De Colaborador: JORNALISTA ESPORTIVO GAÚCHO. ESTE INFELIZ!

COMPREENSÃO PARA COM ELES! A ANGÚSTIA E A AFLIÇÃO LHES SEGUEM NA VIDA!  TEMOS QUE ENTENDÊ-LOS. CHAMAMENTO PARA QUE MUDEM E SEJAM MAIS FELIZES…OU FELIZES!

É possível imaginar o sofrimento de um ser humano que passa a vida inteira amando loucamente uma mulher, unhealthy envolvido numa paixão alucinante, medical arrebatadora, sem nunca poder contar para ela toda sua furiosa afetividade e devoção extrema? É possível compreender a angústia e a aflição de um homem ou de uma mulher que leva para o túmulo tendo carregado toda a sua existência um segredo mortal de guardar somente para si toda esta adoração, toda esta veneração? Penso que não existe dúvida alguma que o maior desejo de um homem seja o de dizer para sua adorada: eu te amo! Mas este desejo enlouquecedor só é superado pela aspiração de, tão logo lhe revelar seu tresloucado anseio, poder dizer ao mundo: EU AMO A FULANA! Sim, porque ao amante não basta dar conhecer à amada de sua paixonite, imperioso que o mundo conheça, isto é inerente ao ser humano, ninguém escapa desta.

Numa pitada de bom humor é de se lembrar a piada do cara que naufraga numa ilha deserta com a Sharon Stone e lhe salva a vida. Ela, agradecida, se entrega a ele numa conjunção carnal comovente. Saciado em seu apetite sexual, ele lhe pede um grande favor – como se tivesse outro maior do que o próprio…mas tem, ai é que tá…Pede-lhe que ela se vista de homem, simulando uma barba e um bigode e faça a volta, o contorno na ilha, porque ele vai lhe encontrar ali adiante. E ela, agradecida pela vida, lhe atende, e assim procede. Entre os trapos do naufrágio ela se traveste de homem e sai a caminhar. Ele faz a volta, lhe encontra e tratando-a como um grande e velho amigo lhe dirige a palavra: Cara, sabe quem eu tô comendo? Pois é, não basta amar, não basta dizer para a amada que a ama, há que se declarar ao mundo que se ama e a quem se ama! E ´upgrade` da paixão, entre dois seres humanos, evidente, é o beijo, o sexo,  a conjunção carnal, ali sublima-se todo o encantamento do amor! O oposto é o desamor, a traição, ou o abandono, a dor de cotovelo, a tristeza. Pois sabemos, isto é dado como favas contadas, que o amor, a paixão, por um clube, se processa com sentimento da mais pura fidelidade pois esta nasce e morre com o indivíduo, tirante, é claro, os vira casacas que são raríssimas e nada honrosas exceções.

Diz-se, com razão, e é a mais pura verdade, que o homem troca de mulher (alguns) casando-se até várias vezes, mas jamais troca de clube. Serve delas em relação a nós, também, tudo o que se pode dizer disto. Mas nunca trai o seu clube, salvo se tiver que perder para o inimigo se afundar (eheheheh… aqui vale outra piada, a do gênio que encontrado por dois inimigos concedeu a ambos um desejo mas alertou que tudo que um pediria o outro ganharia em dobro, e ele, gênio, apontaria o primeiro a escolher: escolhido, ele concedeu o desejo e o cara pediu: me tira um ovo fora!), mas aqui se trata também de honrosa exceção. Então não existe amor maior, paixão maior, mais arrasadora, mais perturbadora, mais malucamente insana do que a pelo clube da gente.

Senhores, aqui no RS o cara ou nasce Ximango ou nasce Maragato, ou nasce Gremista ou nasce Colorado (que nojo escrever este termo), não tem meio termo. E o sexo do futebol está na vitória: ela é o orgasmo, o sujeito pula, vibra, extrapola, salta fora do planeta de alegria e contentamento; na derrota é a dor, a tristeza, a ´fossa`. Quem nunca sofreu por amor, não sabe o que é amor; que nunca perdeu, não sabe o que é a emoção de ganhar, e vice-versa. TODO MUNDO TEM TIME. Menos o jornalista esportivo gaúcho. Este não pode senhores, REVELAR O SEU TIME DO CORAÇÃO.

Sabe-se lá porque bobagem folclórica criada aqui no Estado eles colocaram na cabeça que têm de manter em segredo, a sete chaves, para o grande público (sim, para o grande, porque no meio todo mundo sabe quem é quem e há muito tempo…) a sua grande e arrebatadora paixão. Isto talvez tenha nascido ainda na época da ditadura aonde o Rio Grande absorveu como nenhum outro estado aquele ufanismo espalhado de que aqui tudo era maior e melhor. No Brasil tudo era maior e melhor do que em qualquer lugar do mundo, então no RS tudo também tinha que ser. O maior estádio particular do mundo, o maior pôr do sol do planeta, aqui tudo é maior e melhor. Aqui temos a maior rivalidade do mundo no futebol. Então, talvez por isto, o jornalista esportivo resolveu viver enclausurado, aprisionado, abafado, sufocado: ele não pode dizer ao seu time: EU TE AMO GRÊMIO ou eu te amo…! Ele não pode, se nega o direito de poder, GRITAR AO MUNDO BATENDO NO PEITO: EU SOU GREMISTA, ou eu sou c…! Não, ele tem que ficar enrustido, escondido, atrás da mesa, da latinha ou da câmara, ali, como se fosse uma alienígena num Estado em que tu é uma ou outra coisa! Esta a exceção no Estado, o jornalista esportivo NÃO É NADA! Ele não tem clube, ele não torce, ele não desfruta desta paixão, deste amor: na aparência. Ele é uma pedra. Das que não rolam.

