Direto do Grêmio Sempre: Datafolha e torcidas – Menos entrevistas, muitas distorções

A pesquisa nacional do Datafolha de 2010 do futebol brasileiro trouxe dados novos em relação à sondagem do ano passado que ao mesmo tempo são alentadores (força no público consumidor) e preocupantes (perda de demografia), seek mas que podem ser clara distorção por trazerem mudanças significativas e desatreladas de qualquer fato relevante em poucos meses. As súbitas alterações na demografia Gre-Nal são, drug no meu entendimento, pill resultado da alteração na base de pessoas ouvidas e isto ficará claro para quem comparar os números das duas pesquisas de forma desapaixonada, seja o leitor gremista ou colorado. Ponto essencial é o número de entrevistados. Na última sondagem, o Datafolha ouviu 11.258 pessoas com 16 anos ou mais em todo o território nacional. Desta vez foram apenas 2,6 mil ouvidos com idade acima de 16 anos em 144 cidades do país, o que gera preocupação quanto ao eventual aproveitamento desta nova sondagem para apuração de cotas de televisão. A margem de erro informada é agora de até 4 pontos contra 2 pontos da última pesquisa.

Apesar de no ranking nacional das maiores torcidas, Grêmio e Internacional aparecerem novamente empatados em 3%, os números por estratificação sugerem tendências conflitantes. Entre o público masculino, 3% dos ouvidos no país inteiro disseram torcer pelo Grêmio (4% na última pesquisa) contra 3% do Internacional (mesmo número da anterior). Já entre as mulheres, os números mostraram 3% para o tricolor gaúcho (igual marca da sondagem anterior) e 3% para o colorado (2% na pesquisa anterior).

Na estratificação por faixa etária, o Grêmio que não perdia em nenhuma faixa agora tem desvantagem sobre o rival no público mais jovem. No público de 16 a 24 anos, o Inter tem 3% e o Grêmio 2%, quando na sondagem anterior o Grêmio tinha vantagem de 4% a 2%, uma mudança muito grande para curto período e que não tem explicação lógica, exceto por erro de pesquisa. No segmento jovem adulto (25 a 34 anos), a diferença era de 3% a 2% a favor do Grêmio e agora se inverteu em favor do adversário. No público adulto (35 a 44 anos), segue o empate em 3% entre Grêmio e Internacional. Já entre 45 e 59 anos, o tricolor manteve também o resultado de 4% da preferência nacional contra 3% do rival. No público acima de 60 anos, onde havia empate em 3%, o Internacional lidera por 4% a 3% na sondagem nova.

Por sua vez, na divisão por escolaridade, Grêmio e Inter ainda empatam em 3% da preferência entre os ouvidos com ensino fundamental. No público com ensino médio, onde o Grêmio levava vantagem de 4% a 2% na última pesquisa, agora o Internacional tem vantagem de 3% a 2%. Entre os entrevistados com nível superior a vantagem gremista na pesquisa anterior era de 4% contra 3%, mas agora se ampliou para 5% contra 2%, “gap” muito grande para ser real.

Na estratificação por renda familiar mensal, no público com renda até 2 salários mínimos, segue o empate em 2% entre Grêmio e Inter. Já na faixa de 2 a 5 salários mínimos, em que a vantagem era do tricolor de 4% a 3% sobre o rival na pesquisa anterior, agora a vantagem caiu para 3% a 2%.  No público entre 5 e 10 salários mínimos, onde o Grêmio possuía 4% e o Internacional 3% na última sondagem de 2009, agora há empate em 4% a 4%. Finalmente, na faixa de maior poder aquisitivo e formadora de opinião que é aquela acima de 10 salários mínimos, a vantagem do Grêmio que era de 5% a 2% contra o Inter ampliou-se para 7% contra 3%, algo sem lógica, apesar da tendência histórica consolidada do Grêmio ser um dos clubes de maior torcida no país no público.

