Existem coisas no futebol que são mais velhas do que o próprio esporte. Uma delas é a famosa tática de, generic ás vésperas de um grande clássico, medicine jogar o favoritismo para o lado do tradicional rival. Mal terminou o jogo entre Inter e Portuguesa, rx no domingo, e o vice de futebol colorado, Luciano Davi, já tratou de dizer que o favorito para ganhar o Grenal de domingo é o tricolor. Como se não conhecêssemos esta velha artimanha. A partir dali começou a tentativa de se condicionar um favoritismo ao Grêmio. A maneira como a classificação contra o Coritiba serviu de alerta para nós, apesar das tentativas de glamorizar a derrota e a má atuação no Paraná.

Foto: Roberto Vinícius

Nos anos 1990, o Grêmio cansou de jogar para o lado lá o favoritismo em clássicos decisivos. Felipão era mestre neste ofício. A tática consiste em estabelecer no psicológico do adversário a falsa impressão de que ele é melhor, está mais organizado e tem melhores jogadores. Isso provoca um certo relaxamento inconsciente (o famoso salto alto) e o rival usa isso como fator motivacional para entrar “com sangue nos olhos” e reverter as expectativas. É mais velho que o futebol.

Foto: Mateus Bruxel

A imprensa já, de algum maneira, entrou nesta onda. Os entendidos começaram com suas teses mirabolantes. O que o dirigente colorado gostaria de ter dito, na verdade, é que o Grêmio está mais bem encaixado taticamente, tem um time definido e bons jogadores que podem desequilibrar. Sem falar no técnico mais experiente. Porém, do outro lado há grandes jogadores que também podem decidir a partida em um lance. Não vá Luxemburgo deixar contaminar o vestiário por esta tentativa de jogar o favoritismo para o lado azul, preto e branco.

O rótulo de favorito é maldito. Eu não gosto nem um pouco dele. É um mau agouro sem fim, para os que acreditam em superstições. Geralmente, eu diria em 100% dos casos, é um grande “chama derrota”. Eu poderia citar dezenas de ocasiões onde alguém assumiu a posição de favorito e caiu um tombo bem feio. A gente sabe como funciona: é só alguém admitir o suposto melhor momento para que isso vá para as capas dos jornais, que serão penduradas no vestiário adversário e servirão como motivação extrema para o clássico. Por isso eu digo e repito: sai pra lá favoritismo.

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