A cada derrota o “baque” é maior, buy é incrível. Estamos remando tem pelo menos seis anos e sofrendo derrotas e mais derrotas. Mudando a metodologia ano após ano na procura de um resultado melhor. 

Demorei para escrever esse texto, logo apos a desclassificação é fácil sentir raiva, vergonha, tristeza e até apontar dedos. Muito mudou, mas nada mudou.

Saiu Rui Costa e vem Alberto Guerra. Alberto Guerra exerceu função no Grêmio na gestão de Duda Kroeff e saiu ao fim de 2010.

O grande problema da desclassificação tripla do Grêmio no ano de 2016 (Liga, Gauchão e Libertadores) é que pode reverberar na casamata. Minha esperança é que Roger Machado veja a situação e avalie as mudanças necessárias, senão ele não vai durar e teremos mais um ano de troca de técnico.

Para quem me lê, nas poucas vezes que escrevo, ou ouve os podcasts do MBG sabe que valorizo a continuidade mesmo com a adversidade. Não é uma opinião muito popular em situações como essa de instabilidade, mas é a opinião que julgo correta.

A troca de técnico a cada ano é danosa ao clube, não traz continuidade e principalmente não forma um padrão definido ao ponto de render algo. A cada troca um perfil de profissional e um discurso bonito sobre continuidade que não dura até o inicio do campeonato brasileiro.

Isso passa pelo Grêmio não identificar seus problemas como clube e não saber que sua posição atual não é favorável.

Enfim, em todo lugar eu leio,“devolvam meu Grêmio” e até entendo. Se o Grêmio que querem de volta é o Grêmio que vencia partidas e campeonatos sabiam que esse mesmo Grêmio não foi construído do dia para a noite, mesmo se pegarmos a história do título de Libertadores mais recente é fácil notar que existe um trabalho de continuidade que foi de 93 até 96.

O Grêmio folclórico muito me agrada também, mas ele é uma imagem que não combina com a seriedade que o futebol atual precisa. Mesmo se eu acreditasse em milagres eu prefiro não ter que depender deles.

arenistas

Fane Webber
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Publicado por Fane Webber

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16 comentários

  1. É o que tudo indica, o Nestor Hein não vai ser o dirigente. É uma lástima, pois é um tipo de dirigente com sangue, o tipo que falta no Gremio.
    E lá vamos nós com os de sempre, dirigentes fidalgos, educadinhos, bons moços, tipo que foi criado pela vovó correndo de meia no carpete e comendo perinha com leite desnatado.

  2. O nestor hein me passa a impressão de ser só papo furado, gosta só de dar discurso e na hora de assumir a bronca, some.
    E o guerra, se bem me lembro, nunca entrou no vestiário quando foi vice anos atrás. Não era isso que o Grêmio precisava, mas vamos esperar o cara trabalhar pra começar a criticar.
    E acho que o roger tinha que ir embora. Se acadelou pros bruxos e isso é mortal, ele perdeu o poder de mobilização quando se vendeu pro doga10, edinho et caterva. Triste fim…