Na região Sul do Brasil, na pesquisa de 14 a 18 de dezembro de 2009, o Grêmio era o clube mais popular do Sul do Brasil com 21% da preferência, seguido pelo Internacional com 16%. Agora na pesquisa de 15 e 16 de abril de 2010, portanto apenas quatro meses depois, o Internacional passou a liderar a torcida do Sul do país com 19% contra 17% do Grêmio, ou seja, em 120 dias o Grêmio teria perdido 4% dos seus torcedores do Sul e o Inter acrescido apenas 1%, novamente mudança em curto período e não atrelada a nenhum fato relevante que não possui lógica e somente pode ser explicada pela base de ouvidos muito inferior àquela de dezembro de 2009. O Grêmio mantém a liderança contra o Inter no cenário nacional por força, de acordo com esta nova pesquisa, em face de pontuar mais em outras regiões do país como Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

Grêmio e Inter empatavam na preferência em capitais e regiões metropolitanas em 2% e agora o Grêmio passou a liderar com 3% contra 2% do colorado. No interior, onde havia vantagem de 4% contra 3% para o Grêmio, agora há empate em 3%.

Por Alexandre Aguiar

Participe da discussão

28 comentários

  1. Temerário utilizar essas pesquisas para definir cotas de televisão. A diferença entre Ibope e Datafolha é enorme, não há regularidade.
    A única forma de se levantar realmente o percentual é no censo do IBGE, no resto há muita distorção

  2. Se houve mudança na metodologia, não há mais como comparar esses dois períodos. São outros dados. Rafael está certo, só pelo censo do IBGE se pode ter uma visão adequada, dada a metodologia constante e a amplitude de entrevistados.

    Poderão dizer: os números não mentem jamais. Todavia também se pode dizer: mas os que os manipulam, sim.

  3. Ontem, 28/04/2010, em seu programa de “debates esportivos” do meio dia, a Radio Guaiba PASSOU DE TODOS OS LIMITES DO COLORADISMO.
    Indignados com as recorrentes pesquisas que apontam o Gremio como a MAIOR TORCIDA DO RIO GRANDE, os “jornalistas imparciais” não apenas desdenhavam das mesmas como davam “dicas” de possíveis processos para engordar os cofres do internacional.
    Haroldo de Souza, Hiltor Mombach e LC Rech argumentavam que “como a torcida do Gremio pode ter crescido? Ano passado o Gremio nao ganhou NADA”. “Cabe processo!”
    Margem de Erro, será q eles já ouviram falar? E quem disse o crescimento de uma torcida se reflete apenas de um ano para outro?
    Haroldo foi mais longe e disse que se fosse presidente do internacional processava esses institutos que só “causam prejuizos a imagem do clube”.
    Como argumento, dizia que no seu programa é “pau e pau” nos ouvintes. “não há vantagem de ninguem no ‘gente q se liga na gente'”. É claro sr. Haroldo de Souza. A RADIO GUAIBA MAJORITARIAMENTE POR COLORADOS. Basta ir em qqr jogo no monumental e ouvir os radios. São pouquissimos gremistas que escutam essa radio colorada. E se, é “pau e pau” nos ouvintes de sua radio vermelha, isso é mais uma prova q a torcida do Gremio é mto maior na população em geral.
    O mesmo Haroldo dizia q “ficaria tao indignado se desse a mesma diferença apontada para o inter. “O grenal é lindo, nunca vai ter uma vantagem assim da torcida de nenhum”. Seria isso um fato ou um desejo revelado???
    De qualquer forma, isto não é passivel de verificação, afinal a torcida do inter nao é e NUNCA SERA maior q a do Gremio.
    Se os caras se dissessem torcedores do NAL, ok. Nao haveria problemas. Mas ficam repetindo toda hora que são “imparciais” que sao “jornalistas”, etc. Sera que acham q os poucos gremistas que os escutam sao burros??? Isto sim é um estelionato, nao uma pesquisa cientifica mtas vezes feitas por orgaos do centro do pais, aonde ODEIAM O GREMIO. Isto sim “cabe processo.”

