A obviedade Rothiana

Celso Juares Roth é um treinador considerado perdedor, retranqueiro e todas as pessimidades(?) a ele atribuídas. Mas o que ninguém consegue perceber é que este homem que treina pela 47390ª vez a equipe do Grêmio tem suas virtudes e dentre elas está a coerência eficiente deste treinador campeão de Libertadores.

É óbvio que se você não tem seus dois laterais-direitos, thumb para um jogo contra o Palmeiras em São Paulo, a melhor opção é improvisar um volante como o Adílson. Marcador, bom roubador de bola e eficiente para a função defensiva, e assim foi, deu certo e então Roth manteve a mesma opção para o jogo seguinte, quando lhe faltavam os laterais ainda. Porém, no jogo contra o Ceará, Adílson já não foi tão bem, pois o Grêmio precisava atacar após estar perdendo de 1×0 e a falta de qualidade ofensiva deste volante acabou sendo fatal para a equipe.

Após uma derrota vexatória para o Ceará, o jogo contra o Atlético-GO se mostrava vital para uma reviravolta gremista que já contava com a volta de um dos laterais-direito. Gabriel se recuperou de lesão no tornozelo e foi a campo desde o início e fez uma partida razoável até o momento em que sentiu a lesão novamente e teve que ser substituído. À esta altura do jogo, Adílson vinha jogando bem, na medida do possível, dentro de sua função de volante e quando viu Gabriel sendo substituído por LÚCIO pensou: “Opa, o Lúcio vai vir pro meio e eu vou pra lateral-direita novamente”. E então o volante deu aquele piquezinho até a posição quando ouviu de seu comandante, o coerente Celso Roth: “NÃO. Adílson, tu fica no meio, o LÚCIO FICA DE LATERAL DIREITO”.

É amigos, sabe quem estava marcando(?) o atacante que fez o gol dos goianos? Pois é, Lúcio, ele mesmo, graças a obviedade Rothiana.

 

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