Direto do Blog do Torcedor Globo.Com: Respostas sobre a Arena – Parte II

Segue a 2ª parte, drug onde o Preis responde às perguntas sobre valores, medicine duração do contrato e demais itens do negócio. Várias questões enviadas abordavam a mesma questão e por isso perguntas como, por exemplo a 3, 4, 5 e 6 tiveram a resposta condensada em uma só.

1- A arena estão dentro dos orçamentos do clube ou faremos parcerias como o Corinthians fez para trazer o Ronaldo?

O dinheiro será recebido pelo Grêmio e incluído como receita no orçamento do Clube.

2-Em quanto é avaliado o valor do Estádio Olímpico?

Foi avaliado em 60 milhões antes da aprovação do regime urbanístico

3- O estádio Olímpico entra realmente como uma parte do valor de contrapartida para execução?

4- Além da área do Olímpico, o Grêmio vai precisar colocar mais alguma contra-partida financeira para a construção da Arena?

5- Como exatamente o Grêmio vai “pagar” o investimento da OAS? Só a exploração do entorno da Arena vai cobrir a construção e ainda dar lucro para eles ou parte da receita da Arena cobrirá esse valor?

6- Quanto, exatamente, o Grêmio está pagando pela Arena?

O terreno do Estádio Olímpico é o bem imóvel que o Grêmio entregará para a OAS.

Com a aprovação de regime urbanístico para o terreno do Estádio Olímpico e para a área do Humaitá (empreendimentos futuros da OAS), pode-se dizer que esses índices compõem também o valor econômico disponibilizado para a parceira. Além disso, a OAS terá uma participação de 35% do Lucro Líquido Ajustado da Arena, nos aproximadamente 13 anos finais. (após o pagamento do financiamento). Não se tem, hoje, ainda, uma valor financeiro exato para todos esses itens. Por isso o Conselho Deliberativo considerou como contrapartidas básicas a entrega de um Estádio ultrapassado (praticamente a entrega de um terreno, pois a demolição do Olímpico gerará um custo importante) pelo recebimento de um Estádio novo.

7- De onde virá o dinheiro para a construção da Arena?

8- Quanto ao finaciamento, junto a que instituição finaceira será realizado?

Isso está contratado. A OAS empregará 55% de capital próprio e 45% serão financiados.

A OAS porá o dinheiro “na frente” e procurará se ressarcir, posteriormente, em vários anos, nos empreendimentos do Humaitá e da Azenha, e buscar o lucro perseguido.

9- Quem está encarregado do pagamento do finaciamento (Grêmio ou OAS)?

A contratação do financiamento, prestação de garantias, pagamento do financiamento, ditos simplificadamente, serão feitos pela OAS.

10- Quanto tempo para pagá-lo?

O prazo máximo do financiamento será de 10 anos contados do início da obra. Como o prazo de construção está contratado em 30 meses, o prazo para o pagamento será de 7 anos e meio.

11- Qual é o total do custo de construção apenas da Arena?

Cerca de 350 milhões de reais.

12- De quanto será o lucro e para onde irá este valor, alguma parte vai para contratações ou irá tudo para pagar as contas?

13- Quanto o Grêmio irá receber da OAS por ano e como serão feitos esses pagamentos (mensais, semestrais…)?

O Grêmio receberá: primeiro período (o do financiamento) R$7 milhões/ano mais 100% do Lucro Líquido Ajustado e, segundo período (pós-financiamento): R$14 milhões ano mais 65% do Lucro Líquido Ajustado. O preço fixo será reajustado.

14- Esse projeto afetará ou não o futebol? Se gastará muito dinheiro com estádio e esquecerão de montar times competitivos?

15- Com empresa sendo dona de todo o lucro em volta da Arena e mais de uma parcela do que o Grêmio arrecadar nas partidas, vai faltar dinheiro para o futebol? De alguma forma isso poderá influenciar na verba destinada ao futebol?

Nenhuma relação direta com o futebol. As verbas diretas do futebol, venda de jogadores, propaganda na camiseta, verba de TV, e ainda as chamadas receitas de marketing e o quadro social, serão receitas do Grêmio sem nenhuma participação da OAS ou da empresa gestora. Como as parcelas a serem recebidas pelo Grêmio relativas à Arena serão líquidas, poderão, segundo a gestão do Clube, reforçar os recursos destinados ao futebol.

16- O que será dividido entre Grêmio e OAS? (bilheteria, bares, estacionamento, publicidade estática, cotas de tv, renda de shows, convenções, venda de atletas, mensalidades do QS…)

Diria diferente: as receitas de bilheteria, bares, restaurante, naming rigths, locação de cadeiras, locação de camarotes serão arrecadadas pela empresa gestora. Essa empresa arcará como todos os custos e despesas da Arena de forma que os pagamentos a serem feitos ao Grêmio serão líquidos.