  4. Perdao pelos erros na escrita, eu copiei esse texto de outro lugar e fiz uma alterações rapidamente, pq tb escutei o programa ontem e fiquei indignado com o posicionamento dos “imparciais”. Dava pra perceber o ODIO destes “jornalistas” ao tratar do assunto Gremio=maior torcida. Dava pra ver q era tudo menos jornalismo, tal raiva trasnsparecida (o hiltor era o q se controlava melhor).

    Sds Tricolores!

  5. Lamentável os “novos critérios” da pesquisa! Esse assunto é DEVERAS IMPORTANTÍSSIMO! Em um ano, nossa torcida, que era o DOBRO da do TA, passou a ser igual! Isso é brincadeira! E talvez irresponsabilidade ou falta de profissionalismo e seriedade! A Instituição tem de agir!! Nem que para isso, arquemos com o CUSTO DE UMA PESQUISA SÉRIA E ABRANGENTE!!! O GRÊMIO É, SEM DÚVIDA, A MAIOR TORCIDA DO SUL DO BRASIL E A 5 OU 6 DO BRASIL!!!

  6. Temos que reclamar dessa babaquice. Esse tipo de pesquisa não revela a verdade e não leva a nada.
    Aliás, o sujeito dizer que torce é uma coisa sem comprovação. Quantas pessoas vocês conhecem que são torcedores e nem tem camiseta do clube? Conheço GREMISTAS que nem sabiam em 2007 que o GRÊMIO jogava a final da Libertadores. É o tipo da pesquisa babaca.

  7. No entanto , no Top de Marketing 2010 aumentamos vantagem consideravelmente no RS – outro elemento conflitante com essa Datafolha.

    falar nisso, Alexandre:
    será que o nosso mkt vai utilizar esse dado em anuncio de pagina conforme sugeriste, com as linhas azul-vermelha?
    ou os caras vão esconder esse dado prá não magoar o TA?

    cbimbi

  8. minha definição de torcida:
    -bilheteria, peresença nos estádios
    -sócios

    pesquisas desse tipo qualificam um piauiense que mora no mais distante sertão nordestino que sequer alguma vez na vida viu in loco o Flamengo jogar….
    isso é simpatizante, adepto, fã como queiram chamar

  9. Ehehehehhehe
    Vejam o que diz a Conmebol a respeito do jogo de ontem:

    Para a Conmebol, o Banfield venceu o Inter com autoridade na noite de quarta-feira, pela oitavas de final da Copa Libertadores. Segundo o site oficial da entidade, o time gaúcho perdeu a invencibilidade com uma atuação “descolorida” na derrota por 3 a 1.

    UAHHAUHAHAHAUHAHAHAUHA
    As coloridas agora são descoloridas! E é a mesma entidade que divulgou (prá dar nos dedos dos outros clubes que não priorizaram a sulamiranda) serem os símios campeões de tudo.
    Toma…
    Abraçoss

  10. Não ganhamos nada a 10 anos, como não vamos perder torcida!???

    Assim como invertemos isso nos anos 90 eles estão invertendo agora!

  11. O anuncio do Top of Mind saiu ontem nos jornais, simples demais, sem as linhas comparativas e completamente longe da página de esportes!