Claro, com as raríssimas e bem sucedidas exceções (que desmistificam aquele ditado errado de que quem se declara sofre prejuízos profissionais…. olhem o Sant´Anna, o Guerrinha e tantos outros), mas na esmagadora maioria estes profissionais se angustiam, se afligem, na escuridão! Tentem imaginar, a partir da linha de que a vitória é o orgasmo e a derrota a dor de cotovelo e que é necessário, na vida, passar por todas as situações, um jornalista esportivo colorado que passou tantos e tantos anos sem ganhar nada, absolutamente nada, ter que sufocar 30 ou mais anos de tanta espera e não poder desfraldar a bandeira e sair pelas ruas gritando é campeão!? Tentem e me digam se é possível entender o que pode se passar no íntimo desta criatura! Ou um Gremista que acumula títulos sobre títulos e tem de se quedar calado, inerte, posando de comentarista e fazendo divagações sobre táticas e jogadas. Senhores, isto não é humano! Por isto apelo a vocês todos que sejam mais compreensivos com estes profissionais. Tentem compreender quando um ANDRÉZINHO ou um ZÉ ALBERTO diz o que diz, porque a angústia lhe sufoca a alma e lhe corrói as vísceras há tanto tempo.

Eu convocaria uma campanha agora:

SENHORES JORNALISTAS ESPORTIVO, PAREM DE CORRER ESTE RISCO QUE VOLTA E MEIA SUPORTAM, DE SER ATIRADA A PECHA ERRADA, DE COLORADO PARA GREMISTA DE GREMISTA PARA COLORADO, OU ENTÃO DE DIZEREM ESTE MUNDARÉO DE BOBAGENS QUE DISSE O ANDRÉZINHO, QUE ATÉ É BOA GENTE, MUITO BOA, MAS QUE SAIU DA CASINHA, POBREZINHO. LIQUIDEM COM ESTE SOFRIMENTO, ROMPAM COM ESTAS AMARRAS, SOLTEM DAS SUAS GARGANTAS ESTE GRITO QUE HÁ TANTO LHES CASTRA E LHES CUSTA TÃO CARO. ABRAM SEUS CORAÇÕES E DIGAM AO MUNDO OS SEUS CLUBES DO PEITO. ENTENDAM QUE NADA VAI MUDAR, SALVO SE PARA MELHOR, E EU PESSOALMENTE JÁ ME CONVENCI DISTO, NÃO TENHO A MENOR DÚVIDA, GANHARÃO MAIS RESPEITO, MAIS ADMIRAÇÃO, PODEM TER CERTEZA, E MAIS PRESTIGIO, BASTA VER AS CONQUISTAS E O ÊXITO PROFISSIONAL DAQUELES QUE FIZERAM ISTO DESDE O INICIO OU DURANTE SUAS CAMINHADAS. SAIAM DO ANONIMATO, SAIAM DO ESCONDERIJO.

E SEJAM FELIZES.

Saudações gremistas.

Carlos Josias Menna de Oliveira

 

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64 comentários

  1. O Josias, com a imensa modéstia que possui, cita o Jorge Bettiol como um dos melhores comentaristas/cronistas que se dedicam ao esporte bretão no RS.
    Mas ouso a dizer que os textos do Amigo Josias, em especial o acima postado, está entre os melhores que já li. Merecedor de constar na coletânia dos post do Blog Grêmio Sempre Imortal que um dia deverá ser publicado.
    Mas é bom esse Josias!!!

  2. Tchês!

    Escutem o Plantão das Multidões, com o Antônio Augusto, de segunda a sexta, a partir das 22:00hs, na Pampa 970 AM. Um programa realizado por um Gremista, com participação de Gremistas, feito para os Gremistas. O resto é conversa.

    Como é que Totonho?? Vai pra casa Padilha.

    Totonho é o cara.

    Carlos Josias, muito bom teu texto.

    Saudações.
    Cláudio Medeiros

  3. O Josias conseguiu traduzir o sentimento de todos.
    Cronistas saiam do armário e assumam suas cores. Vcs serão mais respeitados se isso ocorrer.
    Muito bom esse post.

  4. A qualidade do texto faz justiça ao comentarista. Um ensaio muito bem elaborado sobre a paixão e sua influência – nem sempre salutar – no comportamento das pessoas. Ao mesmo tempo, um conselho de mestre aos que intentam dissimular seu arrebatamento por meio de um risível e porque não dizer, angustiante anonimato.

  5. O Andrézinho, o Benfiquinha ( cá prá nós, profissional que se preza e se destaca não pode ser conhecido no meio pelo ´inho` ) e o Zé Alberto, com suas estampas, formam um trio perfeito para um filme do Mel Brooks. E é de impressionar o linguajar do Seu Andrézinho, a atitude dele é lamentável, este mocinho não tem preparo para ser repórter de empresa de comunicação que seja grande, ele já não é grande coisa como repórter e ainda me larga barbaridades como largou. Vai, com disse o Josias do Benfiquinha, passar o resto da vida sem sair do que faz. E faz mal.

  6. Acho ridículo este negócio de dizer a o fulano e colorado ou o fulano e gremista, em que isso muda na rotina do grêmio?
    Se alguém, pode me responder isso, por favor.
    Eu não escuto, não leio e não assisto estas pessoas falarem ou escreverem, pois não tenho nada a aprender com eles, alias se nem na própria radio do grêmio da para levar a sério, pois eles censuram os torcedores que reclamam da diretoria.

  7. Ricardo, faz o seguinte: não entra aqui e não lê nada aqui também. Não tens nada para ensinar também, então camarada, vade retro !

