A torcida do Grêmio esta doente

* Retirado do Grêmio que te quero Grêmio.

Não sei se tem a ver com a abundancia de jogos de futebol virtuais, buy se foi ampliada pela magia de um estadio “de primeiro mundo” ou se estou ficando maluco, cialis mas já faz algum tempo que tenho dificuldade em reconhecer a torcida do Grêmio.

O Corinthians x Grêmio pela Copa do Brasil dá bem um retrato do que sinto. Alguns anos atrás, passado o primeiro momento, em que talvez lamentassemos um lance perdido, concordariamos que era um bom resultado. Era uma epoca em que eu aprendi que nem 5 x 0 garantia classificação em mata-mata. Tínhamos a convicção de que o time era medio, como insistia em dizer o Luis Felipe, que ainda não tinha virado Scolari, e que só ganharíamos algo se entrassemos “a milhão”.

Nao queriamos nada alem da classificação. Não esperavamos grandes apresentações, embora elas acontecessem de vez em quando. Queriamos a proxima fase. E ela vinha. Suada. Sofrida, quase sempre. Mas vinha. E nós sabiamos que seria assim. Nunca era fácil para nós. Mas era ainda mais difícil para eles. Luxemburgo lembrou recentemente como era dificil jogar contra o Grêmio. O São Paulo detestava cruzar conosco em mata-mata. O Palmeiras tentou de tudo, até levar Arce, Luis Felipe, etc.

Depois veio a Batalha dos Aflitos, a porra da imortalidade, os novos tempos. As redes sociais permitem conhecer as opiniões instantaneas. As barbaridades na velocidade da luz. Mas ficamos “exigentes”. Empatamos um jogo que podiamos ter perdido, tivemos juiz amigo, vamos decidir em casa e leio criticas terriveis. Parece que o Gremio atual não tem nenhuma relação com o time que saiu da LA2013 por causa do Santa Fé. Parece que a entrada dos reforços da base do Juventude transformou o time numa maravilha capaz de ganhar sempre.

Pois o Grêmio vai ter um segundo jogo daqui a um mes. Talve? ate lá tenhamos zagueiros a disposição. Talvez nosso meio-campo esteja mais bem estruturado. Talvez o adversário esteja mais preocupado com o Brasileiro. Talvez já exista um checkin na Arena. Talvez a torcida compareça como nunca antes na historia desse estádio.

Tomara que a nossa torcida se cure até lá. Porque vamos precisar dela. Sem talvez.

Fernando Brandão
@FSBazul

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8 comentários

  1. Brandão
    Eu penso que essa parcela da torcida que está sempre choramingando sempre existiu. Sempre existiram milhões de coxinhas na torcida do GRÊMIO, como existem em todas as torcidas. A diferença é que antigamente nós não os conhecíamos, não os líamos, podíamos excluí-los completamente da nossa companhia simplesmente selecionando os amigos… Mas com o advento da web eles ganharam voz. E nada é mais barulhento que um choramingas!! Eles estão sempre reclamando de tudo, dizendo que nada está bom mas fazer alguma coisa eles não fazem. A maioria nem vai aos jogos, haja vista a baixíssima média da Arena em relação ao que foi projetado.
    40 mil por jogo eles disseram. Eu sempre soube que isso não ia acontecer, nem aqui e nem em lugar algum. Quem sustentava o futebol no Brasil, a classe baixa, foi excluído por esse modelo mal planejado de Arenas modernas.
    Mas ressalto ao amigo que as pessoas que valem à pena ouvir ainda existem e é só a opinião delas que tem alguma relevância, afinal somos GREMISTAS de fé e não “grêmistas”.
    Abraço

  2. nesse jogo não tem mais desculpas, a Arena tem que lotar!

    E que os caras tirem a bunda das suas cadeiras e implantem de uma vez por todas o tal check-in!!!

  3. Compreendo esse pessoal.
    Cair para o Atl.-GO em 2008, precisando ganhar de 1×0.
    Buscar o empate depois de sair tomando 0x2 para o Cruzeiro na LA2009.
    Depois de ter que virar um 0X2 para o Santos em casa 2010.
    1×2 em casa na LA2011 contra Católica.
    Perder de 0x2 para o Palmeiras 2012.
    Ser desclassificado pelo poderoso Santa Fé.