  12. O rídiculo foi o comentarista de arbitragem um tal de chico garcia, dizer logo após o primeiro gol legítimo do Banfield que era impedimento pois havia um só jogador entre o arco e a linha de fundo. Ficou com essa versão até o final do primeiro tempo. Até o Batista que não entende nada de futebol, falou que não era impedimento pois havia sim um só jogador, mas o segundo foi o Pato pelo qual o jogador já havia passado e que o segundo atacante estava atrás da linha da bola, portanto, não era impedimento.
    Daí no intervalo o seu Chico, se justificou no erro de avaliação cometido, mas para não mostrar toda sua incompetência, afirmou que no mínimo era duvidoso o lance pois na TV mostrava ou mesma linha ou um pouco atrás, portanto, o bandeirinha estava certo.
    Para ajudar seu companheiro o ridículo Wianei vulgo WC(iniciais apropriadas)disse então: se esta na mesma linha ou um pouco atrás, então tá certo anular, pois é um lance difícil. Ora, ora, mas a FIFA afirma que em caso de dúvida sempre deverá ser beneficiado quem ataca. Não são ridículos esses caras.

  13. Ainda sobre o TA. Nos comentários após jogo o ridículo Wianei vulgo WC, disse que foi sem dúvida uma das melhores partidas do Inter, se não a melhor. Elogiou o treinador como nunca o fez antes(claro usou um esquema retranca total, tudo volante como ele adora) e blá, blá, blá.
    No final no vestiário vem a entrevista do Pato, a última, e ele fala e daí o chefe da jornada pergunta ao WC; e a entrevista do Pato WC? e o homi sai com essa: Se não fosse o Pato o Inter teria levado uma goleada, pois fez quatro defesas monumentais.
    Afinal fez a melhor partida do ano ou se não fosse o goleiro teria levado uma goleada.
    Essa imprensa colorada é demaiiiiissssssssssssssssssss.

  14. Amigos..

    O Papel aceita tudo…
    É como diz o Almeida… é bilheteria e sócios… isso diz o tamanho de um clube…

    Engraçado que isso não aparece, só aparece o gosto… e nesse caso acho que o Grêmio e o Co-irmão lideram o ranking…

  15. O Wianey deve estar sofrendo de algum problema mental, o comentário pós-partida dele ontem foi lamentável, elogiou o Pato e a defesa do Inter, isso que o Inter levou 3 gols…
    Não é por acaso que na RBS se comenta a contratação do Vinícius Sinott da Guaíba pela Gaúcha, e a aposentadoria do Wianey.
    Alías, o Vinicius Sinott foi meu professor de Geografia num cursinho pré-vestibular aqui em Rio Grande, ele realmente é torcedor do Brasil de Pelotas, mas entre a dupla grenal, tem clara preferência pelo Grêmio, ele até brincava, eu sou
    Grêmio sempre…

  16. Tô ouvindo! Tá fazendo o Guerrinha decidir: ou é jornalista ou colorado!!
    UAHAHAHHAAHAAHA
    A melhor do Cacalo nesse programa até hj…

  17. Quatro coisas:

    1) O C13 faz uma média entre todas as pesquisas para definir as cotas. Independentemente da amostragem menor do Datafolha que resulta em uma margem de erro maior, ainda assim o padrão se manteve: os dois estão muito longe de mudar de faixa;

    2) Todo mundo baba o ovo do Top of Mind da Revista Amanhã. Porém, esse modelo metodológico contempla única e exclusivamente consumidores urbanos de classe A, B e não contempla toda a C, além de não adentrar na D, que são todos os que têm rádio e TV em casa e, mesmo que muito eventualmente, possuem capacidade e interesse de consumir futebol, sim. Pesquisa que não sobe morro contempla distorções. A única pesquisa na qual confio é a do CPCP. Aliás, já está na hora de aparecer outra;

    3) Posto o que coloquei no item 2, discordo do amigo Marcos Almeida, pois todo simpatizante acompanha, conhece alguma coisa e, quando possível, consome. Não é cliente premium, mas é cliente, sim. Ninguém mandou a frequência única de longo alcance da Rádio Gaúcha AM (600 KHz) ter chegado com pelo menos 25 anos de atraso em relação ao alcance nacional das rádios do Rio de Janeiro, além da colonização do Centro-Oeste agrícola ter iniciado com séculos de atraso: do contrário, a realidade poderia ser diferente a nosso favor;