  8. É isso aí!!

    não há mais espaço pro cara se dizer …
    – ” torcedor do Sao José, do Flamengo, do time de Osório etecetera ”

    é achar que o publico é imbecil. Mas isso só existe no RGS. SP os caras se declaram, Montevideo também, Buenos Aires até os reporteres setoristas são declaradamente fãs de Boca Racing, River etc

    Único problema prá eles é que – em assumindo – aí as fofocas e venenos deles contra o clube que odeiam vai ser entendida adequadamente pelas cores clubisticas do fofoqueiro. Dá prá entender que já frequentaram o Olimpico como setoristas personagens como o Juremir?

    só podia levar bolada mesmo, pq não foi cobrir o clube dele??

    cbimbi

  9. O conselheiro Carlos Josias foi de uma felicidade sem tamanho ao escrever esse texto. Gostaria muito que os cronistas esportivos do nosso pago o lesse e refletissem sobre o teor dele.
    É chegado o momento de acabarem com as vestais. Ou será que eles imaginam que o torcedor gaucho iniciará uma caça ao cronista que torce para a equipe adversária? Parafraseando o autor, cronistas, sejam mais felizes. Sejam felizes.

  10. Este assunto do Jonas está dando o que falar. Todos nós reconhecemos no presidente Duda um homem afável, sereno, correto e equilibrado, mas, ao mesmo tempo, não tem sido feliz em algumas declarações. A maneira descuidada com que externou sua opinião a respeito de uma possível utilização do jogador Jonas numa negociação com o Goiás, desagradou o atleta que se sentiu desvalorizado pelo clube. Obviamente que não era essa a intenção do presidente. Mas, deflagrou um mal estar que tem sido um “prato cheio” para os “imparciais” de plantão que estão aproveitando o “furo” para malhar o Gremio. Pô, presidente! Não dá para dar munição para essa gente. Eles estão sempre à espreita, na expectativa de uma “rateada” dos dirigentes. Todo cuidado é pouco.

  11. Boa noite

    Acabo de retornar de uma viagem de trabalho e descubro, surpreso, que o meu caro amigo Josias, além de um advogado competente e gremista apaixonado, é um cronista de mão cheia, dono de uma verve brilhante e invejável.

    Dizer que o texto é irreprensível, bem humorado, certeiro, e espelha uma realidade absolutamente inexplicável no futebol “gaúchês”, é plagiar o óbvio, copiar o que os amigos já disseram acima.

    Josias, sem a inveja que povoa a cabeça dos pobres e incompetentes, confesso que esta é a crônica que eu gostaria de poder ter escrito.

    Perfeito, meu amigo.

    Parabéns!

    Marcelo Aiquel
    PS: Siga a sugestão que foi dada aí acima e te dedica a escrever mais. Enquanto não fizeres isso, estarás nos privando de preciosidades como esta. Obrigado, velho!

  12. Com toda a vênia e respeito que merece o gremista e colaborador Darcílio, mas misturar o assunto declaração Duda/Jonas com os comentários sobre esta bela crônica do Josias me parece não ser muito pertinente.
    Quem sabe em um tópico ou post específico não ficaria melhor?
    Sabe aquela máxima de “uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa”?
    Sem rancor, amigo, ok? É apenas uma opinião.

    Saudações

    Marcelo Aiquel

  13. Dada a excelente qualidade do texto produzido pelo nosso colaborador CARLOS JOSIAS, os moderadores do Blog GRÊMIO SEMPRE IMORTAL solicitam a todos que mantenham o tópico, como bem lembrou o nosso comentarista MARCELO AIQUEL.

    Da mesma forma, conclamamos a todos os nossos leitores e comentaristas que queiram colaborar com o blog, que enviem seus textos e sugestões para o email sempreimortal@hotmail.com

  14. A partir do que o Ricardo disse, reitero:

    – Por que diabos perder tempo nos preocupando exageradamente em nos compararmos a um clube grande, respeitável, próximo e tradicional adversário, sim, porém longe de ser um exemplo imbatível de conquistas de títulos importantes com assiduidade e também naquilo que mais importa aprender (marketing, comunicação, finanças, etc.)? O que importa é ver como Manchester United, Arsenal, Liverpool, Chelsea, Real Madrid, Barcelona, Milan e Internazionale fazem. No Brasil, eventualmente algumas práticas ESPORÁDICAS de São Paulo, Cruzeiro, Flamengo, Corinthians e do próprio T.A. são dignas de menção e de reflexão – apenas isso.

    – Embora eu tenha gostado muito da brilhante crônica do Josias e queira de verdade que todos os profissionais da imprensa se declarem torcedores de A, B ou C, a falsa imagem que querem passar de isentos e de imparciais (palavras que só existem no dicionário mas que, nas práticas sociais, inexistem completamente) e o costume do senso comum de querer crer (ou de ser induzido a crer) que realmente existe neutralidade no jornalismo ou em qualquer outra instância humana, o fato de sabermos quem torce ou deixa de torcer para quem JAMAIS será garantia de um melhor jornalismo. Como já falei em diversas oportunidades, o jornalismo corporativo depende de um sistema arcaico ainda permeado pelo moral judaico-cristão e pelos valores da Revolução Industrial afirmados pelo taylorismo-fordismo e pelo capitalismo financeiro. Enquanto eles não pensarem em rede, de uma maneira colaborativa, esse formato de indústria sempre irá depender dos patrocínios públicos e privados necessários à sua existência. Logo, se o repórter for honesto, plural e detalhista, o seu editor irá barrar a sua matéria, pois deve-se puxar sempre a sardinha para o assado do patrocinador do momento (ou, então, omitir ou malhar tudo o que se refere à concorrência desses patrocinadores).

