Primeiramente é de se lamentar o fato inadmissível que ocorreu durante a comemoração do gol de Elano na Geral. Por sorte não houve nada de mais grave com as vítimas.

Correntes da imprensa e alguns torcedores querem o fim da avalanche. Penso que ela deve seguir ocorrendo, cure porém, maiores medidas de segurança devem ser adotadas – assim como aconteceu no Olímpico. E outra: vão combinar com os torcedores para que eles não a façam caso aconteça a proibição?

Dito isto vamos ao jogo, ou melhor, ao ambiente da partida.

Via muita gente preocupada que a Arena não seria um caldeirão como o Olímpico. Certamente esta mesma preocupação – me menor escala, é claro – deve ter ocorrido quando saímos da Baixada e fomos para o Monumental.

Foto:  Diego Vara
Foto: Diego Vara

Quem foi no jogo de inauguração viu que a Arena é imponente, e em alguns momentos ela foi sim um caldeirão. Aí vem o destino e nos coloca numa decisão em pleno janeiro, no primeiro jogo oficial da nossa nova casa.

E os desconfiados de que a Arena não seria um trunfo em cada jogo do Tricolor não conseguiram sustentar seus argumentos por 90 minutos.

O jogo foi sofrido. Foi chorado. Foi Grêmio. Mas a alma da torcida gremista que vem desde a Baixada estava lá. Desde o apito inicial até a defesa de Marcelo Grohe.

Essas pessoas que subestimaram a nossa torcida, talvez não a conheça de fato. E lá da Azenha, ainda respirando, o Olímpico deve ter ficado com orgulho do papel que cada torcedor fez na Arena.

A Arena não tem alma. Quem tem alma é a nossa torcida.

 

Abração hein?!
@alemaopizoni

 

 

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3 comentários

  1. Nao quere ser chato, muito menos demagogo,
    mas colocar a culpa na arena q nao aguento a avalanche me parece a mesma coisa qdo colocam a culpa na mulher por ser estuprada!!

    eh impressionante que no Brasil, sempre tenhamos que dar segurança ao
    “errado” , a avalache nunca vai para, nao importa se colocarem cadeiras atraz do gol, ou melhor, a avalanche soh vai acabar qdo alguem morrer.

    pq no Brasil tudo eh assim

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