    4) Discordo quando dizem que o Grêmio tem um universo de 6 ou 7 milhões de torcedores: o nosso teto não passa de cinco dentro do Brasil e precisa ser conquistado e cultivado fora do sul do país em função dos resultados. A quantidade de gaúchos e de emigrantes gaúchos em outros estados não significa nem que haja tantos gremistas assim, nem que quem não seja gremista seja colorado, pois há um contexto cultural que prevalece mais do que a família. Além disso, muitos gaúchos não dão a mínima para futebol. Por outro lado, a mulherada saiu do armário e demonstra presença, paixão, consumo e conhecimento muito melhores do que muito marmanjo que eu conheço.

    O foco do marketing deveria ser as fronteiras com Uruguai, Argentina, Paraguai e Bolívia: é preciso adentrar nessas cidades distantes das capitais desses países que possuem muitos brasileiros e que não apresentam identidade com os clubes grandes. Isso existe e não é um público nada desprezível.

    Além disso, precisamos estreitar laços com a Península Ibérica e passarmos a fazer um belo lobby na Ásia. Todos os grandes clubes da Europa possuem sites com conteúdo histórico e acervo multimídia bastante amplo traduzido para pelo menos quatro idiomas entre espanhol, inglês, francês, alemão, árabe, chinês e japonês, sendo inglês e chinês praticamente carne de pescoço.

    Enfim… Pensar mais de uma maneira pró-ativa ao invés de apenas criticar uma pesquisa equivocada (com razão; porém, sem que isso nos leve adiante) me parece mais interessante! ;)

    []’s,
    Hélio

  18. A banca recebe e paga. O juiz erra para os dois lados. O resultado oficial é 3X1 para o Banfield e fim. Quem merecia realmente ganhar, ganhou. Eles que fiquem a lamentar suas mágoas. O resto é chororô. Agora é o Gremio, gente. Jogo difícil. Se o treinador mostrar lucidez e acertar o esquema, temos chance de vencer no “Maraca”. Muita tranquilidade, atenção, combatividade e objetividade serão necessárias para encarar o Fluminense. Ficarei de olho na “telinha”, na expectativa de um resultado consagrador para o tricolor dos pampas. Vamos nessa GREMIO! que falta pouco pra chegar lá. Dá-lhe Gremio!!!

  19. 1) O Top of Mind pode ter suas limitacões, mas é bom ganhá-lo. Muito bom. Ainda mais por 15 anos seguidos. Como Gremista, quero ganhar tudo !!

    2) Tua idéia de que que simpatizante “é cliente premium, mas é cliente, sim” é a mesma que a minha. Por isso, sou contra a idéia de valorizar apenas quem vai à “cancha”.

    3) O rádio do Rio de Janeiro (Tupi até hoje creio que tem 200 Kw) é sim o grande responsável pela “cariocarização” de demografia do futebol. Hoje, o crescimento é paulista por conta da televisão.

    5) Também concordo que número de até 7/8 milhões são superdimensionados.

    6) Sobre…”O foco do marketing deveria ser as fronteiras com Uruguai, Argentina, Paraguai e Bolívia: é preciso adentrar nessas cidades distantes das capitais desses países que possuem muitos brasileiros e que não apresentam identidade com os clubes grandes. Isso existe e não é um público nada desprezível”. Já tive oportunidade de escrever uma análise a partir de um trabalho publicado na Argentina que demonstrava preocupação com invasão de camisas do Grêmio e do Internacional em cidades argentinas próximas ao Brasil, o que sinaliza um material a ser explorado.

    7) “….fazer um belo lobby na Ásia”. Há alguns anos protocolei trabalho no clube alertando para a importância do mercado asiático como target do marketing. Concordo contigo, já deveríamos estar lá como os europeus fazem. Mercado tem…

    8) “Pensar mais de uma maneira pró-ativa ao invés de apenas criticar uma pesquisa equivocada (com razão; porém, sem que isso nos leve adiante) me parece mais interessante”. Discordo, tem que se olhar tudo, inclusive as pesquisas equivocadas. E quando escreves esta frase, parece que quem escreveu a análise apenas se resume a criticar pesquisa equivocada e não tem pensamento pró-ativo.

