Direto do Blog do Mosqueteiro

http://blogdomosqueteiro.blogspot.com.br/
Este é um ano de mudanças para o futebol brasileiro. Iniciativas como o a do Bom Senso FC e a generalizada redução salarial dos jogadores dos principais clubes da Série A ganharam as manchetes do noticiário esportivo nacional.
No entanto, viagra order mudanças muito mais profundas e inevitáveis, que afetam a forma como são geridos os clubes de futebol, estão em vias de implementação.
A Lei 12.868, sancionada em 16 de outubro passado, alterou diversos pontos da Lei Pelé, exigindo das entidades que quiserem ter acesso a recursos públicos uma total transparência sobre seus dados econômicos e financeiros, contratos, patrocinadores, direitos de imagem, propriedade intelectual e quaisquer outros aspectos de gestão.  A partir da nova lei, as entidades esportivas devem estabelecer em seus estatutos instrumentos de controle social, fiscalização interna, alternância em cargos de direção e participação de atletas nos colegiados de direção e na eleição para cargos. Além da aprovação das prestações de contas anuais por conselho de direção, após parecer do conselho fiscal. Os clubes também terão que publicar na internet documentos e informações relacionados à gestão, garantir aos associados e filiados acesso irrestrito aos dados sobre a prestação de contas, e terão um prazo exíguo para se adaptar às novas regras.
Tais regulamentações se apresentam como necessárias, frente a um mercado milionário e globalizado, porém capitaneado, em grande parte, por gestores não profissionais, e que se utilizam de práticas ultrapassadas e estruturas viciadas da realidade atual, ou até mesmo não tão éticas e legais.
Numa cadeia produtiva de inúmeros atores, os clubes se tornaram o elo mais frágil, cada vez mais empobrecido e vilipendiado, quase um mal necessário, frente aos interesses e o poder crescente dos demais componentes deste cenário. O “mercado da bola” tornou-se uma atividade econômica das mais valorizadas e rentáveis no mundo dos negócios. Seus protagonistas passaram a ganhar muito dinheiro, com exceção dos clubes de futebol, aos quais resta apenas a menor fatia deste bolo.
Se por um lado são os clubes que produzem esta “matéria prima” jogador, que tem valor no mercado internacional, por outro lado pela situação financeira a que estão submetidos, obrigam-se a vendê-la ainda in natura, sem agregar valor o suficiente para poder retirar os melhores dividendos, nem por sua utilização no clube, nem pelo seu melhor valor final. Diante desta realidade inexorável, os clubes brasileiros, nos quais o Grêmio se inclui, estão para o mercado do futebol como o país está para a economia mundial.  Numa situação de subserviência. Inseridos em uma correlação de forças muito desfavorável em relação aos mercados europeu, asiático e outros. O que provoca a venda de atletas jovens, que ainda não ganharam títulos de expressão e muitas vezes sequer jogaram por uma temporada inteira no clube.
Infelizmente, diante disso, o clube havia há muito deixado de produzir jogadores nas categorias de base para alimentar seu time, tendo se dedicado a montar equipes para disputar os campeonatos com custos insuportáveis. Com o agravante de que os resultados esperados acabaram sendo pífios.
Passados pouco mais de 12 meses, a atual gestão procurou alternativas para encaminhar o Grêmio ao seu caminho normal, de formador e revelador de atletas para uso primário em seus quadros, objetivando, a médio e longo prazo, retardar ao máximo sua saída, maximizando o retorno ao clube. Não é uma tarefa fácil, especialmente pela quebra de um modelo existente e por todos os aspectos que compõem o atual momento de transição vivido pelo clube. Com uma crescente valorização das divisões de base, hoje o Grêmio já não busca apenas produzir dois ou três atletas por ano, mas mira úmero bem maior: entre seis, oito e dez.

 

Ainda precisamos garantir não só uma formação técnica e física dos garotos, mas também uma formação cidadã e educacional, em que ele possa desenvolver todas as suas dimensões humanas. Especialmente porque a realidade entre os jogadores reproduz uma pirâmide social que garante a 1% deles salários estratosféricos, acima de qualquer racionalidade social, mas também a um enorme contingente, que beira 85% dos atletas de futebol, não mais do que três salários mínimos, considerando-se a existência de aproximadamente 700 clubes de futebol profissional no Brasil.
Priorizar investimentos neste sentido tem sido um desafio, em face da situação de queda das receitas ocasionada pelo novo formato de gestão conjunta. São inúmeras demandas, que passam pela infraestrutura, gestão e administração das categorias de base. Em que pese o elevado grau de profissionalismo já obtido atualmente, temos ainda enormes carências na parte financeira e de infraestrutura, a ponto de ter que debater sobre investimentos fundamentais e de pequena monta, para conseguirmos obter os resultados esperados. Estas demandas precisam ser corretamente apontadas no orçamento e no fluxo das atividades rotineiras do clube.
A atual gestão e os entes políticos que a suportam buscaram e ainda buscam implementar as mudanças estatutárias tão necessárias para dar sustentação ao seu projeto de governo. Infelizmente, muitas são as resistências, inclusive com quebra de promessas de campanha de segmentos políticos que parecem estar muito mais preocupados com seus interesses que com o bem maior do clube.
 