    O Brasil possui um oligopólio formado por sete famílias que obtiveram a esmagadora maioria das suas concessões de rádio e TV apoiando a ditadura militar. Como exemplos, o editorial do nº1 de ZH é repulsivo, assim como a Folha de SP emprestou carros para a OBAN caçar pessoas que foram contra o fim da democracia – inclusive o triste e célebre caso do jornalista Vladimir Herzog.

    Então, esse esquema podre influi, sim, na péssima informação sobre política, economia, esportes e cultura que recebemos.

    Há dissertações de mestrado, teses de doutorado e blogs de jornalistas consagrados e verdadeiramente sérios que não estão mais comprometidos com esse esquema do qual foram funcionários durante décadas para comprovar:

    http://viomundo.com.br (Luiz Carlos Azenha)
    http://www.paulohenriqueamorim.com.br/
    http://www.rodrigovianna.com.br/

    A quantidade de repórteres, comentaristas e narradores inteligentes e bem informados não é pequena. Porém, aqueles que realmente põem o dedo na ferida de dirigentes, jogadores e árbitros e aqueles que investigam as falcatruas relacionadas a casos como os da ISL, Hicks/Muse, Banco Excel/Econômico, superfaturamento das obras do Pan 2007 e o descaso na formação do esporte de base nos clubes e também na péssima Educação Física ministrada nas escolas de todo o país normalmente estão nos veículos da ESPN Brasil (canais a cabo 60 e 70 da Net; Rádio Eldorado/ESPN de São Paulo, Revista ESPN e http://www.espn.com.br/ )

    Há, sim, coisas boas no SporTV. Há, sim, coisas boas na Folha de SP (principalmente estatísticas, scouts dos jogos, infográficos e alguns comentaristas que também trabalham na ESPN). E não dá pra simplesmente ignorar os veículos da RBS (o TV COM Esportes c/Maurício Saraiva, Jader Rocha ou Zé Aldo Pinheiro é, sim, um programa bem feito e honesto – mas só porque pouca gente assiste a esse canal – é como a Globo faz com o Globo Rural quando mostra a cultura indígena no domingo às 8h da manhã ou com o Serginho Groisman na madrugada de sábado para domingo).

    Enfim… Esta longa missiva serve para demonstrar que a mídia de massa exercida pelas grandes corporações é altamente inconfiável e que é mentira quando dizem que o Governo quer censurar. MENTIRA: eles querem é liberdade de empresa e não liberdade de imprensa. Afinal de contas, mentem, omitem, deturpam, influenciam diretamente na vida das pessoas (afinal de contas, são uma fonte de informação que serve para orientar a rotina local e todos precisam situar-se no ambiente em que vivem).

    Por exemplo: se eu fosse um jornalista que soubesse que um determinado presidente do BC pretende manter as taxas de juros altas mesmo que – na prática – as reservas do país e o crescimento do mercado interno permitam que se ponha mais dinheiro no mercado sem prejuízo; se eu sei que isso influencia as altas e as quedas dos valores das ações das empresas; se eu sei que esse cara vai pegar um cargo em uma grande empresa ou em um fundo de investimentos após a quarentena do final do seu mandato para quem irá fornecer informações privilegiadíssimas; se esse cara já é um lobista que fará com que outros economistas liguem para as redações e a maioria dos jornalistas acredite e publique fatos e artigos que irão favorecer a esse cara, ao seu futuro (ou atual) empregador e aos clientes desse grupo, logo, serei responsável por fazer fortunas crescerem de maneira ilícita e zilhões de pessoas irem à bancarrota.

    Então, se um engenheiro que calcula errado uma viga e derruba um prédio possui um Conselho de Ética de sua própria entidade de classe e ainda deve obedecer ao Código Civil e ao Código Penal; se o mesmo ocorre com um médico que erra o bisturi e dá um talho no nervo facial de uma paciente e a deixa com a boca torta (pra não dizer casos de morte por inépcia ou desatenção), então por que diabos o jornalismo passa incólume?!

    Pra terminar: sem entrar nessa de fulano torce pra A ou B, se escarafunchar direitinho a quantidade de anúncios relacionados ao Grêmio ou ao T.A. e à amizade de alguns jornalistas com certos dirigentes, veremos que o lado de um é mais amaciado e o outro leva mais porrada. Mais do que uma questão de Grêmio x T.A., há uma questão que considero mais grave, que é a de Grêmio de antes x Grêmio de agora: o dirigente amigo da imprensa terá sua gestão exaltada, assim como o dirigente que respeita mas não arria os fundilhos para a mídia corporativa será muito mais castigado do que seus erros assim apontam para que o seja.

    []’s,
    Hélio

  15. Eu só escuto o Plantão das Multidões na Pampa(bem no meio do rádio)com o Antônio Augusto! um programa de gremista para gremista,o resto… tô fora, não dá para escutar… Deus que me perdoe.

  16. Mas eles nunca vão admitir o time! Sinceramente isso é bem melhor para eles. Qual o GREMISTA que aceitaria crítica de torcedor alheio? Mesmo “bem fundamentada” GREMISTA não aceita crítica de torcedor de outro time, senão é um frangote e não GREMISTA! Era o que faltava ficar ouvindo cordenada de colorido… Por isso ficar em cima do muro é mais interessante para eles, embora eu não dê a mínima para frases e declarações de pessoas ligadas a mídia, assim eles atingem todos. Acho que urge uma rádio especializada em GRÊMIO. Mas sei lá, vai que dá certo né?

  17. exemplo de diferença de tratamento:
    o Boaz ano passado depois de insucessos da nossa base fez um terrorismo, dizendo que a base do Gremio tinha sido desmontada. até não acho tão errado, pq os resultados eram ruins mesmo. só que nesse ano, a base deles perdeu tudo e ninguem aborda o assunto com viés alarmista.