  20. Caríssimo Alexandre Aguiar,

    Não é uma crítica à informação e à avaliação da pesquisa mal conduzida mas, sim, a quem a interpreta somente fixando-se na pesquisa em si. É mais ou menos como ver os dados do Exército Gremista e não perceber que se pode planejar várias ações movidas para culturas de nichos diferentes.

    É a grande dificuldade de séculos sob a égide do moral judaico-cristão e do taylorismo-fordismo da modernidade: hoje, sabemos que não há massas nem rebanhos e que, mesmo dentre aqueles que comungam um pensamento, um hobby, um prazer, uma demanda ou uma necessidade semelhante, há muitos grupos de afinidade bastante diferentes entre si. Por isso, cada um precisa ser impactado de uma maneira diferente. As pessoas não são, não trabalham e não compram meramente por impulso e o mundo não gira como se fosse uma linha de montagem.

    Não sei o nome de um conselheiro que conheci um dia. Ele é um bem baixinho, está sempre rindo e possui negócios na China, onde reside seu filho. Um belo canal inicial o Grêmio já tem. Pior: sabe-se disso há muito tempo e nada foi planejado.

    []’s,
    Hélio

  21. “Não é uma crítica à informação e à avaliação da pesquisa mal conduzida mas, sim, a quem a interpreta somente fixando-se na pesquisa em si. É mais ou menos como ver os dados do Exército Gremista e não perceber que se pode planejar várias ações movidas para culturas de nichos diferentes”.

    Eu ano após ano me debruço sobre tudo que é pesquisa que sai, comparando os dados de estratificação com as sondagens anteriores. Mesmo com suas deficiências, estas pesquisas oferecem valiosas informações como por exemplo (1) nossa dominação consolidada no público A que mais consome e forma opinião, (2) nossa maior vulnerabilidade em Porto Alegre e força no interior, (3) nosso peso fora do Estado, etc e etc. Conhece teu mercado e saberá trabalhar melhor ele. Por isso, vejo o Exército com excelentes olhos. Ele surgiu como uma idéia de CRM sob o nome Censo Tricolor. Foi melhorada a idéia. Uma base de dados de 200 mil te oferece um retrato de mercado extraordinária, por isso fecho integralmente com teu pensamento que é uma mina de ouro para planejamento de ações.

  22. Pela primeira vez na sua centenária vida, os “coloridos” deram razão às pesquisas. “Estamos muito próximos”, acreditam eles. A disputa aqui na aldeia é um caso à parte. Quanto aos percentuais demonstrados pelo Datafolha, eles tem muito a ver – e foi muito bem aqui lembrado – com a centralização do poder econômico e político no eixo Rio/São Paulo e a expansão e a assimilação desta hegemonia em todos os setores, inclusive o futebol, principalmente em estados do Norte/Nordeste do país, e em menor escala em outras regiões. A visibilidade de Rio de Janeiro (ex-Capital Federal , Maracanã, Seleção, Carnaval, etc.) e São Paulo (Maior polo industrial da America Latina) a meu ver, foram e são os fatores determinantes dessa supremacia. Sabemos que já foi muito maior. Nos estados onde o futebol ainda não alcançou o nível de excelência e competitividade das regiões mais adiantadas, é normal que este quadro se mantenha. Com o advento dos campeonatos nacionais e o crescimento e projeção de clubes de outros centros, principalmente nos estados do Sul, Minas e Bahia onde as preferencias recaem sobre as representações locais, me parece estranho que a diferença ainda se mantenha tão elevada. Aqui no Rio Grande do Sul, clubes de fora, só como 2ª opção no gosto do torcedor. Isso incomoda e muito os “senhores” do futebol. Por isso, mesmo reconhecendo a supremacia de Flamengo e Corínthians, me parecem demasiados os percentuas de 22,62 e 17,89 dos torcedores do país. Para mim, essa pesquisa tem interesses que a “nossa vã filosofia não alcança”. Agora, se for feita uma investigação dirigida sobre a 2ª maior opção do torcedor dentre os clubes de futebol do Brasil, talvez se pudesse chegar aos números da presente pesquisa.

