De colaboradora – Ainda é cedo!

Ainda é cedo para achar que está tudo perdido. Precisamos sempre relativizar os fatos. Tem um colega que sempre me pergunta após os resultados não tão bons: “e aí, price que tu vais dizer da escalação do Renato?”, order talvez por ver que gosto do Renato como treinador ou por achar que entenda muito de escalação, malady de time, de função de jogador. Não, não é isso, aliás, longe disso! No jogo contra o Corinthians, o da Copa do Brasil, eu pensava que seria melhor colocar Elano no lugar de Alex Telles, mesmo que joguem em posições diferentes porque, total, jogava-se com um a menos, então que grande diferença faria? E por aí vai, a vontade de trocar é imensa, já que alguns não correspondem no jogo.

Não sei o que pensou o Renato quando levou o time a campo ontem à noite, mas a intenção me parece ter sido a de jogar com atacantes da função, Yuri e Lucas Coelho, já que nenhum dos titulares (embora não estejam fazendo grande coisa) estivesse presente. Fosse eu a técnica, escalaria diferente, mas agora de nada adianta reclamar. Ou melhor, adianta, se a crítica puder ser absorvida e as idéias modificadas para o jogo seguinte. Às vezes não gosto das entrevistas do Renato e dos dirigentes, porque parecem pessoas descoladas da realidade, que fazem um discurso defensivo, passando a responsabilidade para outras pessoas, ou, por vezes, fazem um discurso incompreensível mesmo. Ninguém entende, e talvez seja para não entender mesmo.

O que ainda faço é acompanhar o time, torcer para que sempre melhore, é a parte que me cabe, porque não sou técnica, dirigente ou empresária. Sim, empresária, ou vocês acham que eles, empresários, não interferem? As questões da Arena…isso ainda vai longe… que triste. A disputa de poder parece não ter fim.

Então, perdemos o jogo ontem, mas não a vontade de ganhar. E a esperança, só vou perdê-la, se for o caso, finalizado o segundo jogo contra o Atlético. E vou seguir torcendo no campeonato brasileiro, porque domingo tem o Bahia e nova chance de Libertadores 2014.

Maria Regina Duarte

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14 comentários

  1. Amiga, querida! Todos torcemos pelo Grêmio, somos por ele apaixonados e queremos SEMPRE o melhor para ele: títulos, conquistas, grandes vitórias, como num passado nem tão distante. Quando criticamos (eu inclusive), há um ÚNICO propósito: algum dirigente ou jogador, lendo o que sentimos, poderá fazer algo que busque REAÇÃO (é nisso em que acredito). Nada além do que isso, pelo menos de minha parte!
    Embora hétero, sou um “apaixonado” pelo Renato e tb pelo Danrlei, mas somente enquanto JOGADORES.
    Renato veio na hora certa , pois o que se anunciava era quase trágico se o vigário permanecesse (vejam o q o Flu disputa hoje = rebaixamento). Infelizmente, Renato não é um treinador “completo”. Prepotência, falta de humildade para reconhecer equívocos, falta de visão de jogo,….
    E Danrlei jamais poderá ser nosso Presidente, por tudo que já discutimos publicamente: política-partidária tem de estar LONGE do Grêmio. Koff e sua turma sempre pensaram assim. Mudaram? Lembro do Mercadante: “O mundo mudou, por que o PT não mudaria?”
    Não, assim não me serve! Quero o “mesmo” Grêmio de sua gênesi (brioso, lutador, suador, peleador, vitorioso,…..). Assim como está,o Grêmio, por analogia, tornou uma espécie de “PT”). PARÊNTESE: Desde outubro de 2002, não voto mais no PT. E por quê o Grêmio apequenou-se ou FUGIU de sua bandeira?
    Também já se discutiu isso publicamente: o Grêmio teria de ser REESTRUTURADO, a fim de ter CONTINUIDADE.
    Koff acenou com um PROJETO revolucionário. Não saiu do papel; foi engavetado, à medida que “escolheu” amigos, seguidores e ou simpatizantes para montar o CA, bem como sua equipe de “abnegados e remunerados”. TODOS possuem vínculos (direto ou indireto) com Koff. Isso é CACIQUISMO!
    E o CD completa a “tríade” – Presidente Cardeal – CA subserviente – CD “conivente ou paciente” – da desestruturação do clube que AMAMOS.
    Observem a “nova” metade do CD renovada em setembro: MAIS DO MESMO! Até os “novos” membros entraram “vinculados” a Danrlei/Koff ou a Bellini/Geral (por respeito, omito o outro nome). Enquanto nossos “representantes” não estiverem VINCULADOS unicamente a IDÉIAS, PROJETOS,….., jamais o GRÊMIO mudará! Dificilmente voltaremos a obter grandes títulos! Perdoem-me minha fraqueza, mas não posso afastar-me da triste realidade! EU GOSTARIA QUE O GRÊMIO, MESMO ASSIM, ESTIVESSE VENCENDO!
    Fraternal abraço a todos, em especial a minha amigona Regina!