  18. Estou extremamente orgulhosa com a qualidade de teu texto, meu amigo. Profissionais competentes como tu, infelizmente estão longe da mídia. Nós gremistões queremos te ver brilhando sempre e esclarecendo fatos como este de maneira inteligente. Parabéns!

  19. Meu caro Marcelo!
    Aqui mesmo, e, bem antes de comentar o assunto Duda/Jonas, externei minha grata satisfação com o ensaio do senhor Josias. No meu modesto ponto de vista entendo que não misturei as coisas. Dei a cada uma delas minha atenção em separado. Sempre entendi este blog como um espaço democrático e de livre trânsito das idéias dos gremistas. Por esta razão e dada a emergência do assunto por mim comentado, e mais, na falta de um post adequado, tive a ousadia de aqui manifestar minha opinião. Aliás, há precedentes, e muitos. Me desculpe a franqueza, ok? É apenas meu ponto de vista.

  20. Na mesma linha do Darcilio, muitas vezes isso acontece porque a quantidade de posts por dia é muitas vezes menor do que a dos assuntos relacionados ao Grêmio que valem a pena ser discutidos.

    Apesar da “desorganização” que ocorre quando se muda de assunto, procurem pensar que este ambiente é como se a gente estivesse na Social ouvindo rádio ou num boteco: volta e meia, enquanto a gente discute a escalação do time antes dele entrar em campo, alguém lembra do time de 1985 do Minelli ou do Grêmio Show do Otacílio em 1987, por exemplo.

    Ninguém vai levar um tapa na orelha só por causa disso, né? ;)

    []’s,
    Hélio

  21. Caro Darcílio

    A crítica não tinha viés pessoal. Apenas teci uma opinião que entendia pontual.
    Por favor, não receba o meu comentário como reclamação ou “tapa na orelha”, como exagerou o Hélio Paz.
    Aceito sua ponderação e peço desculpas se o atingi, mesmo que sem nenhuma intenção.

    Abraço

    Marcelo Aiquel

  22. Minelli:
    Mazaropi, Raul, Baideck, Luis Eduardo e Casemiro;
    China, Bonamigo e Osvaldo;
    Renato, Caio jr e Valdo

    Otacílio:
    Mazaropi, Alfinete, Astengo / Henrique, Luis Eduardo e Airton Caixão;
    Bonamigo, Cristovão e Cuca;
    Valdo, Lima e Jorge Veras.

  23. Helio.
    Não tive a pretensão de fazer um texto que tivesse em mira lecionar um maneira de se fazer um jornalismo melhor. Muito menos tive o foco de melhorar a profissão, seria muito, demais, pretensioso de minha parte. Nem teria talento e competência para tal. Minha única e exclusiva meta foi esposar uma reflexão sobre a INFELICIDADE de alguns que se privam de revelar a sua grande paixão, o seu amor, por um clube, que certamente, até porque paixão, não deve e não pode ser menor do que a nossa, torcedores comuns, porque antes de ser jornalista, comunicador, o sujeito é, sim, torcedor. Só isso. Se a revelação pelo jornalista do seu clube o fará desenvolver melhor ou pior o seu trabalho eu não sei – embora me pareça que sim – nem me detive em penetrar no tema com profundidade e nem daria, aqui, como se alargar nisto. Só penso que ele seria mais feliz, como ser humano, se se desse ao direito de ter esta liberdade e quem sabe isto seria mais transparente para o público, para não dizer mais honesto.
    O texto teve somente isto em mira, a revelação, e os reflexos disto, a felicidade num primeiro e imediato momento, tornar o profissional mais próximo do ser humano comum, do torcedor, e tirá-lo deste pedestal que ele mesmo se pôs e que lhe inferniza, com todo a certeza, a alma, e digo isto porque conheço muitos do ramo bem pessoalmente e que procuram disfarçar, mas sofrem com isto. Já encontrei muitos profissionais do ramo em programas de rádio e tv após derrota do seu clube do coração e que revelam estampada amargura, às vezes até revolta, e estão uma pilha, prontos para explodir com a primeira flautinha que se der: ai o programa começa e ele abre um largo sorriso para ser simpático com a ´platéia`. Conheço outros que mudam o tom de voz quando estão tristes pela derrota do seu clube, tanto quanto alguns que se seguram para evitar muita alegria diante da desgraça do adversário para não transparecer seu colaradismo ou gremismo. Esta história de dizer: não, aqui eu sou profissional … Balela, conversa fiada, antes de ser profissional o cara é um ser humano e isto lhe incomda, sim, nas vitórias e nas desgraças. Foi isto que o artigo que fiz buscou registrar. Apenas isto.

    Mais um registro,na boa. Da tua lista, retira o Manchester. Está quebrado, com uma dívida superior a 10 x a divida da dupla somada ! Lá, no primeiro mundo, tem uma porção de ´coisinhas` que não se deve invejar em nada, embora seja hábito achar que lá é o país das maravilhas. Os times italianos na sua maioria não profissionalizam seus juniores, e o Roma, por exemplo, entre tantos, tem tanta fartura quanto o
    Caxias !

    Abraço.

  24. Ah, só completando: tenho convicção de que se o Zé Alberto e o Andrézinho fossem ´assumidos`, não teriam tido o ataque de bixice que tiveram com estupendo disturbio de humor, o ultimo beirando à baixaria ! E mais ainda: é só constatar como o tipo de flautinha que o Cacalo tocou no Sala só toca nos enrustidos, os ´assumidos` não se abalam com a brincadeira. O Kenny não se abalou, nenhum dos assumidos deu importância. Os escondidos sairam da toca todos ofendidinhos. Quando o cara tá infeliz, fica de mau humor ! O Zé e o Andrézinho, ficaram ! Estão no rol dos INFELIZES. Assumam, e aposto um café contigo e com todos como estas flautinhas não lhes farão nem cócegas !

