A falsificação do futebol

Quando tu pensa que nada pior pode acontecer, there vai lá o Leandro e me compra uma CNH falsa e sai por aí dirigindo atrás de amigas super bacanas nas bandas da Farrapos. Mas chê, find sério, o que passa na cabeça de um jogador de futebol é algo que deveria ser estudado profundamente porque não dá pra entender. Eu, tenho minhas teorias mas não vou difundi-las aqui, apenas creio que o que aconteceu com o Leandro é culpa de uma mistura de fatores que tem a ver com a idade, a fama repentina e o dinheiro fácil que agora lhe apetece o bolso.

Agora tu imagina, amanhã, 30 do segundo tempo e o time vai empatando ou até mesmo perdendo e o Luxa tem que botar jogador no ataque, olha pro banco e vê o Leandro, chama ele, e na primeira corrida do guri pra entrar ao gramado eu já consigo escutar os murmurinhos da torcida. Torcida essa, que no ano passado, quando esse mesmo guri entrou e começou a empilhar gols e boas jogadas, o viu como esperança de novos tempos, tava ali o novo Neymar, um craque, etc, etc, etc. E o que se deu de um ano pra cá para que isso mudasse radicalmente?

A falsificação do futebol.

Explico. Quais e quantos jogadores efetivamente bons as categorias de base do Grêmio formaram nos últimos anos? Me lembro do Lucas, do Carlos Eduardo, do Anderson. Esses com relativo “sucesso” na europa e coisaetal. Mas agora, consigo lembrar de vários “craques” da base que nunca vingaram, só para ficar num exemplo, o Leandro. Sim, esse Leandro que ainda está no Grêmio e que pode vir a vingar, mas não vai, pelo simples motivo de que as categorias de base do Grêmio não funcionam como deveriam. A base não serve apenas para colocar dinheiro no clube numa venda futura de jogadores promissores, serve para formar homens e cidadãos acima de tudo, educação com base no esporte, mas o que vemos aí são exemplos e mais exemplos de guris que sobem para o profissional, começam a receber salários maiúsculos, se esbaldam na noite e aí amigos, aí não jogam nada e não aprendem nada e muito menos ensinam alguma coisa. E isso não é só no Grêmio, é na maioria (se não na totalidade) dos clubes brasileiros, é só ver o “Caso Oscar” que está rolando por aí. Quanta hipocrisia e falta de caráter vemos em ambos os lados e em conluio com o jogador.

O Paulo Britto (que é um imbecil, na minha opinião) fez um comentário sobre essa história do Leandro no blog dele, que eu achei deveras pertinente, porém exagerado. Não acredito que o Leandro seja um mal caráter como dá a impressão, mas acredito sim, que aquilo que leva os jogadores a dentro de campo tentar “iludir” o árbitro também os leva a tentar “iludir” a lei fora do mesmo. Uns vão bradar a favor, talvez a maioria seja contra esse pensamento, mas uma coisa é fato, hoje, os jogadores já saem das categorias de base com a ideia de tentar enganar o árbitro SEMPRE, chegam a desistir de jogadas que podem ser efetivas pra “cavar” uma falta, “ganhar” uma expulsão do adversário, e nesses momentos eu olho pro futebol e hoje só vejo um jogador que destoa disso, e ele é simplesmente o melhor do mundo.

Não estou aqui defendendo nem julgando o Leandro, ou qualquer outro jogador, estou apenas levantando um debate interessante sobre quem estamos formando nessas categorias de base, quem são esses meninos que querem jogar bola, querem ajudar suas famílias, mas que antes de tudo precisam saber que o mundo não é só de deveres e direitos, mas sim de responsabilidades. Tanto dentro, quanto fora do campo.

Que o Leandro possa aprender com isso, e o principal, que quem tem que ensinar a esses guris possa aprender também e evoluir com estas situações tristes que vemos, pois é necessário tomar um rumo melhor para o futuro, caso contrário continuaremos “iludindo” os árbitros da vida e “cavando” faltas no progresso.

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