  23. Analisando bem, o que mais espanta não é ficar próximo aos coloridos, mas sim ficar 0,84% atrás da torcida do Cruzeiro, que é menor que a do Atlético em minas…
    Se não me engano, na última pesquisa do Ibope, o Grêmio aparecia em 6º, na frente do Cruzeiro.
    Ta faltando unificar os critérios.

  24. Caros Moradores

    Foi feita uma correção no artigo original no penúltimo páragrafo:

    Na região Sul do Brasil, na pesquisa de 14 a 18 de dezembro de 2009, o Grêmio era o clube mais popular do Sul do Brasil com 21% da preferência, seguido pelo Internacional com 16%. Agora na pesquisa de 15 e 16 de abril de 2010, portanto apenas quatro meses depois, o Internacional passou a liderar a torcida do Sul do país com 19% contra 17% do Grêmio, ou seja, em 120 dias o Grêmio teria perdido 4% dos seus torcedores do Sul e o Inter acrescido 3%, novamente mudança em curto período e não atrelada a nenhum fato relevante que não possui lógica e somente pode ser explicada pela base de ouvidos muito inferior àquela de dezembro de 2009. O Grêmio mantém a liderança contra o Inter no cenário nacional por força, de acordo com esta nova pesquisa, em face de pontuar mais em outras regiões do país como Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

  25. Como bem lembrado pelo Darcilio, RJ e SP são lugares de intensa migração do NE há muitas décadas. Torna-se inevitável, portanto, que filhos e netos de imigrantes nordestinos, seja na megalópole ou de volta à terra de seus ancestrais, torçam para os grandes clubes do centro do país.

    Algo que nunca consegui entender é por que o Flamengo possui a maior torcida, pois não foi base de nenhuma Seleção Brasileira até a Copa de 1982 e não obteve a hegemonia estadual no Rio de Janeiro (ou, seja, pelo menos três títulos na mesma década) em muitas décadas, não. O Flamengo começou a despontar MESMO foi a partir dos anos 1960s.

    Vou ver se descubro isso.

    No mais, Porto Alegre possui apenas 1,4 milhão de habitantes, se comparada aos 5,6 do Rio de Janeiro e aos cerca de 10 milhões de São Paulo. O Estado do RS possui 10 milhões e o Estado de SP possui 41 milhões. A concentração de renda e os fatores históricos bem lembrados pelo Darcilio fazem com que seja impossível termos mais torcida do que eles.

    Pra terminar, já disse isso e repito mais uma vez: 40% da população brasileira reside nos dois principais estados do Sudeste. Tudo o que podemos considerar como mídia de massa de alcance nacional está lá, assim como o grosso dos anunciantes. Por isso, na TV aberta, mesmo que a Globo perca o monopólio no Brasileirão e a RBS no Gauchão, os jogos transmitidos para mais praças em TV aberta serão sempre os jogos dos times que concentram uma quantidade maior de consumidores aliada ao resultado do certame atual.

    []’s,
    Hélio

  26. Por favor ate quando seremos obrigados a aturar as viadagens do Osterman? sua coloradice? a cor vermelha do Pedro Ernesto, do Chico Garcia, ontem na jornada gremio e santos, nao se acreditava, quem estivesse desinformado pensaria que estava ouvindo uma radio de Sao Paulo, descupem que o Gremio venceu, por isso que muitos, muitos mesmo, estao indo para a band, chega desses colorados da gaucha, e essa bicha velha do osterman ja era para estar em casa

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.