  25. (IN)UTILIDADE PÚBLICA

    PASSEI A RECEBER UMA SÉRIE DE TORPEDOS OFENSIVOS DE UM ILUSTRE E ´CORAJOSO` ANÔNIMO A QUEM ATRIBUI A ALCUNHA DE ´MARGARIDA` PORQUE ACABEI CONCLUINDO QUE SE TRATA DE ALGUÉM QUE DEVE NUTRIR POR MIM UMA PAIXÃO ENRUSTIDA. INFELIZ, O(a) COITADO(a). SOU HETERO E COMPROMETIDO. MAS COMO A VIDA JÁ ME DEIXOU CALEJADO E TREINADO PARA ESSES TIPINHOS ELE CANSOU DE RECEBER RESPOSTAS À ALTURA E COM O DEBOCHE DE QUEM FEZ POR MERECER. PAROU, BEM QUANDO EU COMEÇAVA A ME DIVERTIR E MAL TINHA ESQUENTADO AS BATERIAS. PRESUMO DE QUEM PARTA. NÃO ADIANTA LIGAR PARA VER QUEM É A BISCA PORQUE DÁ NA CAIXA POSTAL, A GURIA NÃO ATENDE, MAS GRAVEM O NÚMERO PORQUE SE ISTO SE REPETIR COM ALGUM DOS AMIGOS DAQUI, NÃO ESTRANHEM, TALVEZ ELE SOFRA TAMBÉM DO MAL DA PROMISCUIDADE E RESOLVA PARTIR PARA A CONQUISTA DE OUTROS CORAÇÕES.

    NÚMERO DO FONE DA MARGARIDA = 84 58 59 55

  26. Josias,

    Claro, não apenas entendi o teu objetivo como achei muito, muito legal MESMO. Só achei importante registrar que esses caras vivem em uma indústria inconfiável e cruel – não necessariamente com eles, pois muitos sabem oportunamente executar o papel de “cavalo do comissário”. O problema é que a forma com que eles nos informam geralmente não é boa, pois muita gente é refém das empresas onde eles trabalham como sua única fonte de informação. Nesse ponto, eles assumem o papel de “deus” e passam a querer testar hipóteses a partir da reação do público. Então, quando o produto do trabalho do jornalismo orienta o cotidiano das pessoas, isso se torna ou surreal, ou perigoso.

    Se eles levassem a sério o fato de que esses melindres explicitam a empáfia com que acham ser os donos da verdade, certamente teriam publicado o teu texto. Senão, que minimamente o imprimissem e colassem no mural de todas as redações para reflexão. Mas eu creio que a esmagadora maioria vai ficar apenas remoendo, remoendo… Aliás, tocar de leve nesse assunto com uma pontinha de ironia em algum de seus programas quando eles quiserem fazer suas perguntas capciosas não é nada mau…

    Por favor, não deixa de nos avisar sempre que participares de algum programa de rádio ou de TV. Acho que cabe bem em ti a função de orador extra-oficial daquele segmento diferenciado que eu considero o de conselheiro-torcedor: mais qualificado do que um palpiteiro, conhecedor da política do clube sem ser oficialista nem oposicionista. Nisso, tu és nosso professor!

    Pra terminar, a amostragem que eu tenho demonstra que a tua hipótese me parece bastante correta e plausível, sim: a maioria daqueles que declaram o seu time do coração costumam ser melhores profissionais e menos escravos tanto do sistema industrial e publicitário ao qual estão submetidos quanto de si mesmos.

    Basta citar um único cara: Juca Kfouri.

    Quanto aos clubes europeus: sim, há muita porcaria. Na Itália, o Napoli e a Fiorentina mudaram de razão social e de dono quando suas ações quebraram. A Juventus até hoje sente o efeito daquele rebaixamento por envolvimento com apostas de resultados (tanto é que, em comparação com o Grêmio e com o Corinthians, por exemplo, ainda está em um nível de resultados e de respeitabilidade bastante inferior).

    O Manchester United tem, sim, aquela dívida enorme. Porém, a sua capacidade de gerar receita, a expansão constante no mercado asiático, a exposição na mídia, um site verdadeiramente completo, lojas em vários países e – sobretudo – uma capacidade de crédito (endividamento) que estamos longe de ter faz com que a dívida deles seja melhor administrável. Isso porque é muito difícil eles não erguerem pelo menos uma taça por ano há quase 10 anos.

    O Real Madrid sempre torra um monte de dinheiro, se endivida feio, mas fatura horrores quando inventa essas ondas de “galáticos”. Casualmente, o atual presidente é o mesmo dos tempos de Zizou, Ronaldo, Figo, Beckham e Roberto Carlos + Raúl no auge. O cara deu um jeito de fazer com que os terrenos do clube passassem a valer 5x o valor inicial de uma hora para outra da forma como atraiu a construção civil para eles. Assim, pôde voltar a brincar como gostaria.

    O Bayern München volta e meia passa por uma temporada ruim. Mas é aquela coisa: desde os anos 1970’s, conquista pelo menos quatro títulos de nível nacional ou internacional por década. Porém, o mercado inflacionou de tal forma que um time excelente pra ganhar com sobras a Bundesliga não serve pra UEFA Champions League. Os holandeses agora padecem do mesmo problema (Ajax e PSV), assim como os franceses e os portugueses.