  2. Torcer no futebol não é um transação comercial, tipo, vou ao campo pago um ingresso (ou uma mensalidade) e recebo uma vitória ou um título, no fim de um campeonato. Mas tenho a sensação de que esta é a ilusão que move uma boa parte da torcida – eu pago/torço mereço ser recompensado. Torcer é pura magia, mesmo na derrota deve ficar a esperança de que adiante vou vibrar com uma conquista.

    Vejo os campos ingleses sempre lotados e barulhentos, mesmo nas equipes que estão na rabeira da liga e me pergunto como eles conseguem isso? Já vi jogos na segundona deles e campo lotado.

    Por que nós entramos em depressão nas derrotas e o estádio fica quase vazio? Minha hipótese é o mal da transação – se eu torço devo ser recompensado. Será que algum dia vamos ser como os ingleses e torcer sempre, com estádio cheio, mesmo com o time mal.

  3. Jorge, a história de que brasileiro é apaixonado por futebol é a maior mentira que já inventaram!
    O exemplo que tu trazes retrata bem isso. No Grêmio existem entre 15 a 20 mil torcedores que são assim, estão sempre nos jogos, estão aqui. O resto é torcedor de ocasião.
    Tem a questão financeira tb, mas não importa, tem muita gente com dinheiro que tb só vai em jogos “grandes”.

    Não sei se não é pela cultura dos pontos corridos que na Europa já existe há muito mais tempo. Lá todo jogo vale 3 pontos, aqui ainda consideramos que ganhar o gre-nal é mais importante que ganhar do Criciúma. O próprio inter priorizou o gre-nal da Arena e levou 3 do Náutico.

  4. Maria, uma coisa eu aprendi nesses anos todos, quando a maioria da torcida quer uma coisa e o treinador quer outra, quem tem razão é a torcida.
    Quem dera os treinadores escutassem mais a torcida e menos os seus egos perturbados.
    Mas não adianta, o Renato vai passar, virá outro e fará igual. São todos assim, quando ganham o título de treinador parece que viram mestres que tudo podem.

  5. Será que é a Arena que tem causado todo esse “tsunami” administrativo que estamos vivendo no Grêmio?
    Mas, e nos anos que a antecederam, qual o motivo?
    Vão e voltam os mesmos. Como diz o Ruschel: mais do mesmo.
    Então, não podemos simplesmente creditar a fatores externos toda uma década de desencanto e frustrações.
    O mundo mudou, o Grêmio não.
    Hoje a torcida (sócio) nada representa. Nós, que somos a razão da existência do clube, só somos lembrados quando a “corda aperta”, tanto nas finanças quanto no futebol.
    Somos pisoteados, explorados, desrespeitados e tratados como seres “passionais” enquanto “eles” são os sabichões e donos da verdade.
    Uma possível insolvência não acontecerá por acaso. O alerta está dado.
    Gastam sem critério, contratam sem critério e depois vem “chorar as pitangas” nos microfones, procurando “tirar o seu da reta”, como se toda “lambança” pudesse ser creditada ao “imponderável de Almeida”.
    O “rombo” só pode se explicar pelas más administrações. Todas.
    Vamos aos “trancos e barrancos” em todas as frentes. Empurrando com a barriga.
    A impressão que fica é que nos perdemos no tempo. Os métodos de gestão se nos apresentam defasados e fora da realidade.
    A Arena e seu gigantismo assustam os senhores acostumados às arquibancadas de cimento e banheiros imundos.
    O Grêmio adormeceu no Olímpico e tem medo de acordar na Arena.
    Está na hora de dar um fim a esse pesadelo.