17- O que não será dividido?

Já respondido, mas não custa repetir: as verbas diretas do futebol, venda de jogadores, propaganda na camiseta, verba de TV, e ainda as chamadas receitas de marketing e do quadro social, serão receitas exclusivas do Grêmio sem nenhuma participação da OAS ou da empresa gestora.

18- Quais os percentuais?

19- Como será feito o cálculo?

Creio já estarem respondidas no bloco 12/13.

20- Por quanto tempo?

O prazo da parceria será de 20 anos, mediante o regime de direito de superfície, com uma série de cláusulas que dão ao Grêmio a co-gestão, com poder de veto sobre questões essenciais.

21- Existe alguma cláusula de revisão deste contrato, ou seja, poder-se-á valorar? Quanto e quando?

Não há cláusula de revisão.

22- O TERRENO onde será construída a Arena e demais benfeitorias a ela vinculadas passará a ser de propriedade do Grêmio ou haverá a necessidade do pagamento pelo uso do solo? ?Aparentemente a dívida pode parecer desprovida de sentido, mas é importante que isso fique esclarecido, pois, se a propriedade a ser repassada for exclusivamente da construção (e a referência que escuto é sempre à Arena), me parece que o Grêmio passará à condição de “inquilino” do terreno, utilizando-se plenamente das benfeitorias ali construídas, desde que remunere à OAS pela ocupação do terreno. Assim: a propriedade será do terreno (ainda que de parte dele) e das benfeitorias nele existentes ou somente da construção havida sobre o terreno?

O Grêmio será proprietário do terreno (solo). Vigorará direito de superfície, mediante o qual a chamada “superficiária” terá o direito e a obrigação de construir a Arena sobre o solo do Grêmio. Além disso o Grêmio terá resguardado o exercício de direitos de proprietário da Arena. Fiscalizará a obra, receberá ou não a obra. Terá o direito e a obrigação de usar a Arena para todos os jogos. Terá a co-gestão da empresa gestora, preferência para aquisição do controle dessa empresa e a opção de compra dela a qualquer momento dos 20 anos.

Nada a ver com locação. Terá preferência absoluta para seus jogos sobre qualquer outro evento. Treinará de forma a não prejudicar o gramado, resguardo prevalente em qualquer estádio importante no mundo inteiro. Terá uma área de aproximadamente 20.000 metros quadrados para uso exclusivo onde funcionarão a administração do Clube, Lojas, Memorial etc. conforme já informado em questão anterior.

Após 20 anos, extinguir-se-á o direito de superfície, consolidando-se em favor do Grêmio a propriedade plena sem qualquer pagamento para a OAS ou para a superficiária. Também a gestão da Arena passará a ser exclusiva do Grêmio.

23- Quando a parceria acabar (depois dos 20 ANOS), o Grêmio irá receber a Arena em ótimas condições, como na inauguração?

Questão respondida no item 5 da 1ª parte.

24- Qual a despesa de manutenção prevista?

25- De quem é a responsabilidade pela manutenção da Arena?

Há uma simulação de custos e gastos, tanto da Arena, quanto dos eventos, mas esse número ficarei devendo. A responsabilidade pela manutenção da Arena, por todos os custos e despesas ordinários, de jogos e eventos, serão da empresa gestora.

Acrescento, ainda, que existe um documento anexo ao contrato chamado “modelo de negócio” elaborado pela OAS e pelo Banco Santander, com base em informações do Grêmio e trabalho da Fundação Getúlio Vargas (contratada pelo Grêmio), com estudo de viabilidade, contemplando, no detalhe, todos as prováveis receitas e custos e despesas projetados para os 20 anos da parceria.

Fonte: http://colunas.globoesporte.com/minwer/

Participe da discussão

15 comentários

  1. Interessante. Só dois comentários aqui. E pensar que há tanto debate sobre este tema quando o Preis não está respondendo indagações e a discussão é travada só entre comentaristas do blog. Penso então que o assunto se esgota e está tudo esclarecido. Enfim.

  2. Discordo do Josias. Eu continuo questionando alguns pontos. Deixo claro que minha preocupação é o torcedor do GRÊMIO. Quero, e sempre defenderei, o bem do GRÊMIO como Clube. Acho que a coisa mais importante que existe é o pertencimento. Não acredito nessa coisa de clube rico, cheio de craques mas onde o torcedor é peça secundária. Acho que a coisa perde o sentido. Me fiz entender?

  3. Josias,

    Sim. De minha parte, em termos de temores e desconfianças, assim como está posto, considero o assunto esgotado e esclarecido em relação à obra e à propriedade.

    Mas nada impede que surjam outras dúvidas menos polêmicas, de caráter mais técnico, estético ou funcional.