    Mas na América do Sul a coisa não é diferente: apenas assume uma proporção de valores menor. Por exemplo: desde que os argentinos quebraram, se não houver uma rateada homérica, a tendência é a de que o Brasil coma todos os vizinhos hispano hablantes com farinha na Libertadores por muito tempo. E, aqui dentro do país, enquanto alguém não buscar o São Paulo em termos de gestão e de esperteza pra vender seus principais valores ao exterior, ele vai seguir sendo um Bayern da vida.

    []’s,
    Hélio

  27. Helio.
    1. Todas as 4as feiras, 13 e 45 faço o 2 toques na TV Pampa, é um programinha rápido, muito rápido e ágil, e pá e bola, mas sempre que dá, um pitaco ali outro aqui, é possível mandar um recado. E as 5as feiras entro no programa do Antonio Augusto, lá pelas 22 e 40 – 23 hrs. Neste sim, tem razão o André, naquele espaço vc pode dizer o que bem entender ele é completamente sem censura, pode criticar a direção, elogiar, meter o pau na imprensa ( que é o prato preferido do totonho ) ou elogiá-la que tá tudo bem, hoje é o único programa do gênero. A direção da PAMPA procurou desesperadamente – e ainda busca – um jornalista colorado que fizesses às vezes do totonho mas os caras procurados não quiseram assumir o coloradismo: um dels foi o VIDARTE que tem um programa na mesma rádio – eu nunca escutei – que busca fazer um contraponto mas ele não assumiu ainda sua paixão. Faz parte do rol dos infelizes !

    2. Sobre os clubes europeus é um tema muito complexo e tomaria muito tempo, cabe um posto. O Bayer por exemplo é outro caso à parte, na Alemanha só tem ele, então ele tem q ganhar alguma coisa sempre, a distância para os demais é oceânica, e tem muitos times,prá não dizer todos os outros, que se contentam apenas com uma boa campanha, como o de Berlim, ex Marcelinho Paraiba. Um sobrinho meu morou lá mais de 10 anos e dizia que a torcida ia a campo para ver o time jogar sem se importar muito em ganhar porque ele não costumava ganhar, ela queria ver gols. Então o time tomava 5 x 3, o Marcelinho fazia os 3, e isto que importava, ele era idolo. Vez que outra um que outro time surge assim, marcando gols, ganhando às vezes, mas sempre Bayer. Quando não dá é exceção. Na Holanda não é diferente com o Ajax, em suma na melhor das hipóeses, até pela extensão territorial, são pequenos estados que quando muito possuem dois grandes times, como o RS tem a dupla, quando não dá um, dá outro, de 5o em 50 anos, aparece um Juventude, um Caxias, ganha algo, e some, ou quebra.

  28. Marcelo Aiquel,

    Não quis ser duro contigo, de forma alguma. Inclusive falei daquela forma pra descontrair, mesmo. Senão, não teria usado a metáfora do boteco ou teria me dirigido diretamente a ti.

    Josias,

    Vou procurar ouvir mais seguido a Pampa. Sobre o Vidarte, não sei qual o time dele. Só sei a idade: 51 anos, porque foi colega do meu irmão no Rosário.O meu irmão Ricardo (xará dele, os dois vinham um ao lado do outro na chamada) nunca comentou nada. Acho que, se o Vidarte fosse colorado, teria me dito alguma coisa.

    A Mãe tem uma foto da turma deles na 5ª série. O Vidarte já era, desde lá, bem arredondado!

    []’s,
    Hélio

  29. sabes mais q eu sobre isso Josias, mas um amigo tbém andou recebendo esse tipo de mensagens e conseguiu descibrir o numero ( coisa q já tens ) e processar o imbecil.
    conheço bem o Vidarte e já andei no programa dele prá fazer o meio-campo com uns amigos musicos. Só digo 2 coisas: ele tem um profundo respeito e admiração pelo Gremio e trata, sempre tratou, de dar espaço igual pros 2 lados. Tanto que, no programa que participe levando uma banda nova, se preocupou em saber qtos eram gremistas e qtos colorados pra dividir o assunto. Tambem se interessou em abrir espaço pra esse blog. quem duvidar, o programa dele vai das 19 as 21 hs.

    cbimbi

  30. Sou ouvinte do Plantão dss Multidões do Antonio Augusto há anos. Gremista convicto, abriu sua programação a todos os segmentos que se identificam com o tricolor, além de contar com um grupo de colaboradores assíduos dentre os quais se destacam os ilustres gremistas Rosa Foresti e Carlos Josias. Aos insatisfeitos e/ou inconformados com a prioridade que é dada dentro da programação às coisas de interesse do Gremio, responde que esta é, depois da pátria e da família, sua maior paixão. Orgulhoso de sua empatia pelo imortal, Antonio Augusto defende com muita garra e obstinação sua preferência clubística ao mesmo tempo em que proporciona aos seus ouvintes um canal aberto para sua livre manifestação. Polêmico, de temperamento forte e independente, manifesta no ar sua opinião frente aos mais variados assuntos, em especial, os que tem o Gremio como foco principal. Nestes anos todos, sou testemunha de seus inúmeros momentos de pura euforia e farta indignação com as coisas do futebol e, também, do nosso sofrido povo. Acontece, que além de gremista ardoroso o nosso Antonio Augusto é um homem de bem.