  6. de novo sobrou pra torcida “lotar a Arena” e “empurrar o time pra vitória”.

    o brabo é que nos últimos anos não tínhamos resultados mas o clube era saudável financeiramente, dentro do razoável. Em 2013 parece que perderam o controle. Agora não temos resultados no futebol e ainda por cima deixaram o clube com um déficit recorde.
    Claro que culpar o Odone, a OAS, o Papa, a Dilma e muitos outros vai ser mais fácil no final do ano do que tomar uma atitude…

  7. A TORCIDA ELES NAOOOOO escutam ne . AGORA QUANDO O NAVIO TA afundando , SAO OS 1 A CHAMAR O TORCEDOR / SOCIOS a SALVAR O clube ne ! DEPOIS DAO 1 chicotada NA bunda do torcedor .

  8. Darcílio, um “ilustre” gremista, identificado com Koff, respondeu-me no Twitter que “o caro desta gestão é o Barcos” (como se o Grêmio não fosse um TODO) após minha tt referir que o grupo atual é CARO e RUIM. Iria perguntar quanto CUSTA (sim, devemos ainda estar pagando salário/direito de imagem) Dida, Pará (renovou NESTA gestão), ZR (renovou NESTA gestão), Cris (Meu Deus, como puderam trazer esse cara? Se existisse o princípio da meritocracia, DEMISSÕES aconteceriam), Adriano, WELLITON (esse é outro em que RASGAMOS nosso dinheiro), Vargas,…..
    Dá para constatar que 90% das contratações foram ERRADAS. E quem contratou?
    Estou para escrever que os ÚNICOS acertos foram os 3 do Ju (Bressan, Telles, Ramiro), os quais, para este modesto torcedor, são jogadores de GRUPO.
    Mas tudo isso (contratações erradas, salários astronômicos, gastança, má gestão, Estatuto rasgado, orçamento pisoteado,….) é consequência da DESESTRUTURAÇÃO do Grêmio.
    Portanto, critico atuações de jogadores por criticar, pois o “furo” (ABISMO) é muito mais embaixo!!! CLUBE SEM ESTRUTURA, SEM CONTINUIDADE, SEM PLANEJAMENTO, SEM ADMINISTRADORES COM FOCO EM IDÉIAS (tudo no Grêmio é feito com base em “NOMES”, não em idéias e ou projetos).

  9. Resumo da história, tanto Koff quanto Odone rasgaram dinheiro.

    Logo, está na hora de gente nova e de outras “origens” no comando do tricolor. Chega dos mesmos, século 21 já está com 13 anos a dentro e estamos no século 20, ali por 1996/7..

  10. O Atlético, jogando em casa, não assustou. O que nos deixou “alarmados”, mais uma vez, foi o sofrível desempenho de alguns jogadores. Não há conjunto que resista a tamanha falta de qualidade individual. Difícil acreditar, mesmo que se tenha boa vontade, que veremos o Grêmio ganhar um jogo sem nos deixar à beira de um ataque de nervos ou com a pressão lá nas alturas.
    A cada partida, um novo “Deus nos acuda”. Meu bobo não tá “guentando” estas sucessivas “aprontadas”‘ do instável “grupo” do Renato.
    Tomara que no final das contas nos sagremos campeões da TB, ainda que o Dida tenha que defender todos os “penaltis” numa final. É que não posso torcer contra o Grêmio, mesmo quando não merece.
    Ficar à mercê de uma bola parada ou de um gol espírita que, tanto pode ser a nosso favor quanto contra, é o que mais me dá calafrios.
    Desse jeito, não sei se muitos de nós irão emplacar 2014.
    .

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