  3. Também não comungo da ideia de “terra arrasada”. Recomeçar é rever conceitos para melhor, reconhecer que as “convicções” nem sempre dão certo e que toda mudança está atrelada, principalmente, a um diagnóstico realista e preciso dos males que acometem o clube.
    Ano após ano renovam-se esperanças que se perdem pelo caminho . Ao torcedor, só resta continuar acreditando que logo ali adiante essa “onda” ruim terá um fim. E, se hoje existe um generalizado descontentamento, é porque nossas lideranças se deixaram “corromper” pelo elogio fácil e pelos “tapinhas nas costas” e não levaram a sério o clamor das arquibancadas e das redes sociais com os rumos do futebol do clube. Deixaram de lado sua principal missão: dar ao Grêmio as condições necessárias para a retomada da autoestima perdida e sair, de uma vez por todas, dessa “inhaca em que se meteu há 15 anos. Acima das vaidades, acima dos protagonismos ufanistas, deveria estar o zelo com as coisas do clube, principalmente, com o futebol que é o “trem pagador” dos acertos e dos sucessivos erros de gestão. Há, entre os torcedores, o entendimento de que não é só com esforço e trabalho que conseguiremos dar a volta por cima. São necessárias ações pontuais que alavanquem o clube em suas várias frentes e minimizem as chances de erro. Se Fossemos uma empresa qualquer, já teríamos ido para o “saco”.O Grêmio é forte e, se ainda está de pé, é por força e graça de seu torcedor que “segura todas as pontas na boa e na ruim”. Nota-se a preocupação dos atuais dirigentes com os rumos do futebol. Mas, se estão surpresos, é porque superestimaram a qualidade dos jogadores que contrataram e a própria capacidade de dar ao clube as condições necessárias para se sair bem nas competições. Não dá mais para errar. A água está batendo no queixo e qualquer descuido pode ser fatal. Os recentes fracassos não podem ser explicados com a surrada alegação de contenção de despesas ou por qualquer outra justificativa desprovida de consistência. O Grêmio precisa voltar a respirar!

  4. Chavare vai acumular a coordenação da base e de executivo de futebol?

    Olha, o Gremio ao melhora.

    Não vou falar mais nada. Fim da picada.

  5. Investiria em uma diferenciada equipe física … como os mandarins vermelhos fizeram após inauguração do beira rio + time competitivo, sai Bráulio entra Sérgio Galocha … aumentar a estatura do time, correr mais que o adversário, marcar muito, goleiro com mais de 1,90 m …

  6. Chávere é o mentor da filosofia de apenas formar jogador, sem se preocupar em formar vencedores, competidores.
    O exemplo prático já está no time profissional, excelentes jogadores formados na base, como Luan, Everton, mas sem aquele brio necessário pra vencer.
    Os exemplos também foram dados nas frequentes eliminações da base nos campeonatos disputados nos últimos anos, que tornaram comum a derrota.
    No fundo agora tudo está alinhado, profissionais e base acham normal perder e o Grêmio oficializa sua cultura bunda mole por todo o departamento de futebol.

  7. Vou escrever agora para ficar registrado e será em caixa alta.

    SE O GREMIO TROUXER O PAVOROSO, HORROROSO, PEREBAO, FERIDA, ENTREGADOR DO ZAGUEIRO LEANDRO ALMEIDA E CANCELO MINHAS TRES MENSALIDADES!!!

    SE JOGADOR É PIOR QUE KADU, FRED E BRESSAN JUNTOS!!!

  8. Vou te contar…
    É certo que, nas contratações de jogadores, nem sempre se acerta por uma série de fatores. Agora, quando o percentual de equívocos é infinitamente maior do que os acertos, só há uma explicação: erros primários de avaliação e desconhecimento do mercado. No caso do Grêmio, chega a ser preocupante que os dirigentes de futebol do clube, se mostrem tão despreparados para realizar, com um mínimo de eficiência, essa tarefa. A falta de cuidado ou de competência – segundo alguns – é a causa maior do desequilíbrio financeiro do clube. E essas coisas se repetem, gestão após gestão, como um moto-contínuo. A verdade é que o Grêmio está carente de novas lideranças, tendo em vista sua política de não remuneração dos cargos diretivos, o que desestimula toda e qualquer interesse de trabalhar no clube. A falta de renovação dos quadros implica na “convocação” – como alternativa confiável – dos chamados “abnegados”, que volta e meia aceitam colaborar com a administração pela afinidade política ou pela visibilidade e projeção pessoal que um grande clube proporciona a seus dirigentes. Sou a favor da remuneração dos executivos do clube a exemplo das empresas. Obviamente que o estabelecimento de uma pauta de interesse institucional seria o primeiro passo para o início de uma discussão sobre o assunto.