    Veja bem, eu compreendo, não concordo.

  4. O check in precisa ter alguma vantagem para o sócio que não vai.

    Exemplo: algum tipo de desconto na mensalidade do sócio nos meses subsequentes para aqueles que fizeram o check in.

    Vou tentar explicar matematicamente minha idéia.

    Vamos pegar de exemplo o pessoal que paga 169,00 por mês.

    Vamos supor que num jogo Y. 5 mil sócios deste setor fizeram o check-in, ou seja, disseram que não irão. Supondo que 3 mil ingressos fossem vendidos a um preço de R$ 40,00. Estes 3 mil lugares dariam uma renda localmente de R$ 120 mil. Um percentual acordado (pré-estipulado) deste valor arrecadado (poderia ser 10%) retornariam aos sócios que fizeram o check-in em descontos na próxima mensalidade. Assim, dos R$ 120 mil arrecadados, R$ 12 mil seriam divididos entre os 5 mil que fizeram o check-in inicialmente. Um desconto de R$2,40 referente a este jogo na próxima mensalidade.

    Assim, o sócio que paga R$169,00, pagaria no mês seguinte R$ 166,60.

    É só uma idéia com número aleatórios.

  5. Evidentemente, que, se, somente 10 mil fizerem o check-in e só 500 ingressos forem vendidos o desconto será de centavos. Paciência.

  6. Agora a culpa é dos estádios. O TA também vai nessa linha, por outros motivos.
    Amigos, assim como assisti decisões no Olímpico com casa cheia, também lá assisti, jogos com grandes equipes, com o estádio com 1/3 da lotação e tinha mais gente no lado da Azenha do que no pavilhão social. Isto não era um fato incomum.
    O diferencial, na minha opinião, é a importância do jogo, a campanha do clube no campeonato e o preço dos ingressos.
    Mas, se o Grêmio tivesse chances reais de conquista do título, o preço do ingresso a gente, mesmo reclamando, fazia de tudo para ver o jogo de qualquer jeito. Esse comportamento dos sócios de pagar e não ir aos jogos não é novidade para mim. Tanto é verdade, que o estadio ficava superlotado na antiga geral e a saída, para o excesso de público, era acomodar, quem tinha o ingresso na mão e não conseguia lugar, nos espaços generosos que “sobravam” na social e nas cadeiras cativas. Não vou me ater aos jogos de exceção, porque a lotação só acontecia pelos motivos já referidos.
    Casa cheia, de verdade, só quando o Grêmio tinha um time confiável.e partia para os finalmente. Cansei de ver GreNal decisivo – só para citar um exemplo clássico – com a casa à meia-boca.
    As administração das novas Arenas estão lidando com um produto novo e demonstram não estar preparadas para, num curto prazo de tempo, encontrar soluções para os problemas de gerenciamento destes espaços. Fizeram um planejamento fantasioso e agora esbarram na.realidade nua e crua do poder aquisitivo do povo brasileiro.
    Tirando-se os 15.000 sócios que não tem comparecido por vários motivos, inclusive a inadimplência, ainda assim teríamos 45.000 lugares disponíveis. O máximo de público em jogos oficiais foi de 35.000 espectadores ( incluídos os “apadrinhados”).
    Se a própria Geral não lota, mesmo com preços “promocionais”, dá o que pensar. Qual será o motivo?
    Sinto que superestimaram a capacidade do torcedor em absorver, de uma hora para outra, um acréscimo de 100% nos preços do ingressos. O impacto desta iniciativa, caiu como uma bomba no seu bolso e foi difícil adequá-la, de maneira satisfatória, ao apertado orçamento.
    A solução? Que os nossos dirigentes – tão atentos e lépidos na disputa pelo poder no clube – não matem a “galinha dos ovos de ouro” (o torcedor), pois aí, será o caos. Mais vale um pássaro na mão do que…
    Mas, tudo tem solução. Basta “caírem na real”.

  7. Eu também acho, só dei um exemplo pro Check-in, pois uma vez falaram que o sócio teria vantagens, do jeito que eu coloquei todos que fizessem check-in seria beneficiados e não, apenas alguns “apadrinhados”.

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