Para ganhar o campeonato de pontos corridos uma coisa é obrigação: vencer em casa. Beliscar empates contra times grandes e vitórias fora de casa contra os times pequenos também fazem a diferença, mas não pontuar em casa, aí fica difícil.

Foto: Ricardo Duarte

E o Grêmio veio fazendo isso, conquistou 4 pontos em 6 disputados fora de casa e de quebra venceu o São Paulo fora, deixando para trás um grande concorrente, mas aí tu volta para o Olímpico e perde para a Portuguesa, aí tu vê que não adiantou nada. É como se tivessemos perdido para o São Paulo lá e agora vencido a Portuguesa aqui. Se equivaleu.

O Grêmio tem apresentado sérios problemas quando joga contra times retrancados. Foi assim contra o Palmeiras pela Copa do Brasil, foi assim contra o Sport, Bahia e agora a Portuguesa. O time não encontra espaços e parece não conseguir mudar um padrão de jogo para furar a retranca de alguma outra maneira, nesses casos sempre a saída mais inteligente é atacar pelas pontas e aí o time peca pois na lateral direita o Edílson vem dando mostras do futebol medonho de 2010 e na lateral esquerda o Pará não passa de um médio lateral direito improvisado. Fernando vem jogando abaixo do que pode, Souza e Zé Roberto dão sinais da falta de ritmo, um por não ter tido férias e o outro por ter voltado de um futebol de pouca competição.

Contra times abertos que saem para jogar, o time funciona, acha os espaços, corre-se menos e com isso a experiência e qualidade dos mesmos fazem a diferença. No jogo fechado, falta o drible, falta o velocista e aí o Grêmio peca. Para o jogo contra o Figueirense, no domingo, não esperamos nada menos do que foi hoje, pouco espaço, um adversário fechado e ainda não contaremos com Kleber que está suspenso. É preciso ter paciência, é preciso ter alternativa para que a bola chegue com possibilidade de finalização, assim como foi o gol de honra de hoje.

E outra, falta na entrada da área aos 45′ do segundo tempo tem que ser batida por quem manda no time. Elano e Zé Roberto tem que chamar a responsabilidade e colocar essa bola na área e não deixar o Léo Gago chutar na barreira, aí é fim da várzea.

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