A importância da bola na rede

Apesar do desejo de alguns pobres de espírito, price o futebol, ampoule esporte maior na vida de todos nós e por vezes maior até que a própria vida, stomach ainda é sinônimo de bola na rede. Os amantes da “brutuculância” querem de todas as maneiras transformar a fabulosa invenção de Charles Muller em um jogo enfadonho, sem raça, sem emoção e, claro, sem gols. Antigamente se jogava futebol com cinco atacantes. Alguns jornalistas esportivos gaúchos querem é teorizar sobre esquema tático e estão pouco se ligando se os jogadores sabem ou não marcar gols. Muitos deles não poderiam viver naquela época em que dois pontas jogavam abertos pelos lados e um centro-avante matador finalizada na grande área. Com o passar das décadas chegamos ao ponto em que os técnicos escalam as equipes com apenas um coitado e solitário homem de frente.

Como gremista sempre gostei de um futebol combativo e nada bailarino, especialmente no meio de campo e no ataque. Porém, se é uma coisa que eu não admito é que meu time não tenha, pelo menos, dois caras que saibam fazer gols. Meter a bola pra dentro na hora do bate-rebate, finalizar bem aquela bela jogada que veio da linha de fundo ou mesmo cabeçar antes da zaga aquela bola atirada pra dentro da área aos 45 do segundo tempo. Não há futebol sem isso. Sem os gols e sem que os atacantes que saibam o que fazer na hora de ficar cara-a-cara com o goleiro adversário não torcida, não há camisa ou garra que conquista vitórias.

O Grêmio tem no seu histórico de jogadores, em todos os tempos, grandes mestres no ofício de empolgar as multidões. Posso começar citando Luiz Carvalho, artilheiro dos anos 30 e que foi presidente do clube.  Oswaldo Rolla, o popular Foguinho, que além de técnico foi goleador entre os anos de 1928-1942. Sem esquecer do “Leão do Olímpico”, o “Tanque” Juarez, que segundo relatos de gremistas mais antigos, foi o mais destemido atacante que já pisou nos gramados do Rio Grande do Sul. As lembranças de Alcindo Martha de Freitas, o bugre, que marcou 264 gols nos 13 anos consecutivos em que vestiu a camisa do Grêmio, ainda fazem os tricolores da velha guarda se emocionarem.

Na era moderna, entre o final dos anos 70 e o final dos anos 80, tivemos André Catimba, Tarcísio, Éder e o artilheiro de deus, Baltazar. Aquele que em 1981 declarou que “deus estava guardando algo melhor para o Grêmio”. Em 1983, a América e o mundo foram conquistados com petardos de Renato Portaluppi, o eterno homem gol. Ao longo dos anos 90 vestiram a gloriosa camiseta tricolor homens que tinham escrito em na carteira de trabalho a profissão de goleador: César, Tita, Osvaldo, Caio, Paulo Egídio, Valdo, Vilson Taddei, entre outros, realizaram com honras o glorioso ofício de balançar as redes dos adversários tricolores. Ainda nos anos 90 e 2000 a dupla infernal Jardel e Paulo Nunes; coadjuvantes de respeito como Zé Alcino e Luis Mário, o diabo loiro Marcelinho Paraíba e, por fim, o mestre Jonas desestabilizaram as estruturas do Olímpico de tanto marcarem gols.

Neco Varella/Agência Freelancer

Esse ano temos algumas muitas dúvidas e outras poucas certezas no ataque. Kleber é, com definitivamente, nosso melhor e mais decisivo atacante. Marcelo Moreno começou bem, mas a sequência de lesões o atrapalharam. A dupla em forma e afinada é uma das melhores do futebol brasileiro. O problema são as opções no banco de reservas. Miralles, Leandro e André Lima possuem dificuldades do tamanho do Olímpico na hora de balanças a rede dos rivais. Por isso é louvável que a direção siga atrás de bons atacantes e homens que saibam fazer gol. Por mais que digam o contrário, a bola na rede ainda é importante.

Vamô Tricolor!!!

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