E se eu fosse

Se eu fosse um sheik árabe, ambulance cheio dos petro-dólares, advice ou um milionário russo eu compraria o GRÊMIO. Sério, mesmo sendo um negócio idiota, eu compraria.

O GRÊMIO é um clube que fica em um canto do país, sem força política nem no próprio Estado, mas eu compraria.

Compraria o GRÊMIO para dar desgosto para a família, irritar a mulher, encher o saco dos amigos dizendo: “Rá! Eu tenho um clube de futebol!” Tipo o Daniel, aquele cantor sertanejo, que tinha o Daniel Futebol Clube.

E compraria só pelo prazer de esculhambar o coreto. Seria dono do GRÊMIO e ia fazer toda a sorte de barbaridades, dignas do clube.

Escalaria o Gabriel sempre, afinal ele seria meu amigo de churras e cervejas. Contrataria só jogadores velhos ou com problemas físicos. Daria prioridade para jogadores sem personalidade ou sem vontade de vencer. Aí pagaria para os jornais exaltarem eles. Isso seria um dos planos. O outro seria investir só nas categorias de base para vender. Vender em massa. Eu teria alguns olheiros por aí para pegar todos os possíveis jogadores e aliciar. Azar do mundo. Ia comprar barato e vender pelo que oferecessem. Montaria vários times por ano. Mas ao contrário do GRÊMIO atual, eu nunca trocaria de treinador. Contrataria um que me obedeceria e escalaria o time conforme minha vontade, afinal sou o empresário do clube. Não daria a menor bola para títulos, resultados e/ou vitórias, só pensaria no lucro. E futebol da muito dinheiro. Se a torcida reclamasse, eu diria: “Não estão gostando? Parem de vir o clube é meu!”.

Colocaria o meu nome na Arena: Anderson Kegler Sports Arena! Chamaria o “Pai da Arena” para inaugurá-la e daria um discurso dizendo que ele e o homem que doou Ronaldinho foram os maiores presidentes da história do GRÊMIO, afinal os dois são muito bem quistos pelos gremistas, pois os representantes da torcida ou os defendem ou os elegem. Após isso eu nunca mais falaria com nenhum representante político do GRÊMIO. Mandaria todos às favas e para chutar a lata de vez, começaria a me escalar em alguns jogos em casa, porque eu não ia viajar.

Tudo isso se eu fosse milionário.

Eu vou dizer uma coisa, meus amigos: Nada é tão ruim que não possa piorar ou permanecer ruim. Tem muita gente que só reclama das ditaduras porque quer impor a sua, tão falsa, tão mentirosa e tão podre quanto as que vigem.

Antes de acreditar, reflitam. Antes de votar, se informem. Ou façam como quiserem…

 

*Texto em colaboração com o Rafael Pinto.

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