Eleições de três em três anos devem retirar o Grêmio de um processo eleitoral contínuo, um dos pontos de maior desgaste para se avançar com os projetos. A criação de uma vice-presidência dedicada às categorias de base é outra das questões que deve ser avaliada e debatida, no sentido de elevá-la a um grau de importância operacional e política adequado com os objetivos do clube.
São pontos importantes e decisivos, que ensejam a reflexão, cujos resultados, embora ainda no estágio inicial, já demonstram uma grande melhoria e nos dão a certeza de que estamos no caminho certo.
DAVID STIVAL
Assessor da Presidência para as Categorias de Base – Departamento de Formação do Grêmio

Participe da discussão

17 comentários

  1. Parece que sempre estamos no caminho certo… mas nunca chegamos em algum lugar… sempre ali, ali, no limite, no quase…
    Não encontro mais palavras para dizer, de outra maneira, o que viemos dizendo desde muito tempo, afinal, não são como filhos pequenos que a gente tem que falar muitas vezes a mesma coisa, repetir e repetir…
    nossa diretoria é feita de gente grande, supomos, e aí vemos Marcelo Moreno fazendo gols e nós nos desesperando por alguém que faça gols e contando com a volta de Kleber que talvez faça uma sombra para o Barcos e assim ele faça gols e, por favor, minha paciência esgotou. Tira logo esse técnico!!!!! E essa Diretoria!!!! não quero mais ouvir que o técnico acha que perder jogo contra o rival é ruim porque aqui a disputa é acirrada e apaixonada.

  2. Será que as obras no entorno do BR serão objeto de uma profunda fiscalização do Ministério Público?
    Qual o motivo de se fazer um viaduto sofisticado e estaiado no entorno do BR? Não seria suficiente construir um viaduto simples, menos oneroso e com a mesma finalidade? Dinheiro público rolando solto e não se vê questionamento nenhum?
    Fica no ar a pergunta: o projeto foi pensado para valorizar esteticamente e muito o entorno e, consequentemente, o estádio ou foi simplesmente uma manobra para encarecer a obra e beneficiar com mais alguns milhões seus mentores? Ou as duas coisas juntas? Aí tem…
    Enquanto isso, passados quase um ano e meio, não se vê a mesma preocupação com o entorno da Arena. Dá para prever que só depois do oba oba da Copa, as coisas vão voltar à discussão.
    Queremos isonomia de tratamento do MP para com as duas obras. Da Prefeitura a mesma celeridade e comprometimento com as necessidades de obras na região norte, principalmente os acessos e a orla. Provavelmente os viadutos previstos serão simples e não terão o requinte dos estaiados. Afinal, é no Humaitá e lá não é preciso tanto cuidado estético – vide o viaduto Leonel Brizola.
    O Humaitá está atirado às traças pelo poder municipal. Foi preciso o Grêmio se mudar para lá e dar um “puxão de orelha” nos gestores públicos a fim de que voltassem seus olhos para as demandas da população local, até agora não satisfeitas e em compasso de espera.
    Que o governador, o prefeito e os edis, tão preocupados e céleres em dar isenções à FIFA e ao estádio da Copa, não esqueçam de ter o mesmo cuidado e agilidade no trato das coisas do Humaitá.
    Está na hora das comunidades gremistas começarem a “chiar” para valer nas redes sociais.
    Estamos de olho.

  3. – O Barcos fica um tempo sem fazer gols. Mas já foi decisivo. Ele é importantíssimo. Tem a nossa confiança. Quando entendermos que outro atacante mereça, faremos outras opções. Mas as chances perdidas foram criadas por ele. Daqui a pouco a bola começa a entrar.