    Não sei o que contém a quarta e última parte da entrevista do Minwer com o Preis, mas seria interessante que tivesse algumas perguntas que possam ser extensíveis ao Poder Público: linhas de ônibus, metrô, reconfiguração das avenidas, revitalização do bairro independentemente da OAS e das residências (condomínios).

    []’s,
    Hélio

    []’s,
    Hélio

  4. Infelizmente não respeitam a história do Grêmio. Quem é a favor dessa tal de Arena, que não é do Grêmio e poderá ser de qualuqer um, cospe no passado tricolor.

  5. Hélio, a 4ª não é a última parte. Creio que deva chegar a 6 ou até 7.

    A 4ª vai responder a perguntas dos sócios e alguns comparativos numéricos Olímpico X Arena.

    A 5ª deve tratar do entorno do estádio e a 6ª (e talvez uma 7ª) servirão para responder perguntas feitas em cima dessas respostas dadas pelo Preis. Essa última parte talvez demore um pouco mais pra ser publicada.

    Abraços.

  6. De certo modo, os comentários estão escassos porque as perguntas são repetitivas e as respostas, por óbvio, serão semelhantes e já foram endereçadas para Adalberto Preis por outros comentaristas e também em outros Blogs. Estamos andando em círculo. Pouco acrescentam à entrevista que Dr. Preis concedeu para o grupo convidado pelos Moderadores deste Blog. Nesses termos, tudo tranqüilo e dentro do cronograma. A questão que espero seja posta por Minwer, nessa sua boa iniciativa, refere-se ao Associado, de modo amplo e de modo específico, mas isso deverá envolver também o Grêmio, pois escapa ao escopo do GEmpreendimentos e da competência do seu Presidente.

  7. 1. ANDERSON. Não discorda de mim, eu não divergi nem opinei sobre nada, apenas constatei um fato agora confirmado pelo próprio Sr. Raul. Escassos estão os comentários. SE bem te lembrares este assunto quando suscitado aqui dominava completamente a cena, e mais, em dezenas de posts sobre outra matéria ele se intrometia, a questão original era esquecida, e só dava ARENA. Houve discussões com mais de 100 coméntários. Era o assunto predominante, basta ver no quadro no lado direito do blog que vais ver quantos assuntos foram abordados para o tema. Só disse isto. Se ainda tens questionamentos, e não critico ninguém por tê-los, deves fazer, desde que sejam novos, porque os antigos nos levariam, como disse o Sr. Raul, a andar em círculos. Até hoje não vi o Preis deixar ninguém sem resposta. E boas. Quer me parecer que a partir das respostas do Preis a matéria passou a ser mais esclarecida, diminuiram as dúvidas, os questionamentos foram reduzidos – e nem o surgimento de um advogado levantando teses … – e com isto o assunto perdeu aquela relevância de debate que tinha jsutamene pelos esclarecimentos prestados. Acho, acho não, me convenci, de que a QUESTÃO ARENA está amplamente superada. AGORA…

    2. o Sr. Raul tem razão em sugerir ao Minwer seja posta a questão sobre o ASSOCIADO, esta sim, me parece que ainda residem dúvidas para muitos.

    3. QUERIDO AMIGO, COMPANHEIRO E COLEGA DE FACULDADE ROBERTO SCHWEITZER, acho que o amigo chega atrasado ao debate, digo isto carinhosamente, o assunto já se esgotou ou se alguém entender que não, está no EPÍLOGO com a extrema unção já concedida. Eu jamais cosperia no passado, no presente e no futuro do nosso amado Grêmio. E acho que a questão ARENA nada se relaciona com isto, por favor, ao contrário, se for pensar assim quem constriu o Olimpico cuspiu na baixada …. Enfim, abraço.

  8. É a desinformação de de uns

    Acontece que as perguntas são repetidas porque, apesar de tudo já ter sido esclarecido, apareceram uns que outros desinformando totalmente a nós torcedores. Os caras inventam coisa .Ganham repercussão porque a imprensa adora terrorismo contra o Grêmio. Aí fica todo mundo preocupado, as perguntas são repetidas e, claro, as respostas não podem ser diferentes.

    Mas.s parece que tem algumas coisas novas também

  9. Quem estranhou que frisei os poucos comentários perdeu. Só 13 ai em cima, tirante os dois meus, na verdade 12. Para um assunto que rendia mais de uma centena …. Fato !

  10. Ah, a entrevista é ótima, a iniciativa do Minwer foi excelente, parabéns, a escassez de comentários hoje e prova de que os questionamentos feitos foram e estão sendo esclarecidos fartamente e não deixando dúvidas; isto não retira a sugestão do Sr. Raul mas é uma verdade inegável !

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.