  31. tbém acho, Darcilio.
    A.Augusto
    é um cara ” da antiga ” como dizem alguns ou ” da época do Jornalismo com dignidade “, prefiro.
    tá caindo de maduro que o Gremio tenha algum tipo de parceria com o programa dele, ou patrocinio ou alguma outra forma de cooperação, confesso que não consigo definir.
    ALIÁS… sugiro aos MODERADORES uma entrevista com ele.

    cbimbi

  32. O Vidarte pode até ser colorado, mas com certeza ele respeita o Grêmio, e principalmente a torcida gremista, que no Blog dele no FinalSports, disse se tratar da maior torcida do estado, e que ultimamente é a mais vibrante também, ele escreveu isso, e levou um pau dos colorados, mas afirmou que era isso mesmo que pensava. Portanto, nada contra o cara ser colorado(alguns ainda nascem com esse peso, o espiritismo deve explicar) o importante é o profissionalismo. O Guerrinha por exemplo, colorado assumido, mas é um cara que sempre respeitou o Grêmio, nunca escutei ou vi ele fazer deboches com a instituição tricolor como já escutei vários “isentos” fazerem.

  33. César!
    Não creio que o Gremio devesse patrocinar o programa do Antonio Augusto, pois, em sendo o mesmo um espaço independente e de livre opinião, acabaria a instituição se expondo desnecessariamente. Entendo que a colaboração poderia ser feita através de uma participação pontual de dirigentes na programação – prestigiando o esforço de tantos anos deste gremista -trazendo a palavra oficial do clube em momentos oportunos e esclarecendo as questões emergentes e de interesse de toda a nação tricolor. O programa se ressente da falta de material humano (reporter setorista, assistente de produção e estúdio) e apoio técnico-logístico (nas ações externas) para poder prestar um serviço mais qualificado ao torcedor. Mesmo assim, heróicamente se mantém em pé. Entendo que o clube pode colaborar, também, sensibilizando seus parceiros a adquirirem cotas de patrocínio na programação. Ele merece nossa consideração. Não é fácil manter um programa no ar por tantos anos. Sem exagero, o Plantão das Multidões é a voz solitária do Gremio na mídia local.

  34. Cesar!
    Dou a maior força. Particularmente, gostaria de participar fazendo perguntas. Acho que os demais companheiros, também. Não sei se é possível ao GREMIO SEMPRE IMORTAL viabilizar isso. Quem sabe permitindo que enviemos nossas perguntas com antecedência para seu endereço eletrônico. Obviamente que os moderadores selecionariam as de maior interesse. Acho que desta forma se estaria ampliando o leque de opções de interação do blog com seus colaboradores. No mais, saudações tricolores.

  35. ACHEI SENSACIONAL O TEXTO DO SR. JOSIAS. SÓ QUE ACHO QUE AO INVÉS DE ELE CITAR O PAULO SANT’ANNA COMO UM DOS JORNALISTAS QUE EXPÕE AO PÚBLICO O SEU CLUBE ELE PODERIA TER CITADO O JORNALISTA ANTONIO AUGUSTO DA RADIO PAMPA. ESSE SIM É GREMISTA DE VERDADE POIS DEFENDE OS INTERESSES DO CLUBE CONTRA TUDO E CONTRA TODOS, INCLUSIVE CONTRA A DIREÇÃO. E É UM JORNALISTA PERSEGUIDO PELOS SEUS PARES, POR SEUS SUPERIORES (M ESPECIAL O COLORADO PAULO SÉRGIO PINTO), E ATÉ POR INFELIZES E COMPLEXADOS COMO O TAL DO DIFINI. GREMISTA QUE É GREMISTA SÓ DEVE ESCUTAR A RÁDIO PAMPA AM, DE 2ªS A 6ªS, DAS 22:00H À MEIA-NOITE, POIS É QUANDO O ANTONIO AUGUSTO COLOCA NO AR O SEU PROGRAMA, E SEMPRE COM ILUSTRES CONVIDADOS, ENTRE ELES O AUTOR DA MATÉRIA AQUI PUBLICADA.

  36. Se essa onda pega, os “jornalistas” políticos também teriam que revelar suas reais preferências, tais como: Lasier Martins, Ana Amélia… que até filiados a partidos políticos são! A imprensa como um todo posa de isenta e imparcial, quando tem interesses econômicos evidentes.
    Qto ao futebol, concordo com a crônica. Com transparência, teríamos mais qualidade de análise e menos miopia.

  37. É isso aí parabens pelo texto, o Gremio tem o Plantao das Multidoes e além disso a camisa mais linda do mundo, sem falar na torcida, extremamente original. É isso aí, temos isso pq merecemos, e merecemos muito mais!!! Bamo Salir campion!!

  38. gosto demais do plantão das multidões; tudo colorado! melhor programa esportivo colorado, joisas e carmem (fusquine ou fuscão) acho que é dadá maravilha.

  39. Baita conteúdo e atualizadíssimo! Josias, o historiador de todo gremista! Por seus conhecimentos, jamais um gremista, desde tenra idade, será enganado! Cumprimentos, Josias!

  40. Perfeito!

    No último domingo este tipo de situação ficou bem clara; os caras simplesmente não se aguentam e soltam coisas do tipo “um estádio padrão FIFA e um gol padrão FIFA”… Seriam respeitados se simplesmente, assumissem que torcem para determinado clube.

  41. Recordar é viver. É como se esta crônica tivesse sido escrita hoje. Nada mudou aqui na aldeia. Apenas a mentira envelheceu um pouco mais. O Dr. Josias, com muita lucidez, descrevia, lá em 2010, a saga de sofrimento e a angustia dos ditos “imparciais”, esses pobres enganadores de si mesmo. Vão morrer tentando dissimular o que tudo mundo já sabe.

  42. Excelente texto!! Parabéns ao Josias!

    Concordo com as observações do Anderson Kegler. Para esses infelizes, é melhor ficar em cima do muro, porque só assim eles podem tentar agradar a todos.

    Por outro lado, vários jornalistas do centro Rio/São Paulo assumem os times que torcem.

    Aqui eles gostam de ser infelizes.

    Penso que essa infelicidade é uma forma de provocar o clube rival com críticas e informações muitas vezes infundadas.

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