  9. O Presidente RB tem muita sorte. Se a quarta fase da Copa do Brasil ocorresse no primeiro semestre, ele correria o risco de ser eliminado em 04 competições num semestre só.

    Poderia ingressar no Guinness. E isso seria uma satisfação para ele, embora uma humilhação para nós.

    Talvez a sorte seja nossa, porque, com essa direção, a derrota no momento decisivo é um dever.

    Agora, sai uma informação de um colorado antigremista Wianey Carlet de que os jogadores vetaram Nestor Hein.

    É sempre esse papinho da imprensa que jogadores vetam alguma coisa.

    Por mais incompetente que seja essa atual direção no futebol, eles não se submeteriam a análise por parte dos atletas de qualquer dirigente.

    Ora, se Nestor faz críticas ao futebol, são as mesmas feitas por torcedores. Então, os jogadores pediriam para fechar a Arena, porque os torcedores vaiam, cobram e protestam.

    Falta no Grêmio homem para contestar o absurdo escrito por Wianey Varlet.

  10. Estão falando em recontratar o Edilson, jogador que o Grêmio se livrou.

    Se ocorrer, eu larguei de vez. Só volto acompanhar o Grêmio ano que vem. Não vai ser possível acompanhar tanta incompetência num ano só.

    O Edilson não deu certo aqui. não deu certo no Botafogo.

  11. Entrei para falar examente isso que o Cristiano comentou.

    Gremio repatriando Edilson que era pereba em qdo estava aqui. Agora, um pereba mais velho.

    A direção fazendo de absolutamente de tudo para o torcedor largar de vez.

  12. Se o Grêmio contratar o Edilson, irá romper toda a lógica. Sempre se diz que o bom filho a casa retorna. Com a contratação de Edilson, o mal filho também retorna.

    O Grêmio se tornará o maior MEME do futebol brasileiro.

  13. A pressão da torcida, que não aguenta mais os erros de avaliação e a demora na identificação e resolução das visíveis carências de qualidade em algumas posições do plantel, ao contrário de motivar os dirigentes para a resolução definitiva do problema, parece que mais uma vez vai esbarrar na surrada retomada de velhas práticas perdedoras. Embora não se possa exigir ações “à toque de caixa” , tendo em vista a recente mudança na direção de futebol, as primeiras notícias – ainda que não oficiais – tem causado uma certa preocupação, quando eram esperadas, com muita expectativa, ações ousadas e de impacto. Em seu discurso de posse, o novo comandante do futebol, pontuou as necessidades imediatas de contratação. Edilson, pelo que se especula, seria uma dessas “novidades” que estaria em sua agenda. Na minha opinião – e caso se confirme a contratação do atleta – seria mais um para inflar a folha de pagamento e ficar no come-bebe-dorme. O Grêmio não precisa de jogadores para ser mais um no grupo. Precisa, isso sim, de jogadores para assumir a titularidade. E se essa era a intenção, eis aí o primeiro erro. Ações açodadas, com o intuito de mostrar serviço, estão sujeitas a surtir efeito contrário, caso não deem uma resposta imediata. Sabe-se que o Grêmio precisa de mudanças no plantel para “ontem”, mas, há que se ter um mínimo de cautela para não retomar a velha prática de “amontoar” jogadores de qualidade mediana, sem as condições reclamadas para a resolução das pontuais deficiências técnicas da equipe titular. Faltou planejamento e agora estamos sujeitos às imponderáveis situações decorrentes dessa falta de previsão que, diga-se de passagem, podem ocorrer e não foi por falta de aviso.

  14. Fala, gremistada!

    Tudo tranquilo? ;)

    Faz tempo que não comentava por aqui. Estava com saudade. :)

    Fui professor da unidade temática de Novas Mídias e Marketing Esportivo no Curso de Extensão em Gestão Esportiva UNISINOS e GRÊMIO FBPA nas duas primeiras turmas.

