Usem os movimentos como forma de selecionar e criar lideranças novas e não como forma de disputa ou acesso de um único grupo ao poder do clube”.

  6. Por não conhecer o senhor Jorge Bastos, meu juízo sobre sua pessoa fica limitado à entrevista e ao depoimento dos companheiros de blog que o conhecem mais intimamente. A exemplo dos demais, o entrevistado é adepto de uma reformulação estatutária que venha a oxigenar a vida política e social do clube. Para ser melhor entendido e sem desconfiança, gostaria de salientar, uma vez mais, que não tenho nenhum vínculo político dentro do Gremio e que minhas opiniões não tem a intenção de depreciar ou prestigiar a quem quer que seja. Nada mais são do que manifestações de um gremista apaixonado (como milhares de outros) que almejam ver instalada a harmonia dentro do clube como única forma de alcançar a pacificação. Baseado nestes dados, entendo que as restrições que são feitas ao Gremio Novo pelos adversários, em razão dos graves acontecimentos que todos conhecemos (caso Brito), são uma decorrência natural do embate político resultante do fato e dada a intransigente defesa de suas posições pelo referido grupo, consideradas, por alguns (ou muitos?), como nocivas ao clube. Quanto ao fato de ter havido no blog oficial do grupo uma desrespeitosa referência ao presidente chamando-o de “Rainha da Inglaterra” e também, um dissimulado (ou real?) desejo de inatividade de um jogador por lesão, são realmente ações que devemos todos condenar. Mas que isso não seja motivo para vociferações com conotações políticas, partidárias ou pessoais, extremadas. Se assim fosse, muitos dé nós que hoje cobramos postura de nossos pares, deveriamos fazer um “mea culpa” pela nossa conivência e/ou silêncio diante dos desmandandos muito maiores que foram cometidos em nome da democracia gremista, sob nossos olhos. Um erro não justifica o outro e devemos ser equânimes nos nossos juízos de valor. Sei que o “ranço” vai continuar, não se sabe até onde. Talvez enquanto projetos pessoais e/ou de grupos, continuarem com sua teimosa obsessão de se sobrepor aos reais interesses do clube.

  7. Boa entrevista. Mas a história do Pres do Conselho não está bem contada.
    Numa outra oportunidade ele contou outra história. Não falou em opção pelo Dr. Régis.

  8. Concordo que a entrevista foi esclarecedora. Mas o Jorge Bastos não explicou como e que se faz para apoiar 2 candidatos ao mesmo tempo. Concordo com o Diego, ta mal contata essa história.
    Ele pode ser uma grande pessoa, conforme o depoimento de tantos, mas certas máculas irão pesar sobre o Grêmio Novo [ De Canela, Rainha da Inglaterra, Caso Britto, Caso Madeira, o mais grave de todos ].
    Será que eles tão zelosos não tinham reparado que o Madeira nunca aparecia no Conselho? Isso pra mim tem nome: voto de cabresto.

  9. Caciquismo? Sempre tão explorado como defeito “dos outros”?
    Como apoiar alguém que nunca comparece (?!) e que nem conhecem?

    CACIQUISMO? REBANHO? FISIOLOGISMO POLÍTICO?

    Só não acusem os outros dos próprios pecados.

  10. 1. A mim parece claro. O apoio ao Madeira pelo MGN nasce da infuência do Antonini junto ao Grupo. O Odone, seu patrão, queria o Madeira. Logo, o Antonini, submisso para se projetar, quis o Madeira, assim como Odone quis o arquivamento do caso Guerrero. As boas cabeças do MGN não queriam o Madeira ou não fechavam tanto assim com ele, um omisso, um ausente, que, já disse, desde 1993 deve ter ido a umas 3 reuniões do CD se tanto, assim como não queria o arquivamento do Caso Guerrero, mas o Antonini quis. Influência maléfica e comprometedora. Esta submissão dele ao Odone comprometeu o grupo em diversas ocasiões, numa delas, no caso Brito. O Bastos ao revelar a discussão acolorada que teve dentro do grupo me parece tm claro que o Antonini ganhou a quebra de braço com as lideranças mais sensatas. Ele queria o Brito. Por que ? Porque, ele, Antonini, já tinha acertado com o Odone que iriam os dois para a GE. Quem tudo quer tudo perde. Perderam os dois e perdeu o MGN que vai ficar sempre com esta pecha de ter apoiado um cara que tinha 85% da rejeição da torcida. Na realidade, modéstia às favas, fui o único do CA que berrou contra. O Antonini berrou a favor e os demais Pacheco, Scapini e Tulio, se calaram aplaudindo silenciosamente o seu Odone.

    2. POR QUE BRITO ERA GOLPE ? Meu Deus, não lembram do episódio ? O Odone – e o Antonini, este submisso e obediente ao Patrão – urdiu um plano em que o Brito ficava no seu lugar, na Presidência do Clube, e ele e o Antonini iriam para a GE. Silenciosamente, sem contar prá nnguém, ele bolou isto. Ele tava lá em cima, era a bola da vez, síndrome de Deus, tudo podia, achou que tudo que fizesse receberia aplauso. Plano urdido e aprontado ele convidou o CA e mais umas 4o pessoas, entre diretores e funcionários – sim funcionários – imprensa do lado de fora para documentar que reunião era aquela ( uma multidão de repórteres de todas as rádios e canais de tv tudo convocado por quem ? por vcs ? por mim ? ora ora ora ). Na reunião ele revelou uma grande noticia para todos, a construção da ARENA, a criação da GE, a qual ele presidiria, a ida do Antonini com ele e o BRITO para a presidencia. Tudo sem consultar ninguém, nem CD, nem porra nenhuma, me perdoem a expressão. Terminada a reunião ele sai e o anúncio é feito à imprensa que estampa já à noite pela rádio e tv, jornais no dia seguinte, a grande novidade gremista.

    2.1. SE ISTO NÃO FOI UM GOLPE, NÃO SEI O QUE É GOLPE.

    3. Mas não passou da forma tentada, sai dali convoquei o grupo, falei com Renato Moreira, e decidimos, neste barco não vamos entrar. No mesmo dia publicamente anunciamos que se se efetivasse o GOLPE o G Imortal estaria fora e eu renunciaria. Melou tudo. Em 3 dias a torcida reagiu fortemente e nas pesquizas denunciou o golpe à sua revelia ( sim, a torcida havia votado em nós para o mandato e em meio a ele DEUS inventa um outro Presidente…???? Odone foi se exilar em Buenos Aires, desaparecendo por uns 3 ou 4 dias ou mais, não me recordo. Na volta o próprio Brito disse que não queria mais. Na verdade, ele Brito, não tinha escolha: A TORCIDA NÃO O QUERIA.

    Tá explicado ?

  11. Dando uma olhada no Correio do Povo da época, vemos que não foi apenas o Odone e o Antonini que apoiaram a indicação do Britto para a presidencia do Clube.

    No link abaixo vemos dois ex-presidentes do clube no lançamento da “candidatura de consenso”…

    http://www.correiodopovo.com.br/Jornal/A112/N279/HTML/

    É, parece que no Grêmio ninguém quer ser “pai de filho feio”…

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