    Em que mundo vive o tal do Enderson?
    Quando que o Barcos decidiu alguma coisa??
    2013:
    Libertadores – 8J – 3 gols
    Brasileiro – 37J – 9 gols
    CB – 5J – nada

    2014:
    Libertadores – 8J – 2 gols
    Brasileiro – 6J – 2 gols

    64 jogos e 16 gols, ridículos 0,25 gols/jogo, ou 1 gol a cada 4 jogos. E nenhum gol decisivo! Não marcou nos matas da CB e em duas Libertadores. Fez 1 gol contra Corinthians em 2013 em que ganhamos de 1 x 0 e dois contra o Vasco no Rio, vitória de 3 x 2. No mais, nunca decidiu nenhuma partida.
    Chega dessa enrolação, tá na hora da torcida mudar o Grêmio!

  4. Eu queria saber se a lista de serviços prestados pelo Cel. Elvio já chegou ao poder do gerente do site.

    Grato.

  5. a lista dos serviços do Cel. Elvio poderia vir com uma argumentação do treinador de porque o Barcos ainda é titular, apesar dos péssimos números e atuações pífias.

  6. Há quarenta anos ouço que nosso futuro passa pelas categorias de base. Mas há controvérsias. Quanto custa por mês as categorias de base com 80 funcionários e mais de duzentos atletas? Quanto custa isto por ano? Quem são os verdadeiros donos destes mais de duzentos atletas? Quanto dá de retorno? Será que buscar jovens jogadores prontos em outros clubes não seria mais barato? Acho que o Diretor das Categorias de Base Dr. David Stival poderia fazer um balanço dos últimos cinco anos e responder. Quanto gastamos e quanto vendemos.

  7. a base custa uns 12 milhões por ano e rende uns 30 milhões em venda de atletas. Poderia ser mais se não houvesse tanto tranca rua no grupo, como Barcos, Kléber, Pará, Werley…
    Já os mazembados lucram mais de 100 milhões/ano em venda de jogadores.

  8. Targa!

    Dos 30 milhões, quanto fica realmente no clube? Como pode o clube lucrar tanto se tem empresário, investidor, pai e até o atleta abocanhando um percentual da venda? Ah!… esqueci, tem também a Receita Federal que leva algum.
    Acho que tens que rever os teus cálculos.

  9. Vejam o que deu no jornal:

    “Werley defende Barcos das críticas por parte da torcida do Grêmio”

    Parece piada. Logo o zagueiro “macarrão” me sai com essa? Ao invés de estar treinando para melhorar a sua sofrível colaboração para a equipe, vem, com a maior “cara-de-pau”, qualificar como injusta a cobrança da torcida?
    O que Werley gostaria de ouvir? aplausos? elogios? gritos de satisfação com a má qualidade do futebol apresentado, não só pelo Barcos mas por toda a equipe? A que ponto chegamos.
    É por essa e por outras que o torcedor vem mostrando indignação. Quando um jogador de qualidade mediana como o Werley se acha no direito de censurar as justas manifestações dos torcedores, algo está errado. Ainda mais quando é a pessoa menos indicada para protestar, haja vista ser ele um dos principais responsáveis pelo mau futebol que a equipe tem apresentado ultimamente. Menos, senhor Werley! A paciência do torcedor tem limite. E, se este mesmo torcedor não está satisfeito é porque as respostas, individual e coletiva da equipe, não satisfazem as suas expectativas. Todo profissional de futebol tem que saber conviver com essa realidade ou então, melhor é pegar o boné e cair fora…

  10. O Valência quer se desfazer do Jonas. Jonas quer voltar. Já tem um monte de times querendo ele. Ele já revelou em outras entrevistas que gostaria de voltar ao Grêmio. Será que os dirigentes atuais querem ele?
    Fiquei sabendo que o T.A tá na parada querendo traze-lo.

  11. NO MERCADO : CICERO , MONTILLO , JONAS , LUGANO ( APESAR DA IDADE ) , FERNANDINHO ex galo , CARDONAS meio campo 5 STA FE – COLOMBIA , VARGAS san LORENZO . ( ACORDA DIRECAO JAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA ) .

  12. Darcilio, “meus cálculos” nada mais são o que está descrito nos balanços oficiais do clube.
    Se tem alguém que tem que rever cálculos é o Grêmio, pois não disponibiliza as informações das vendas de atletas como outros clubes fazem e como o Koff falou que iria fazer, com maior transparência na gestão.

    Só o que falta me dizerem agora que a base não gera grana pro clube. Viva os medalhões!
    A torcida merece os 13 anos de pindaíba, aplaudindo o clube pagar fortunas pra um bando de perna de pau em campo e corneteando a base.

  13. hoje o treinador vai inventar de novo pra acomodar o medalhão Zé Roberto.
    Poderia tranquilamente colocar o M. Biteco, de grande atuação contra o Galo, e manter o esquema.
    Viva a cagalhonice!!
    Grêmio virou refém de “jogador líder de grupo”, esqueceram que precisa jogar futebol antes de tudo…

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.