    Anos atrás, fiz um curso de análises táticas promovido pelo próprio Tricolor, ainda no Salão Nobre do Conselho Deliberativo. Palestrou um dirigente do Málaga que foi formado pelo Barcelona, um expoente da famosa escola portuguesa da Periodização Tática e lá estavam vários treinadores e preparadores físicos da maioria das categorias de base dos principais clubes das Séries A, B e C do Brasileirão.

    Tentei entrar para o Conselho em duas oportunidades e conheci muita gente inteligente dentro do clube.

    Também tenho uma porção de livros e leio bastante sobre futebol.

    Mas isso não me credencia pra ser técnico nem dirigente: não é uma questão de personalidade mas, sim, porque é necessário ter dedicação exclusiva.

    Especialistas em gestão de carreira costumam dizer que – em média – é necessário ter estudado e praticado por pelo menos 10.000 (isso mesmo: DEZ MIL) horas pra se considerar excelente em qualquer área do conhecimento.

    Ser dirigente de futebol não é o mesmo que ser dirigente partidário, sindical, empresarial ou de qualquer outro tipo de entidade.

    O futebol não deveria ser (mas é) tratado como uma atividade bianual dos raros privilegiados que tem condições de largar seu negócio ou seu cargo público nas mãos de gente que possa tocá-lo com um grau de competência semelhante, sem que sua falta seja notada.

    Temos um Estatuto capenga: ao mesmo tempo em que somos um clube, esse clube não é mais um clube social (com piscinas, quadras, churrasqueiras, etc.); ao mesmo tempo em que temos um Planejamento Estratégico discutido por dezenas de gremistas ilustres – diga-se de passagem, todos bem relacionados e bem sucedidos profissionalmente – que tem sido atualizado desde 2004 e contribuído para as definições do organograma desde então, temos um cargo de CEO que não funciona como CEO.

    Nas empresas, o CEO (Chief Executive Officer, mais ou menos como se fosse um presidente). Ele não apenas é a “cara” e a “voz” públicas (isto é, que mais aparece na mídia): ele fecha negócios, faz lobby e estabelece parcerias estratégicas. O nosso é sufocado pela figura de um Conselho de Administração que, ao contrário de qualquer empresa, não tem o CEO dentro desse órgão! No Grêmio, o CEO trata-se tão-somente de alguém que conhece Finanças e gerencia tudo o que tem dentro do clube pra que não falte nada e pra que não se gaste dinheiro com bobagens.

    No entanto, o amadorismo dos cargos políticos e do executivo (muito bem) remunerado no futebol é fruto de um conjunto de… Amadores.

    Hoje, pergunto: precisamos de eleições?! Não era mais fácil termos uma instância com assento no Conselho de Administração para o coordenador de um grupo que possui formação e experiência comprovadas e bastante extensas em gestão esportiva?!

    Pra corroborar ainda mais com a continuidade que o caríssimo Fane Weber defende, precisamos de mais tempo para a gestão: dois anos é pouco, três talvez seja suficiente, mas, sem reeleição, pode-se perder um trabalho vitorioso. E, com reeleição e ausência de uma chapa adversária qualificada, uma má gestão instauraria o caos.

    Então, defendo um mandato de quatro anos com recall após dois anos: o recall é uma consulta junto à Assembleia Geral dos associados que opta por “SIM” ou “NÃO” para a continuidade do mandato até o seu final. Caso contrário, seriam convocadas novas eleições num prazo de três meses a partir do resultado do plebiscito.

    Muita gente quer ajudar o Grêmio. Todo mundo tem suas crenças e convicções. No entanto, 99,9999999% de todos nós não passamos de meros palpiteiros. Assim como o querido amigo Carlos Josias Menna de Oliveira já mencionou que não é necessário ser conselheiro pra ajudar o Grêmio, é preciso também ter autocrítica pra admitir que quem não ajuda, não atrapalha.

    Penso que isso valha para qualquer gestão, seja do lado que for.

    Abraços fraternos,
    Hélio

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