Demorei um pouco a dar minha opinião aqui, discount primeiramente porque não quero influenciar negativamente os leitores com textos mal pensados, here no calor do momento e também porque o que precisa ser dito é o óbvio.

 

 FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA
FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

Engraçado me dar conta que o Grêmio vive um paradoxo com a sua torcida. Estão cada um em pontos diferentes.

A torcida gremista é muito apaixonada e isso as vezes faz mal, sufoca. Assim como em um relacionamento faz mal, amor demais nunca é bom. Até porque deixa de ser amor e vira obsessão. A torcida está nisso, está obsessiva por vitórias, não importa contra quem e com quem, só se quer vencer e vencer. Humanamente aceitável apesar de o resultado ser igualmente humanamente impossível. Nesse esporte que de várias equipes só uma ganha, matematicamente falando é mais fácil perder que ganhar. Portanto, o torcedor precisa ter calma e procurar um tratamento para a bipolaridade, consulte o seu médico.

Nas vitórias contra o Fluminense e contra o Caracas em casa, o Grêmio estava aos olhos da torcida como uma equipe impecável e que fatalmente venceria a competição. Agora com a derrota, fora de casa, contra o Caracas já é tratado como uma equipe ruim novamente. Precisamos manter a calma e respirar fundo, não é tudo tão ponta de faca assim.

 

Já a equipe, o time tricolor vive o contrário. Calma demais atrapalha a equipe, existia calma contra o huachipato (não sei se é assim que se escreve e não vou nem pesquisar porque vocês são espertos) e o resultado foi uma derrota. Equipe jogou um futebol cansado, sabendo da superioridade acreditou que o resultado viria naturalmente. Não veio.

Com a derrota, veio o sangue no olho, a indignação com a própria condição e a busca por vitórias. Começaram com o três a zero em cima do Fluminense no Rio de Janeiro e depois fazendo quatro gols e sofrendo um em casa contra o Caracas.
Ao embarcar para enfrentar o Caracas na terra do falecido Chaves (calma, o presidente que morreu, não o personagem. Não entrem em pânico) o Grêmio tinha fresco na memoria o banho de bola que foi o jogo em casa, mas não pensou que o adversário estaria querendo reverter o quadro. Começamos bem, o objetivo era fazer um gol cedo e aconteceu, lindo cruzamento de Andre Santos a bola encontrou o Elano e abraçou as redes. Uma pena foi que o pensamento lá do jogo contra o Huachipato – vamos ganhar ao natural… Tanto não ganhamos quanto sofremos um gol antes do final do primeiro tempo, o que poderia trazer de volta o espírito sangue-no-olho, mas o espírito estava derrotado pensando nas condições do gramado, voltamos e levamos outro, nem o empate conseguimos e era o mínimo necessário. Nesse momento a equipe está lambendo a ferida e espero que o pensamento de “fazer o mínimo para ganhar” fique de lado.

 

Isoladamente perder para o Caracas é muito ruim, no conjunto da obra é apenas ruim. Prefiro que o Grêmio perca agora, quando ainda se pode voltar o sangue nos olhos, do que na fase do mata-mata.

 

E PELAMORDEDEUS, entrem em campo contra o Fluminense com os olhos cheios de fúria, olhos de tigre(!!!!), porque os cariocas não estão vindo de brincadeira. O negócio para eles é muito sério!

 

Deixo aqui meu amigo Al para dar uma moral para a galera, o esporte é outro mas o recado é o mesmo.

 

 

PS: Elano fora, terceiro amarelo. Teremos Marco Antônio, o que me lembra de um título de filme: A Espera de Um Milagre.

 

Publicado por Fane Webber

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